Dados revelam: Europa está mais muçulmana

Um artigo recente do Instituto Pew Research Center destaca cinco fatos importantes sobre a população muçulmana da Europa, à luz dos recentes ataques islâmicos na França e das marchas de protesto anti-islâmicos na Alemanha. Os dados revelam que a Europa está se tornando mais e mais muçulmana.

Embora os maiores sofredores da violência islâmica continuem a ser as populações do Iraque e da Síria, sitiadas pelo Estado islâmico, juntamente com a Nigéria que encara o ataque praticamente sem controle do Boko Haram, a Europa tem as suas próprias preocupações. A população muçulmana, em muitos países europeus, tem crescido de forma constante, o que levou alguns países, como a Alemanha, o Reino Unido e os Países Baixos, a pedirem restrições à imigração.

A violência islâmica recente em Paris trouxe as preocupações da Europa à tona, mas representa apenas a ponta do iceberg. Na quinta-feira (15/01/2015), a polícia de contraterrorismo belga interrompeu outra trama terrorista jihadista, matando dois supostos militantes islâmicos e ferindo gravemente a um terceiro, e incursões adicionais foram realizados na capital, Bruxelas. Operações anti-terroristas semelhantes estão sendo realizadas em toda a Europa e funcionários de contraterrorismo estão advertindo que a sua ameaça de segurança maior está no risco de ataques por parte de seus próprios cidadãos.

 Gráfico que apresenta o tamanho da população muçulmana e seu percentual em relação à população de cada país europeu 

Fato nro. 1: as maiores populações muçulmanas da Europa estão na Alemanha e na França, seguidas pelo Reino Unido e Itália.

De acordo com as estatísticas mais recentes disponíveis, a Alemanha e a França têm populações muçulmanas de cerca de 5 milhões de pessoas, o que representa cerca de 6% da população da Alemanha e 7,5% da França. Indo além das fronteiras da União Europeia, a população da Rússia de 14 milhões de muçulmanos, é a maior do continente.

O movimento anti-islâmico PEGIDA, que significa “europeus patrióticos contra a islamização do Ocidente”, reuniu um recorde de 25.000 participantes em Dresden na segunda-feira (12/01/2015), e haverão de ocorrer mais marchas da PEGIDA em Cologne. Embora a chanceler Angela Merkel rejeitou a PEGIDA como sendo um movimento seguido por aqueles com “ódio em seus corações”, outros países europeus estão seguindo o exemplo da Alemanha; versões da PEGIDA tem sido fundadas na Suíça, Áustria, Noruega, Espanha e Reino Unido.

Fato nro. 2: a população total da Europa está se tornando cada vez mais muçulmana.

A parcela de muçulmanos da população da Europa tem crescido em cerca de 1 ponto percentual por década nos últimos 25 anos, passando de 4% em 1990 para 6% em 2010. O número de muçulmanos na Europa cresceu de 29,6 milhões em 1990 para 44,1 milhões em 2010.

A população muçulmana da Europa deverá ser superior a 58 milhões em 2030. Enquanto os muçulmanos representam hoje cerca de 6% da população total da Europa, em 2030, espera-se que os muçulmanos cheguem a 8% da população da Europa, ou o dobro do que era em 1990.

Percentualmente, o país mais muçulmano da União Europeia é Chipre, com mais de um quarto da população total (25,3%), seguido pela Bulgária com 13,7% da população. O país com a maior projeção de crescimento de sua população muçulmana é o Reino Unido, que deverá ter uma população muçulmana de 5,5 milhões em 2030.

Fato nro. 3: os muçulmanos são mais jovens do que os outros europeus.

Os dados de 2010 revelam que a idade média dos muçulmanos na Europa era de 32 anos de idade, enquanto a idade média dos europeus, em geral, era de 40 anos de idade, uma lacuna de oito anos. A idade média dos cristãos na Europa era dez anos mais elevada do que a dos muçulmanos, ou seja, 42 anos de idade.

A diferença de idade também afeta o aumento da população. As taxas de fecundidade dos muçulmanos são geralmente mais elevadas do que as dos não-muçulmanos na Europa, o que, juntamente com a imigração, ajuda a explicar porque a população muçulmana da Europa deverá aumentar tanto em números absolutos e em percentual da população.

O estudo do Instituto de Pesquisas Pew analisou as tendências atuais nos 25 países europeus para os quais há dados disponíveis e descobriu que a mulher muçulmana de hoje tem uma média de 2,2 filhos, em comparação com uma média estimada de 1,5 filhos da mulher não-muçulmana, na Europa.

 Gráfico de como alguns países da Europa ‘enxergam’ os muçulmanos (% Desfavorável versus % Favorável) 

Fato nro. 4: países europeus variam muito em seus pontos de vista dos muçulmanos.

As maiorias na Alemanha, França e Reino Unido têm uma visão geralmente favorável aos muçulmanos, de acordo com uma pesquisa do Instituto de Pesquisas Pew, realizado na primavera passada. Mais da metade da população na Itália, Grécia e Polônia expressaram opiniões negativas sobre os muçulmanos, enquanto que na Espanha a opinião era dividida.

Entre os países da União Européia, a população italiana é a mais crítica dos muçulmanos, com 63% expressando uma opinião desfavorável e apenas 28% expressando um parecer favorável.

As visões sobre os muçulmanos estão vinculadas tanto à idade quanto ao espectro político, com a juventude e os de ideologia de esquerda sendo geralmente mais favoráveis aos muçulmanos. Na Espanha, um pouco mais da metade entre os que tem 50 anos de idade e mais velhos, enxergam os muçulmanos desfavoravelmente, enquanto que apenas um terço das pessoas com menos de 30 anos de idade dizem o mesmo. Enquanto que 47% dos alemães na direita política vêem aos muçulmanos desfavoravelmente, apenas 20% dos que estão na esquerda o fazem.

Fato nro. 5: a União Europeia é o lar de cerca de 13 milhões de imigrantes muçulmanos.

Desde 2010, estima-se que 13 milhões de imigrantes muçulmanos (27% da população de estrangeiros) vivem nos 27 países da União Europeia. Quando a migração interna no seio da União Europeia é excluída, a percentagem de imigrantes muçulmanos entre a população nascida no estrangeiro sobe para 39%.

A população muçulmana imigrante na Alemanha vem principalmente da Turquia, enquanto que os cerca de 3 milhões de muçulmanos nascidos no estrangeiro na França são, em grande parte, das ex-colônias da França sobre a Argélia, Marrocos e Tunísia.

Fonte : Dvcorpo

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