A vinha e a sua vindima

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Trataremos de um assunto muito pertinente ao tempo profético para a igreja: o tempo da colheita e da vindima.
Aqueles que ouvem a voz do Espírito podem perceber esse tempo que está descrito na bíblia e que é o tempo profético ligado ao arrebatamento da igreja e o ao mesmo tempo a execução do justo juízo de Deus sobre os profanos.
Vamos usar o seguinte texto bíblico como base do nosso assunto: “Lançai a foice, porque já está madura a seara; vinde, descei, porque o lagar está cheio, e os vasos dos lagares transbordam, porque a sua malícia é grande. Multidões, multidões no vale da decisão; porque o dia do Senhor está perto, no vale da decisão.” Joel 3:13-14. Para iniciarmos o assunto temos que entender a quem essa profecia se refere e o porquê é tão importante que a decisão de cada um, esteja em acordo com a vontade do Pai, e isso só podemos adquirir quando estamos em comunhão com o Espírito Santo de Deus, pois é Ele quem desvenda os mistérios celestiais.
Vamos pegar também como base os textos de Apocalipse 14, Apocalipse 19 e Isaías 63 como complemento ao assunto.
Para entendermos o momento profético colocaremos dois aspectos ligados aos frutos das vides espirituais e carnais. Um é resultado do fruto dos ramos enxertados na VIDEIRA VERDADEIRA (Jesus) e outro é resultado da preparação do vinho da ira de Deus preparado sem mistura para àqueles que desprezam e rejeitam a Sua salvação.
O primeiro é um resultado daqueles que permanecem na fé e também em Cristo Jesus e isso podemos conferir no texto: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado.
PERMANECEI EM MIM E EU PERMANECEREI EM VÓS. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; PORQUE SEM MIM NADA PODEIS FAZER.” João 15:1-5. Podemos entender que nenhum esforço para produção do bom fruto é obra da mão do homem, se não do próprio Deus e isso podemos conferir quando Ele próprio diz: “… O meu amado tem uma vinha num outeiro fértil. E cercou-a, e limpando-a das pedras, plantou-a de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, porém deu uvas bravas. Agora, pois, ó moradores de Jerusalém, e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha. Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? Por que, esperando eu que desse uvas boas, veio a dar uvas bravas?” Isaías 5:1-4.
Esse texto fala de todo o trabalho feito por Deus em favor do Seu povo escolhido (Israel) esperando uma boa colheita, mas ao querer colher o fruto do Seu trabalho, esperando um fruto de qualidade foi lhe entregue um fruto aquém daquilo que se esperava; e o mesmo vale para a igreja moderna (não incluo os que andam na direção e na vontade do Senhor) quando chegar o tempo em que todos nós teremos que apresentar os frutos, resultado da semente plantada na cruz do calvário, regada a sangue e água.
Seguindo o raciocínio trazemos a tona o tempo da colheita que está prestes a ocorrer. Um alerta profético nos deixou Jesus: “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa” João 4:35.
Em Apocalipse 14, podemos entender que serão feitas duas colheitas: uma para preparação do vinho do grande banquete da alegria eterna e outra para ser lançado no lagar da ira de Deus. Para isso temos a seguinte profecia: “E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, que tinha sobre a sua cabeça uma coroa de ouro, e na sua mão uma foice aguda. E outro anjo saiu do templo, clamando com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem: Lança a tua foice, e sega; a hora de segar te é vinda, porque já a seara da terra está madura. E aquele que estava assentado sobre a nuvem meteu a sua foice à terra, e a terra foi segada.” Apocalipse 14:14-16. Isso fala da primeira colheita, onde os santos serão retirados da terra para gozar da alegria da salvação e que nunca findará, em contrapartida temos a profecia: “E saiu do altar outro anjo, que tinha poder sobre o fogo, e clamou com grande voz ao que tinha a foice aguda, dizendo: Lança a tua foice aguda, e vindima os cachos da vinha da terra, porque já as suas uvas estão maduras. E o anjo lançou a sua foice à terra e vindimou as uvas da vinha da terra, e atirou-as no grande lagar da ira de Deus. E o lagar foi pisado FORA DA CIDADE, e saiu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios.” Apocalipse 14:18-20. Este segundo momento fala sobre a execução do juízo de Deus quando se diz: “Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome.” Apocalipse 14:10-11.
