Santidade e iniquidade: a condição humana para o arrebatamento

santidade2“Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve.” Malaquias 3:18
Bem sabemos que o arrebatamento da igreja se aproxima com uma velocidade feroz e que todos os fatos apontam para este acontecimento. E o que determina a questão de igreja fiel ou infiel, noiva prudente ou néscia?
Dois são os fatores determinantes para o destino de cada indivíduo em particular: a santidade e a iniqüidade deste ser. Desde que a humanidade foi formada temos exemplos daqueles que foram considerados “santificados” e dos considerados iníquos, como por exemplo, Caim e Abel, filhos de Adão. Um considerado por Deus justo e outro considerado perverso.
Então podemos ver que Deus caracteriza a humanidade em dois aspectos: “os santos” e os iníquos. E quais são as características predominantes que definem cada um desses?
Em primeiro lugar de uma forma simples podemos comparar um sendo considerado filho de Deus (em regeneração) e outro sendo filho da ira ou do pecado (em degradação). Os fatores que determina um e outro são em contrapartida, apontados por aqueles que se fazem filhos de Deus não por esforço próprio, mas por fé gerados segundo a semente de Cristo (João 1:12-13) e outros gerados segundo a natureza caída de Adão, natureza do pecado (Salmos 51:5).
Um é regenerado segundo a misericórdia (1 Pedro 1:3-5), crescendo em graça e produzindo os frutos do Espírito (Gálatas 5:22-24) e outro em degradação contam os seus dias para a perdição eterna (Habacuque 2:13). A regeneração é feita através da prática diária de fé em Cristo e no seu sacrifício, em transformação com a prática de obras externas demonstradas para os ímpios. A degradação é efeito do pecado que gera a morte, através de atos pecaminosos e práticas ou pensamentos maliciosos.
Primeiramente definiremos o que é santidade e o que é iniqüidade. A santidade é uma dos atributos de Deus, e é o que está mais inerente ao nome Yaweh, podemos conferir isso na oração de Jesus quando expressa: “… Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome..”Mateus 6:9. Em toda a bíblia o atributo que é dado à maior ênfase é a santidade de Deus, e podemos conferir isso em Isaías 6: “Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” Isaías 6:2-3, em Apocalipse 4: “Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir.”Apocalipse 4:8, em toda a bíblia não encontramos outra caracterização dos atributos de Deus como Amor, Onipotência, Onipresença, Onisciência como a ênfase de ser Santo repetida 3 vezes, demonstrando a característica principal da Trindade. A santidade de Deus o torna um ser inigualável, insofismável e inatingível, denota em uma separação total do que pode ser considerado o mínimo de maldade, pecado ou injustiça (Tiago 1:13), demonstra em não aparentar nenhuma fraqueza ou falha e o torna a Perfeição das perfeições. Então, para aqueles que são gerados em Cristo se torna em semelhança (não em glória, mas em santificação – Genesis 1:26, característica que o próprio Adão perdeu sob o julgo do pecado.) devem novamente adquirir, não por merecimento, mas por fé no Filho de Deus, sendo novamente gerados Nele deixando ou negando a sua velha natureza caída, corrompida e desprezível. Isso requer uma aproximação e uma intimidade muito grande com a fonte da santidade – Deus. Quando isso ocorre começamos a ser regenerados e transformados deixando a nossa vida de pecados, para uma nova vida de justiça e retidão. Nós como ramo de zambujeiro bravo, somos enxertados na videira verdadeira que não há manchas, nem rugas e nem imperfeições (Romanos 11:17-25); a partir desse momento devemos apresentar frutos espirituais (Mateus 7:17-23 e Gálatas 5:22-23). É isso que evidencia a nossa salvação, somos gerados em Cristo, por meio da fé e pela mesma fé produzimos frutos que devem ser vistos pelos ímpios como testemunho de transformação (Hebreus 12:1-2) para que vejam em nós obras da luz e não das trevas (Tiago 2:20-26), isso é santificação.
