A QUALIDADE DA ÁRVORE CONTA?

“Ele tomou o cego pela mão e o levou para fora do povoado. Depois de cuspir nos olhos do homem e impor-lhe as mãos, Jesus perguntou: Você está vendo alguma coisa? Ele levantou os olhos e disse: Vejo pessoas; elas parecem árvores andando”. Marcos 8:23-24

Vendo homens como árvores

Apesar de algumas controvérsias e defesas de linhas teológicas de alguns grupos de evangélicos, afirmamos que a bíblia contém profecia de Gênesis a Apocalipse, podemos sem dúvidas afirmar a seguinte explanação: Tal afirmativa não pode haver controvérsia, pois é fato de que a bíblia é profética. E toda ela (antigo e novo testamento) deve ser estudada diligentemente, pois se procedermos de tal forma, acharemos tesouros ocultos e de grande valor que somente com a sede por Deus e com o auxílio do Espírito Santo poderão ser encontrados. E para isso, vamos entender a situação da presente geração através da ótica de Juízes capítulo 9 e Ageu capítulo 2 e no fim da explanação poderão por si só concordar ou discordar com o fato da bíblia ser toda profética.

Para iniciarmos o nosso assunto, o primeiro aspecto a ser observado é o que estava ocorrendo para aquela época do relato de Juízes 9, ou melhor no livro de Juízes até o capítulo 9. Primeiramente o livro de Juízes até o capítulo 9 é uma sequência quase que instantânea do livro de Josué, ou seja, uma ou duas gerações depois daquela que acabara de receber todo o território de Israel. Aquela geração era temente a Deus, pois tinham visto a operação de Adonai e sabiam do Seu santo caráter.

Mas se vocês observarem, o grande erro dessa geração que tinha acabado de receber a terra por herança, foi não repassar os grandes feitos que Adonai houvesse feito entre as nações que eles tinham “tomado” a possessão; além de não ter destruído por completo os moradores daquelas nações que serviriam de tropeço para os seus filhos e gerações futuras, como Deus havia ordenado. Por esse motivo a nova geração não sabia e não conhecia quem era Adonai.

Deus permitiu que aquelas nações ímpias subsistisse para Se dar a conhecer à nova geração de Israel, porque Ele sabia que os pais não repassariam para os filhos e não ensinariam eles os caminhos dEle; mas, mesmo assim alguns ainda passaram para seus filhos que Israel tinha um Deus, mas não comunicaram a eles que Ele era o único Deus verdadeiro e também não os ensinou sobre o grande risco de se envolverem com o remanescente das nações ímpias, nem tão pouco repassou as ordenanças de YHWH quanto a não se inclinarem para adorarem a outros deuses. Mesmo assim Deus, sabendo disso antecipadamente separou alguns para serem instrumentos nas mãos Dele, para que eles ensinassem novamente o caminho do Senhor (como foi o caso da profetiza Débora e o profeta do capítulo 6).

Vocês podem verificar que, aquela geração de Israel não conhecia a Deus verdadeiramente, apenas O conheciam de ouvir falar – mais ou menos – eles não tinham o conhecimento do caráter de Adonai. Até mesmo Gideão, não conhecia Deus até o ponto em que o próprio Deus se apresentou a ele, no capítulo 6. Mesmo assim Gideão não sabia quem era Deus, por isso ele pediu tantas provas a Ele, de que verdadeiramente daria vitória na caótica situação de Israel perante os midianitas.

O primeiro passo que Gideão deu foi derrubar todos os altares a Baal e a outros deuses da família de seu pai e do vilarejo, onde se encontrava a tribo de Manasses. Mas, mesmo após Deus operar o grande livramento contra os midianitas e contra as nações que havia se aliançado a eles o povo ainda permaneceram na idolatria, dando mais ênfase ao “souvenir” que Gideão construíra do que a adoração a Adonai.

Fiz esse resumo para que vocês possam compreender o contexto que se encontra o capítulo 9, e então, nós podemos entender o que se passava exatamente no relato deste capítulo. Vamos as seguintes ponderações relativos ao assunto então:

1) Em primeiro lugar, temos que entender que Siquém foi a primeira Capital da Adoração antes de Jerusalém, e também a capital do primeiro reino de Israel. Siquém era o lugar onde a glória de Deus havia se manifestado, e era o local onde todas as tribos de Israel iam para adorar a Deus e era onde Deus manifestava a Sua glória no meio do povo de Israel (Josué 24:22-27). Mas naquele momento o povo de Israel estava tão corrompido por causa da idolatria e dos costumes das nações ímpias que haviam se esquecido completamente do Deus que havia tirado eles do meio do Egito e que havia operado grandes sinais, cumprindo assim todas as Suas promessas sem deixar cair nenhuma por terra e da aliança com o Eterno. Aquela geração em especial (capítulo 9) e principalmente os moradores de Siquém preferiram se entregar ao governo ímpio de Abimeleque e se corromper por completo diante de Deus, ao contrário da ordem do Eterno em observar o que havia ordenado a eles.

