SUKKOT (Festa dos Tabernáculos ou cabanas)

621px-Leopold_Pilichowski_SukkotEsse feriado é um feriado de extrema importância para esse ano (Shemitá), pois nos faz atentar para detalhes importantes para o calendário estipulado por Deus, e um desses detalhes é a chamada ‘Lua de Sangue’ que será exatamente nesse feriado (sem fazer referências a datas para o arrebatamento como alguns estão fazendo, mas despertando da igreja, por que a volta de Cristo está próxima e para observância de pontos chaves que podem te preparar para o encontro com o Senhor). Outro detalhe a ser considerado além da lua de sangue é que essa festa foi estrategicamente colocada pelo nosso Deus Elohin no mesmo período de outras duas grandes festas: Rosh Hashaná (Ano Novo Judaico) e Yom Kipur (Dia da expiação).

Sukkot tem o seu início marcado a partir do dia 15 de Tishrei (que é o sétimo mês do calendário Judaico), isso pode parecer estranho, pois Rosh Hashaná (Ano Novo Judaico) é no primeiro e segundo dia de Tishrei. A festa dos tabernáculos também é conhecida como festa das colheitas visto que coincide com a estação das colheitas em Israel, no começo do outono. A festa dos tabernáculos relembra os 40 anos de êxodo dos hebreus no deserto após a sua saída do Egito. Nesse período o povo judeu não tinha terra própria, eram nômades e viviam em pequenas tendas ou cabanas frágeis e temporárias. Outro ritual que se faz em Sukkot é a oferenda da água. Esta era uma cerimônia que precedia a época das chuvas e a água, por ser um elemento vital, era implorada a Deus pelos camponeses. Assim como o uso dum ramo com quatro espécies, assim precisamente chamado (arba’á minim)em hebraico, que são lulavetroghadass e aravah. A festa de tabernaculos é uma cerimonia de agradecimento a Deus, por ele ter suprido os israelitas no deserto e não ter deixado faltar água.

sukkahO que há de tão importante na festa do tabernáculo para nós é exatamente entendermos um pouco sobre as duas festas que a antecede a mesma. Em primeiro lugar o Rosh Hashaná, segundo a tradição judaica, que tem o seu início no 1° dia do mês de Tishrei é também o dia em que o mundo foi criado (segundo afirma a tradição judaica), a partir desse dia conta-se um período de dez dias de arrependimento que irá se findar no dia de Yom Kipur, nesse período está inserido o jejum de Gedalias que celebra o pranto pelo assassinato de Gedalias (ler Jeremias 40 e 41) que era governador para os remanescentes do povo judeu que não havia sido morto ou feito prisioneiro em babilônia, esses eram os remanescentes que se encontrava em Jerusalém, a capital da adoração nesse período. Outro detalhe interessante é que a celebração da festa de Rosh Hashaná também chama a observância a ciclos de 7 anos e 50 anos que também podemos observar na ordenança de Deus como os anos da remissão (Deuteronômio 15) que traz lembrança ao povo judeu o tempo em que foi escravo na terra do Egito e que o Senhor Deus o resgatou. Nessa ordenança é demonstrado o perdão do credor para o seu servo (a) que o serve por 6 anos.

Nesse período de 10 dias até o Yom Kipur há três dias de estrema importância: Yom Teruá (dia do toque do shofar ou toque das trombetas) –  sinal sonoro para incentivar o sentimento de arrependimento – Yom Hadin (dia do juízo) – é o dia em que Deus julga todas as almas em relação ao próximo ano – e Yom Hazikaron (dia da memória) – neste dia são evocadas as recordações de nossos atos perante Deus. Então ao décimo dia do mês sete há santa convocação para afligir a alma perante Deus (Numeros 29:7). Os judeus consideram esse dia como pleno perdão, pois segundo o que relata a bíblia e a Torá que após o povo de Israel haver pecado gravemente contra Deus ao fazer o bezerro de ouro como deus para si (Êxodo 32), instigando assim o sacerdote de Deus (Arão) a fazer um deus que não era o verdadeiro Deus que havia os livrado do Egito, acendendo a ira do Senhor sobre todo o povo; após dez dias de súplicas de Moisés a Deus, Ele concede pleno perdão ao povo judeu. A expiação através de Yom Kipur então é considerado pelos judeus como sendo muito mais elevada do que pelo mero arrependimento comum, pois segundo a tradição judaica, em Yom Kipur a essência de cada judeu se mistura a essência de Deus e por isso todas as manchas em sua alma causadas pelos pecados são automaticamente removidas. Os Rabis afirmam que a pessoa deve primeiro arrepender-se, e então obterá a expiação especial de Yom Kipur (que é infinitamente mais elevada que aquela conseguida apenas pela teshuvá).