Deus separa a humanidade em duas características: aqueles que são chamados seus filhos e os filhos da desobediência e do pecado. Daí entra a figura do Espírito Santo, que testifica quem são os filhos de Deus e quem são os filhos da ira. É através do Espírito que geramos os frutos da videira para ser gerado o bom vinho que agrada a Deus; Ele é o elemento de ligação entre nós ramos e a Videira Verdadeira e também a Oliveira verdadeira, que em conseqüência nos faz produzir o vinho e também o azeite, frutos do Espírito.
Alguns atos proféticos já foram executados sobre a terra e podemos perceber claramente a ação desses atos como citaremos o exemplo da liberação do cavalo preto que foi responsável pela crise mundial em 2008; este foi lhe dado poder para medir a terra e cobrar o valor dela perante os céus, mas a ordem expressa e clara de Deus era que ele não causasse dano nem aos frutos da videira nem o da oliveira. Não confundamos achando que não foi permitido que tocasse nos valores materiais dos que servem a Deus, mas a ordem foi para que não tocasse nos valores espirituais dos filhos de Deus, como podemos conferir na seguinte profecia: “E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer o terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança em sua mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho. Apocalipse 6:5-6”.
Este que estava assentado sobre o cavalo preto ou os outros cavaleiros (exceto o que está assentado sobre o cavalo branco) descritos no Apocalipse não são dignos de executar o juízo final de Deus e nem de dar a recompensa àqueles que produziram frutos espirituais da vide.
Mas quem é o que executará o Juízo de Deus sobre os filhos da desobediência e pisará no grande lagar de Deus, quem será achado por digno de executar tal ato de justiça e juízo entre todos do céu, da terra e debaixo da terra?
Para isso vamos a Isaías 63 e vejamos o que diz tal texto: “Quem é este, que vem de Edom, de Bozra, com vestiduras tintas de escarlate? este que é glorioso no seu traje, que marcha na plenitude da sua força? Sou eu, que falo em justiça, poderoso para salvar.
Por que está vermelha a tua vestidura, e as tuas vestes como as daquele que pisa no lagar? Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém houve comigo; eu os pisei na minha ira, e os esmaguei no meu furor, e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura. Porque o dia da vingança estava no meu coração, e o ano dos meus remidos é chegado. Olhei, mas não havia quem me ajudasse; e admirei-me de não haver quem me sustivesse; pelo que o meu próprio braço me trouxe a vitória; e o meu furor é que me susteve.” Isaías 63:1-5
Também pegaremos o texto de Apocalipse 19 para complementar o assunto: “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça. Os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. Estava vestido de um manto salpicado de sangue; e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus. Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.” Apocalipse 19:11-15. Este é aquele pelo qual temos o testemunho do próprio Pai que diz: “Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.” Salmos 110:1 e também Atos 2:35-36 e Hebreus 1:13. É este quem foi achado digno de abrir o livro do evangelho eterno (Apocalipse 14:6-7 e Ezequiel 2:9-10) e isso podemos conferir a veracidade em Apocalipse 5: “E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele. E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos.” Apocalipse 5:1-5. Somente Ele é digno de executar os juízos de Deus e também de conceder a salvação.
Tudo se resume em Cristo, Ele é o executor do plano de salvação e o Justo Juiz que executará os juízos e a justiça de Deus sobre todos. Nós seremos julgados ou justificados conforme o fruto que apresentarmos para a vindima do Grande Dia do Senhor, por isso devemos ter o temor e a reverência necessária ao Rei dos reis e Senhor dos Senhores, Ele não é aquela figura sofrida em que muitos representam, pois Ele é todo poderoso, cheio de amor, mas também cheio de justiça e de juízos. A seara da terra já está madura e em breve será a colheita. Que nunca nos afastemos Daquele que nos aperfeiçoa para darmos os frutos certos e puros, Amém!!!
Sandro L. Oliveira

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