 Abimeleque e os moradores de Siquém, após matar toda a herança de Gideão (exceto Jotão) com a aprovação do povo, demonstraram ali um total desprezo ao livramento que Deus havia operado a eles por meio de seu servo Gideão, demonstrando toda a ingratidão e desprezo que poderiam demonstrar a Adonai.

2) No versículo 3 e 4, mostra que o coração do povo se inclinou de tal forma para Abimeleque deram a ele 70 peças de pratas do templo do deus Baal, onde Abimeleque alugou para si homens com o caráter deturpado, mercenários, filhos de Belial, indo após os seus irmãos e matando-os.

3) Nesse ponto, Jotão lança uma profecia de sentença sobre os moradores de Siquém e sobre Abimeleque, que consistia na separação de 3 qualidades de árvores (oliveira, figueira e videira) das demais árvores. Sabemos que árvore fala de homens (Marcos 8:22-25), mas por aquela geração do povo de Siquém serem também filhos de Belial, apenas uma qualidade de árvore poderia reinar sobre eles, o espinheiro.

Se forem para a parábola das sementes em Mateus 13, Jesus explica sobre o espinheiro. Veja o que Jesus diz: “E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” Mateus 13:22. Estão começando a entender?

4) Em determinado ponto Deus os enviou a operação do erro (2 Tessalonicenses 2:1-11) que fez com que a congregação de Siquém se levantasse contra Abimeleque e Abimeleque se levantasse contra a congregação de Siquém, fazendo com que um confrontasse o outro; mas por que? Se ambos estavam corrompidos e possuíam o mesmo coração.

5) A parte que mais estremece  ao lermos esse capítulo é a capacidade de identificar o peso sobre os moradores de Siquém juntamente com Abimeleque, vejam: “Pois, se em verdade e sinceridade usastes com Jerubaal e com a sua casa hoje, alegrai-vos com Abimeleque, e também ele se alegre convosco. Mas, se não, saia fogo de Abimeleque, e consuma aos cidadãos de Siquém, e a casa de Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém, e da casa de Milo, que consuma a Abimeleque.” Juízes 9:19-20, já profetizando o que Pedro falou em 2 Pedro 3 e Mateus 24:37-39, sobre como será a vinda de Cristo e como foi a primeira destruição do mundo pelo dilúvio e a segunda destruição pelo fogo.

6) Abimeleque matou os da terra de Siquém com fogo, mostrando que a profecia de Jotão se cumprira sobre o povo que antes havia sido escolhido para a capital da adoração, mas havia se corrompido por completo inclinando o coração para o ímpio Abimeleque.  Porém, havia uma cidade cujo nome era Tebes [outra cidade que Abimeleque tentou fazer a mesma coisa que fez a Siquém] uma torre forte, sobre a qual homens e mulheres se refugiaram. Antes que Abimeleque conseguisse cumprir os seus maus desígnios contra aquela fortaleza, uma pedra pôs fim a sua história.

Estão começando a compreender?

Agora vamos lá ao livro de Ageu no capítulo 2. Em Ageu, o povo estava acabando de voltar do cativeiro da Babilônia. O povo estava preocupado pela prosperidade pessoal, querendo reconstruir as suas casas e torná-las bonitas e agradáveis, enquanto a casa de Deus, o lugar da adoração estava em ruínas. Notem que era um tempo em que Israel estava voltando do cativeiro de babilônia por causa do pecado que cometera antes de se tornarem cativos nas terras babilônicas; pelos quais o povo estava se voltando a outros deuses aonde eles iam atrás dos falsos profetas somente para receber palavras e “profecias” segundo os desejos profanos de seus corações; portanto Adonai estava respondendo a eles de acordo com a multidão de desejos de seus corações, onde a causa raiz do tropeço dos moradores de Jerusalém (a nova capital da adoração) agora, era novamente pela idolatria a falsos deuses que não era Adonai, como vimos nos livros de Jeremias e de Ezequiel.

