Azeite para o Templo é produzido depois de 2000 anos

O Instituto do Templo anunciou que, pela primeira vez em 2.000 anos, produziu em Israel uma porção de azeite totalmente dentro dos preceitos bíblicos de santidade. O objetivo é disponibilizar o mais puro dos óleos para que possa ser utilizado na menorá de ouro que foi fabricada para a reinauguração do Templo. O edifício milenar judaico será reconstruído no coração de Jerusalém, exatamente no local onde hoje ergue-se uma tão reluzente quanto espúria mesquita muçulmana.

Olive oil with olives

O TEMPLO DO MESSIAS E O MESSIAS DO TEMPLO

Este Templo será o terceiro a ser erguido pelos judeus ao longo da história e para Nachman Kahane, um eminente rabino de Jerusalém, a obra ficará pronta com ele ainda em vida. Kahane nasceu em 1937 e tem hoje 77 anos.

Os dois primeiros Templos judaicos foram construídos por Salomão e pelos retornados do cativeiro babilônico. Salomão construiu o primeiro Templo ainda no Século XI a.C. e este foi o centro do culto judaico por 390 anos, sendo posteriormente destruído pelos babilônios no ano 586 a.C. Reconstruído pelos judeus que voltaram do cativeiro, o Templo durou mais 585 anos até ser definitivamente destruído pelos romanos no ano 70 d.C. Desde então, os judeus mantém-se impossibilitados de observar seus tradicionais sacrifícios, uma vez que não havendo Templo não é possível fazê-los.

Desde meados da década de 80 do século passado que um grupo de judeus, liderados por Nachman Kahane, vem desenvolvendo esforços para viabilizar a reconstrução do Templo. Gershon Salomon, um religioso responsável por um grupo denominado Os Fiéis do Monte de Templo, informou há alguns anos que o grupo já dispõe da pedra fundamental para dar início a reconstrução e que esta pedra, cortada com o uso de diamantes, foi consagrada com água do poço de Siloé, uma fonte que corre desde os tempos bíblicos.

Os esforços para a reabilitação do Templo incluem não só a elaboração de todos os utensílios e paramentos rituais até a formação dos sacerdotes que deverão conduzir os sacrifícios. O símbolo mais conhecido do conjunto de artefatos é uma imensa menorá de ouro que está na rota dos turistas que caminham pela Cidade Velha de Jerusalém, uma peça com 45 quilos de ouro que valeria cerca de 2 milhões de dólares. Entretanto, para os judeus esta peça é de um valor inestimável.

De todos os objetos reconstruídos aqueles que mais cuidados requereu dos pesquisadores foram as roupas sacerdotais, elaboradas com fibras do mais puro linho indiano. Uma atenção especial foi dada ao tingimento necessário para se alcançar o tom carmesim, conforme explicitado na Bíblia Sagrada. Um esforço hercúleo que fez com que os responsáveis pela empreitada se deslocassem por diversas partes do mundo em busca dos pigmentos ideais para se chegar ao produto final.

Vestes dos Sacerdotes
Manequim com as vestes sacerdotais preparadas para a reinaugração do Templo

Além da menorá e das vestes sacerdotais, os responsáveis pelo Instituto do Templo também já construíram 4.000 harpas, a mesa da proposição, o altar do incenso e todos os utensílios necessários para os rituais. Faltava o óleo puro para a menorá. Não falta mais.

Num artigo escrito para a revista Israel My Glory, do grupo cristão Friends Of Israel, Jimmy De Young disse que “um dia Yeshua HaMashiach [Jesus O Messias] voltará para Jerusalém e construirá o Seu Templo nesse pedaço de terra (conforme Zacarias 1.16; Zacarias 6.12); e, a partir desse Templo Ele governará o mundo (Zacarias 6.13)” De Young diz ainda que o Templo descrito em detalhes em Ezequiel 40-46, não enquadra-se em nenhuma das construções que já foram feitas até hoje. Para De Young “nem o Tabernáculo, nem o Primeiro Templo edificado pelo rei Salomão, nem mesmo o Segundo Templo que foi dedicado por Zorobabel e magnificamente restaurado por Herodes o Grande” preenchem os requisitos necessários que nos permita dizer que construção humana já tenha alcançado o edifício ideal. Para De Young, o Templo que está por vir é que será, definitivamente, o Templo do Messias.

Temple of Jerusalem
Com a exclusão da mesquita o Templo voltará a ocupar o seu lugar

O ÓLEO QUE FALTAVA

Cento e cinquenta quilos das mais belas azeitonas foram colhidas no oliveiral do Moshav Ramot, nas Colinas do Golan. Participaram da colheita um grupo seleto de pessoas. Azarias Ariel, rabino chefe do Instituto de Pesquisa do Instituto do Templo; David Schwartz e Natanel Kahana, diretores do Instituto, e o rabino Chaim Richman. A colheita foi observada de perto por algumas mulheres judias pertencentes ao grupo Mulheres para o Templo Sagrado.

O oliveiral do Moshav Ramot produz azeitonas orgânicas de árvores que não recebem nenhum tipo de fertilizante, para que possam estar em conformidade com as leis de pureza do Pentateuco, ou seja, as leis da Torá. As frutas foram transportadas para a cidade de Katzrin onde está localizado um lagar extremamente kosher, ou seja, adequado para a produção de azeites recomendáveis para os judeus.

No lagar de Katzrin, o Rabino Azarias e os funcionários do Instituto do Templo fizeram todos os preparativos de modo a observarem as restrições necessárias para que o ambiente de fábrica, as pessoas envolvidas na extração e todas as atividades paralelas estivessem em total conformidade com as mais rígidas normas bíblicas.

Na noite do próximo dia 22 de Dezembro de 2014, quando o calendário judaico apontar o dia 30 de Kislev 30, haverá uma celebração pública na Cidade Velha de Jerusalém, quando dezenas de sacerdotes, com vestes sacerdotais apropriadas, conduzirão de forma solene os vasos puros do azeite para que sejam acomodados nas instalações do Instituto do Templo, instalações estas que estão a poucos metros do local onde o próprio Templo será um dia reconstruído e o azeite, 2.000 anos depois, será finalmente utilizado.

Organic Olives Moshav Ramot
Moshav Ramot nas colinas de Golan

Harvesting the Olives
Rabinos colhendo as azeitonas ritualisticamente plantadas

Pure Olives for Pure Oil
Judia do grupo Mulheres para o Templo Sagrado colabora na apanha das azeitonas

Rabbis picking olives
Rabinos selecionam as melhores das melhores azeitonas

Organic Olives at Moshav Ramot
O oliveiral orgânico do Moshav Ramot

Fonte: Noticias de Sião

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