Já a iniqüidade é a pior condição do homem aos olhos de Deus (Habacuque 1:13). Os que andam na prática da iniqüidade ignoram o maior ato de graça e misericórdia, a morte de Cristo para sepultamento do pecado e a ressurreição de Cristo para viver nova forma de vida.
A iniqüidade fala da pior forma do homem, porque traz a tona os piores desígnios do coração e com ele a mais maligna forma, sendo igualado ao maior iníquo e perverso ser (Satanás). São considerados iníquos aqueles que amam e cometem todo o tipo de perversidade, e também aqueles que vão contra toda a boa pratica e decência. Podemos dizer que tantos os que praticam o ato de iniqüidade ou que concordam e apóiam tais atos, estão debaixo da mesma lei do Juízo, pois andam contrário a tudo aquilo que é a natureza de Deus, se tornando abomináveis.
Podemos citar alguns tipos de coisas em que o Senhor abomina, e quem pratica tais atos não são dignos de herdar o reino dos céus: “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” 1 Coríntios 6:9-10. Da mesma forma nos afirma o próprio Jesus em Apocalipse: “Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” Apocalipse 22:15.
Mas não se enganem achando que a iniqüidade está somente nessas práticas pecaminosas citadas acima. Existem pecados maiores que estes quando cometemos algo contra os nossos irmãos em Cristo, tramando contra eles toda a sorte de perversidade ou levantando vãs contendas transformando o corpo de Cristo comprado pelo Seu sangue em algo perverso. Vejamos o que nos afirma no livro de Provérbios: “Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.” Provérbios 6:16-19. Observamos que os homicidas não herdarão o reino dos céus, agora vejamos o que nos afirma a palavra: “Quem odeia seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem vida eterna em si mesmo.” 1 João 3:15. Aqueles que são regenerados em Cristo não podem e não conseguem praticar tais atos de iniqüidade. Os que são feitos novas criaturas e sepultam o velho homem e com ele as suas concupiscências carnais, andam em prática e aperfeiçoamento buscando a santificação e a mortificação das obras da carne (Galatas 5:20-21).
Os que são gerados em Cristo e permanecem na fé serão os que herdarão o reino de Deus, porque estes tais crescem em igualdade, caráter e santidade; onde se expressa toda a vontade de Deus ao que seus filhos busquem a santidade em temor (I Pedro 1:16-17) conforme afirmamos antes.
Vivemos no tempo da dispensação da Graça, mas também vivemos no tempo da explosão da iniqüidade e da queda do amor (Mateus 24:12). Estes são dois paralelos onde nos mostra o justo juízo que será derramado sobre os homens que rejeitam, desprezam e zombam da Misericórdia (Romanos 1:18-32), abandonando o conselho de Efésios: “Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus. Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças.Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral nem impuro nem ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus.Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. Portanto, não participem com eles dessas coisas.” Efésios 5:1-7.
Estamos no tempo da grande perdição da humanidade, mas também é o tempo em que a salvação está tão perto de nós que podemos tocá-la. Como se diz: “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça” Romanos 5:20.
Aí está a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve. A grande diferença consiste em aos que escolhem viver na prática de santidade serão salvos, não por mérito próprio, mas pela Graça que veio dos céus na forma do Filho de Deus, e aqueles que escolhem viver segundo suas paixões carnais serão condenados, pois praticando esses atos, rejeitam a salvação que vem de Cristo, pois preferem trocar a vida que foi oferecida na cruz para viver nesciamente os prazeres temporais.
O galardão virá tanto a um como a outro: “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.” Apocalipse 22:12. A escolha está no poder de nossas mãos. A responsabilidade e a conseqüência dos atos está nas escolhas de cada um.
Que Deus renove a cada dia a boa escolha e nossos corações e nunca nos deixe perder a esperança de alcançarmos a promessa.

Por Sandro Oliveira

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