Entendendo essas duas festas, podemos entender um pouco mais sobre a festa dos tabernáculos.

Quando estudamos o livro de Êxodo, mais precisamente entre dos capítulos 32 ao 40, podemos dividir na seguinte sequência e entender a profundidade do tabernáculo:

1° lugar – a inclinação ao pecado do povo e do sacerdócio por levantar um ídolo no lugar de Deus por causa da demora de Moisés no monte (Por causa da impaciência da igreja ao esperar a volta de Jesus, muitos estão se inclinando a outros deuses e se inclinando a ídolos, provocando a ira de Deus);

2° lugar – A destruição completa do ídolo que estava tomando lugar da adoração a Deus;

3° lugar – O povo estava despido (sem vestes, sem honra, e isso foi a vergonha pelo pecado – estavam assim por causa do sacerdote Arão);

4° lugar – O salário pelo pecado (Romanos 6:23a);

5° lugar – A intercessão para expiação (1 Timóteo 2:5 e 6), nessa intercessão de Moisés pelo povo, Deus anuncia que enviaria o Anjo (Jesus Cristo) que iria adiante de todo o povo no lugar Dele (Deus Pai) por causa do povo ser um povo obstinado, para que Deus não consumisse aquele povo pelo caminho. Ali foi apresentado o Anjo (o Deus da Graça) que conduziria o povo até a Terra Prometida, muito cuidado ao pensar que se pode abusar da Graça (Salmos 2:11 e 12);

6° lugar – A glória de Jeová é manifesta (João 1:14, João 14:9-11);

7° lugar – É dado as novas tábuas dos mandamentos / concerto (Mateus 26:28); agora estamos debaixo de uma nova ordenança que está ligado a Cristo Jesus e a Seu poderoso sangue;

8° lugar – O pacto de Deus Zeloso (EL CANÁ ) com o povo estabelecia  para eles um cuidado a não fazerem alianças com os povos que estavam ao redor deles, a não se inclinarem a outros deuses, os pães asmos (sem fermento, apenas o pão, sem inchar, sem massa levedada), a observância das primícias e primogenitura, ou seja um nível de separação e santificação mais elevado ao Senhor.

9° lugar – O rosto de Moisés resplandece, demonstrando que o nível de consagração e santificação ao Senhor, e o recebimento das revelações de Deus havia feito com que Moisés resplandecesse também a glória de Deus (2 Corintios 3:13-18), o véu que separava a glória de Deus dos homens já foi rasgado de alto abaixo (Mateus 27:51). Se não há mais véu para transição da velha aliança (Moisés) para a nova aliança (Cristo), então o nível de purificação da igreja deve ser maior do que a da antiga aliança, pois agora quem faz resplandecer a glória, não a transitória, mas a permanente é o Espírito Santo de Deus. Por isso aqueles que foram lavados e comprados pelo sangue da nova aliança não pode permanecer no pecado, pois maior responsabilidade tem os que receberam a nova aliança do que os que receberam a velha aliança (Hebreus 10:26-29)