Então em Ageu o povo estava recebendo uma nova oportunidade de voltar à capital da adoração, Jerusalém, mas eles não estavam mais tão preocupados com os estatutos de Deus, nem tão pouco em adorá-Lo; ao contrário, eles estavam correndo atrás dos seus próprios projetos pessoais e Deus estava ficando para segundo ou terceiro plano.

Depois de Ageu trazer a profecia a Zorobabel, eles reconstruíram o templo novamente. Mas antes Adonai começou a tratar com os sacerdotes e a protestar contra eles em relação à falta de zelo que estavam tendo com suas vestes sacerdotais. Pois eles achavam que como haviam recebido novamente a oportunidade de se apresentarem diante de Deus, eles poderiam se apresentar de qualquer forma, sem santidade, pois segundo a mentalidade deles,  não estariam oferecendo um culto maculado a Adonai; afinal, Deus havia cumprido a sua palavra, tirando-os do cativeiro e colocando novamente no lugar alto, no lugar de honra para apresentar novamente o culto racional a Ele (Romanos 12:1).

Resumindo, os sacerdotes não estavam tendo o mínimo de zelo pelas coisas do Pai, ainda que dessa vez, essa geração de Zorobabel conhecia a Deus e sabia tudo a respeito das suas ordenanças, principalmente os sacerdotes, ao contrário da geração de Juízes 9. Mas, o que havia se tornado temerário era o fato de eles estarem oferecendo coisas imundas diante de Deus sem a menor preocupação. O povo estava reconstruindo o templo, mas não faziam nada além de ritualismo, não havia temor a Adonai e não havia zelo pelo Seu caráter, e mesmo que Deus houvesse trazido juízo sobre o povo, eles ainda não haviam se voltado para Deus (Ageu 2:17).

Infelizmente, o povo de Deus estava novamente desprezando tudo o que Ele havia feito por eles; os sacerdotes e os que eram responsáveis pelo culto a Deus, desprezavam as Suas vontades e faziam aquilo que estavam no coração deles e pensavam estar ainda agradando a Deus, o povo estava com a cabeça nos seus projetos pessoais, preocupados com a sua prosperidade e sua aparência, enquanto ninguém chorava pela situação do templo, enquanto ninguém estava ansioso para restabelecer a aliança com o Seu verdadeiro Senhor.

Em primeiro lugar estavam preocupados com os projetos pessoais, também eram aleivosos, eram avarentos, desleixados. Era como eles estivessem agora, transformando a casa de Deus em templo para os outros deuses das nações, só que agora ao invés de 70 peças de pratas do templo de Baal, eles estavam transformando todo o templo onde a  adoração seria a Adonai em adoração a Mamom. Da mesma forma como em juízes 9, os líderes não tinham nenhum respeito pelos feitos de Adonai por eles, homens ociosos e levianos estavam agora preocupados com as riquezas terrenas, sem ao menos se preocuparem se aquilo que estavam carregando no seu coração seria aceitável diante dos olhos de Adonai. Porém agora eles não tinham mais o templo levantado a Baal; agora eles tinham transformado a própria casa de Deus em abrigo para eles (os falsos deuses). Agora, quem tinha se tornados levianos e sem zelo com os feitos de Adonai não eram mais os mercenários de Abimeleque, mas eram os próprios sacerdotes; onde, o povo estava com o mesmo coração.

Novamente o coração do povo estava em plena comunhão com os atos reprováveis diante de Deus, tornando-se assim como um único coração (sacerdotes e congregação). Novamente eles haviam escolhido o governo do espinheiro; pois, não tinha como a oliveira (que produz o azeite do Espírito Santo), nem a figueira (o que traz a doçura e a cura) e a videira (que produz a alegria do Espírito Santo) governar sobre aquelas qualidades de árvores, pois elas estavam trazendo as características de espinheiro, como o próprio Jesus falou: “Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.” Lucas 6:44 e ainda: “Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.” Mateus 7:19.

Há um impasse aqui então para a nossa geração: “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus? E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?” 1 Pedro 4:17-18

Temos acompanhado o desdém que essa geração de cristãos atual está tendo em relação a Deus e ao Seu ato de bondade enviando Seu Filho à cruz. Temos visto também que o povo de Deus está preocupado com os projetos pessoais,  como da mesma forma temos visto que alguns irmãos entregarão outros irmãos para caírem nas mãos de Abimeleque (Mateus 24:6-10) por apresentarem características evidentes de espinheiros. Portanto, todas as coisas estão se encaixando e se revelando para o tempo do fim e para o governo do iníquo (2 Tessalonicenses 2:8-12) o qual será destruído pela Pedra de Esquina e pelo Fogo Abrasador, juntamente com os filhos de Belial; sabemos também que não há comunhão entre a luz e as trevas, Cristo e Belial, entre as qualidades de árvores da oliveira, figueira e videira com o espinheiro.

