Monte do templo em Jerusalém: a disputa final

O Monte do Templo – ou a aatual esplanada das mesquitas – torna-se cada vez mais o epicentro do grande conflito que unirá uma grande parte do mundo para lutar contra Israel.
Já reaberto desde ontem para as orações dos muçulmanos após algumas horas de encerramento por razões justificadas por Israel, a disputa pelo espaço mais controverso e conflituoso do planeta é indubitavelmente o “rastilho” que a qualquer momento poderá acender um conflito de proporções apocalípticas.
 
PEDRA DO SACRIFÍCIO DE ISAQUE

O Monte do Templo é segundo a tradição judaica o lugar a partir do qual Deus criou o mundo, e a pedra alojada no interior do“Domo da Rocha” é supostamente o local onde o quase-sacrifício de Isaque pelo seu pai Abraão – o pai do judaísmo – ia sendo efectivado.

O TEMPLO DE HERODES

Foi naquele monte comprado pelo rei David que o rei Salomão erigiu o grande Templo de Jerusalém, mais tarde destruído por Nabucodonozor e reconstruído por Esdras. Passados muitos anos, o rei Herodes construiu ali o segundo Templo de Jerusalém, uma obra gigantesca e a mais impressionante da época. Foi nesse Templo que o Messias Jesus entrou e ensinou muitas vezes, mas que, tal como Ele anunciou, acabaria por ser destruído e arrasado pelos invasores romanos no ano 70 d.C.


Zelosos pela reconstrução da História, os muçulmanos transformaram a igreja bizantina erigida no Monte pelos cruzados católicos em uma mesquita, alegando ter sido daquele mesmo lugar que o seu profeta Maomé ascendeu aos céus.


Desde essa época, o recinto esteve sempre sob a administração islâmica, e, mesmo quando em 1967 as tropas israelitas reconquistaram vitoriosamente a Cidade de Jerusalém, a administração foi levianamente concedida aos jordanos – a autoridade “Waqf”– tendo-se até hoje criado um injusto estado de“status quo”, que dá aos muçulmanos liberdade para orar quando quiserem, mas proibindo aos judeus quaisquer orações no lugar.

ÂNSIA JUDAICA
É exactamente aí que está o cerne do conflito actual. Os judeus estão cansados de não poderem cultuar no seu lugar mais sagrado, exactamente ali onde Deus Se fez presente no“santo dos santos”, o lugar mais íntimo do Templo de Jerusalém. E questionam não só a razão pela qual não o podem fazer, mas também a impossibilidade de se construir um novo Templo naquele lugar tão sagrado para o judaísmo, tanto mais que mais de metade da população judaica de Israel já é favorável a tal projecto.

YEHUDAH GLICK

A tentativa de assassinato do rabino Yehudah Glick por um palestiniano jihadistaislâmico, momentos depois de ele ter saído da conferência onde falou e cujo tema era: “Israel retorna ao Monte do Templo” foi a comprovação da atitude dos muçulmanos em relação aos desejos dos judeus. Eles não querem aceitar a presença judaica no local, e é nesse intuito que tentam desesperadamente negar todas as evidências históricas que comprovam a ligação dos judeus àquele lugar sagrado.

Estão criadas as condições para a manutenção e o agudizar de um conflito que – na minha opinião – fornecerá ao falso Messias (o Anti-Cristo) um álibi para a sua enganosa “proposta de paz” que os ansiosos judeus aceitarão de mãos abertas e que provavelmente incluirá a construção de um templo na esplanada.
Essa idéia talvez não colhesse muita aceitação há meia dúzia de anos, contudo, o quadro religioso e político actual aponta cada vez mais para essa realidade.

Durante muitos anos ouvi a pressuposição de que teria de se destruir o “Domo da Rocha” para a construção de um templo.

“DOMO DOS ESPÍRITOS”

No entanto, desde que há mais de 20 anos comecei a visitar regularmente aquele lugar, logo percebi que tal não seria necessário, uma vez que há espaço mais que suficiente para se construir um templo na parte Norte da esplanada, sem ter de se danificar seja o que for das construções muçulmanas. Essa minha conclusão aprofundou-se quando comecei a ler comentários de estudiosos judeus que referem o verdadeiro lugar do “santo dos santos” como estando mais a Norte do actual“domo”, possibilitando assim a concretização do anseio judaico, lado a lado com o espaço ocupado pelos muçulmanos para as suas orações.

Estudando a estratégia do Anticristo, ninguém de bom senso acreditará que ele venha a realizar um acordo “com muitos”, certamente aceite por todos, tendo para tal de despertar a fúria dos muçulmanos ao destruir um dos seus lugares mais sagrados…
Se olhar com atenção o gráfico ao lado, verificará que a entrada do “portão dourado” por onde judeus, cristãos e muçulmanos acreditam que o Messias irá entrar, não está direccionada para o “Domo da Rocha”, mas sim para o “Domo dos Espíritos”(foto acima).
Os desejos actuais dos judeus têm a ver com a construção de um espaço de oração e talvez de sacrifícios no Monte do Templo, não necessariamente a destruição de qualquer espaço islâmico.
E é nessa direcção que a História caminha. E a alta velocidade. Os acontecimentos das últimas horas comprovam-no. As profecias alertam-nos para tal. Estejamos atentos… e preparados. 
AMEAÇAS DO HAMAS 
Ontem mesmo, o líder terrorista do Hamas, Ismail Haniyeh declarou que a sua organização irá combater Israel, e que não permitirá que os judeus “façam o que querem” no Monte do Templo.
O líder terrorista participou ontem de uma grande manifestação em Gaza como parte do “dia da raiva” convocado pela Autoridade Palestiniana, relacionada com os acontecimentos recentes em Jerusalém. Segundo a delirante opinião deste criminoso líder palestiniano, Israel fechou o acesso à esplanada das mesquitas “como parte do plano para destruir a mesquita al-Aqsa.”
Segundo este paranóico, Israel estará a construir túneis subterrâneos para fazer desabar a mesquita…

Só que a verdade é bem diferente: quem tem andado consistentemente a destruir antiguidades judaicas encontradas nas escavações do Monte tem sido exactamente a autoridade islâmica“Waqf”, num esforço para tentar apagar todas as evidências da presença milenar judaica no lugar…

Até quando irá a paciência dos judeus?

Fonte: Shalom, Israel!

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