10° lugar – O sábado e as ofertas para o tabernáculo (separação para a adoração) isso não faz referencia ao sábado do nosso calendário, mas sim ao dia espiritual da adoração ao Senhor do sábado (Mateus 12:8) e o coração voluntário para os elementos espirituais do tabernáculo (2 Pedro 1:13-15). Tudo o que o povo era tocado a oferecer ao Senhor para a execução do tabernáculo. Isso quer dizer que você precisa dispor de todos os elementos para que o tabernáculo seja levantado dentro de você, tal lugar que seja o ponto de adoração santíssima em sua vida a Deus. Peça ao Pai com fé que Ele dispõe deliberadamente a você;

11° lugar – Deus chama Bezalei para fazer toda obra do tabernáculo (Deus separou o Espirito Santo para trabalhar com a preparação da adoração santíssima, e para o preparo dos elementos que valoriza e acentua a propiciação dos pecados para serem usados no tabernáculo e derramou tudo sobre Jesus Cristo [Isaías 11:2/João 2:19-21]);

12° lugar – São feitas as vestes sacerdotais para ministração da adoração santíssima (Hebreus 10: 19-22/Apocalipse 5:9-10). As vestes que nos foi dada quando Cristo entregou-se na cruz do calvário (Apocalipse 19:8) deve se manter intactas e sem apresentar máculas, nem rupturas que o pecado pode fazer e mantemos isso em temor e santificação, em comunhão com o Pai e com os nossos irmãos e assim o sangue propiciatório nos lava de todo o pecado (1 João 1: 6 e 7 / Apocalipse 22:14)

13° lugar – Deus manda Moisés levantar o tabernáculo e Arão e seus filhos recebem as vestes santas e são ungidos com o óleo da unção para ministrar sobre o sacerdócio. A igreja recebeu as vestes, a unção do Espírito Santo já foi e está sendo derramada é hora de exercermos o sacerdócio de forma santa e de apresentar a santíssima adoração. Arão até esse momento não havia sido ungido. Nisso podemos pegar os dois momentos que falamos de Arão e trazer para os sacerdotes e para a igreja, o primeiro em que ele levanta o ídolo e acende-se a ira de Deus YHWH sobre o povo, mas através do arrependimento, através da súplica de Moisés, Deus aplaca a sua ira para com o seu povo e para com Arão, e no segundo momento Arão e seus filhos após a unção é inaceitável que a adoração a Jeová seja feita juntamente com a adoração a outros deuses e ídolos, ou que essa adoração a Deus seja feita a qualquer outro deus, a adoração da igreja deve ser exclusiva a Deus, se a igreja recebeu a unção do Espírito Santo e se o sangue de Cristo está sobre a igreja, é inaceitável que a adoração dela seja direcionada à qualquer outra coisa que não seja a Deus. Não se pode dividir a glória e adoração que é dada a Deus com qualquer outra coisa que não seja a Ele mesmo.

14° lugar – Após todas as ordenanças de Jeová cumpridas, então a glória do Senhor enche por completo o tabernáculo, e essa glória pode ser contemplada por todo o povo. Eis que o nosso Senhor Jesus está vindo sobre as nuvens com todo poder e grande glória, o grande e terrível dia do Senhor, então nesse dia será revelado com todo o seu esplendor o Tabernáculo de Deus com os homens (Apocalipse 21:3-5), pois o mesmo Deus que habitou no tabernáculo transitório com o povo de Israel e mostrou a Sua glória, assim também habitará com a sua amada igreja e o veremos face a face, então a adoração será perfeita, já não haverá mais oblação, pois o pecado já não mais existirá. Mas enquanto estamos aqui na terra, devemos zelar por nossas vestes e pela nossa adoração e então aquilo que um dia foi transitório, será de Eternidade a Eternidade, pois o mesmo Deus habitará com o seu povo. Aleluias!!!!

Um comentário em “SUKKOT (Festa dos Tabernáculos ou cabanas)

  1. Nós,protestantes pentecostais,somos um povo que não tem costume de marcar datas escatológicas,como A Volta de Cristo,como fizeram as T.Jeová e Adventistas do movimento Guilherme Muller Iran Edson…

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