Temos percebido que grande parte dessa geração tem se tornado como espinheiro, até mesmo um grande número dos que estão na casa de Deus, pois o deus que eles adoram está ligado ao reino da terra (ainda que não seja apenas o dinheiro, mas tudo ligado à terra, a carne e ao pecado). Eles adoram Baal, Moloque, Renfã, Ashera,  Dagon, Mamom e outros menos ao Deus verdadeiro de Israel (quero deixar claro que não estou generalizando, mas mostrar que essa triste realidade atinge a população cristão quase que na totalidade ou pelo menos na sua maior parcela, mas Deus sempre tem os seus fiéis).

Então, qual é a esperança para uma geração como essa que não tem conhecido a Adonai e nem tão pouco o Seu caráter?  A resposta está em Ageu 2:19, vejam: “Porventura há ainda semente no celeiro? Além disso a #videira, a figueira, a romeira, a oliveira, não têm dado os seus frutos; mas desde este dia vos abençoarei.”

Essa geração até aqui não tem produzido frutos da videira, da figueira e da oliveira, e se produz, produz de maneira insatisfatória; e sabem por quê? Porque somente pode produzir e se tornar árvores dessa qualidade quando se tem Cristo no total controle de sua vida e não parcial, e quando se está enxertado Nele; porque Ele reúne as qualidades dessas árvores em Si mesmo. E, para ter essas qualidades é somente e tão somente quando se está enxertado (João 15:1-6/ Romanos 11:17)  completamente em Cristo e trazendo as suas marcas (Gálatas 6:17).

Primeiro é necessário matar a natureza de espinheiro ou zambujeiro (angios arbusto ou árvore pequena Olea europaea var. sylvestris da fam. das oleáceas, de ramos densos e espinhosos) para que a essência do verdadeiro cristão seja gerado segundo a natureza dEle.

Aí agora que vem a parte maravilhosa, a grande promessa de Adonai para essa geração (isso se ela pegar a parte do conselho de Deus), veja a promessa de dEle: “Além disso a videira, a figueira, a romeira, a oliveira, não têm dado os seus frutos; mas desde este dia vos abençoarei.” Ageu 2:19.

A benção e o prover vêm de Deus, que nos enviou o Seu precioso Filho, nascido da natureza do homem (mas sem pecado) e morreu primeiro, matando assim a natureza velha do homem, derramou a seiva da oliveira (João 16:7-8), derramou o mosto da videira (seu sangue) e está implantando também a natureza da figueira que está quase pronta (Mateus 24:29-36). Além do que, está chegando o momento de colher também o fruto da videira, ou seja, a salvação ou a condenação pelo sangue do Filho de Deus derramado na terra (Joel 3:13 / Apocalipse 14:14-20), salvação para os que são justos e justificados por Cristo, revestindo-se da natureza de verdadeiros filhos de Deus e condenação para os filhos do pecado, os ímpios, os filhos de Belial.

Mas, se a maioria aparentemente está caminhando para a condenação e para ser pisado fora da cidade por Jesus Cristo (Apocalipse 14:20), onde está a alegria da igreja sobre a promessa da benção de Deus, mesmo não havendo semente no celeiro?

Aqui está a resposta: “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.” Isaías 53:11

A alegria da igreja é ver que o nosso Senhor ficará satisfeito com o fruto das sementes que Ele plantou quando veio a essa terra (Marcos 4:3), mesmo sabendo dos diferentes tipos de solos, Ele sabia que uma parcela iria aceitar a semente de bom grado e daria o fruto desejado.

arvoregrandeluzes300

 Então os que estiveram e AINDA estão ligados a Ele são os que mataram ou matam a natureza do espinheiro, são os que nasceram novamente dando os frutos esperados (os bons frutos) Os que não estiveram ou não estão em Cristo, serão queimados e lançados no lago de fogo, juntamente com o iníquo (Mateus 13:41-43). Naquele dia a Oliveira, a Videira e a Figueira Verdadeira reinará eternamente sobre os que possuem a mesma qualidade da Sua natureza.

Shalom!!!!

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