Razões para adoração

Razões para adoração – Salmo 100

Adoração é um dos ministérios da igreja, assim como o serviço também o é. Aqui vale citar aquele ditado: “Quem não vive para servir, não serve para viver”. Parafraseando: “Quem não adora para servir, não serve para adorar”.

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Adorar a Deus na beleza de sua santidade é uma das mais ricas experiências da vida cristã. Não devemos, porém, esquecer que temos uma missão a cumprir. O culto cristão nos coloca diante da missão de servir a Deus. Culto não é só contemplação. Pedro, diante da extraordinária visão da transfiguração de Jesus, disse: “Senhor, bom é estarmos aqui; se queres farei aqui três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias” (Mt 17.4). Jesus, porém, após passar aquele momento, diz que Pedro deveria guardar silêncio, até que ele ressurgisse dentre os mortos. Ainda não era a hora da glória , pois haveria o sofrimento, o serviço sacrificial pela humanidade.

Há muitos crentes que querem, como Pedro, ficar só na contemplação e se esquecem do serviço. O Salmo 100 é um convite à adoração e ao serviço. Nele as duas coisas estão juntas e não há como separá-las. Quem tenta separar, acaba não fazendo bem nem uma nem outra.

Salmo 100.1 – Jubilai! A celebração deve ser com “júbilo”, uma intensa alegria exteriorizada, porque não se trata de um simples rei, mas do Senhor da Glória. Tanto o culto como o serviço deve ter essa visão da grandiosidade de Deus. Tudo o que fizermos ainda será muito pouco, quando comparado com a grandeza e majestade de Deus.

Todo serviço cristão deve começar com essa nota de júbilo ao Senhor. Todo crente, toda igreja, experimenta uma transformação sem igual, quando celebra ao Senhor e depois o serve. Acontece o avivamento que todos desejamos, pois ele não acontece sem que Deus esteja entronizado e glorificado na vida dos crentes.

Salmo 100.2. É a exortação do salmista a respeito da maneira como devemos servir ao Senhor. Servir e apresentar-se diante do Senhor são atitudes que não temos como separar, pois adoração e serviço, como vimos, são inseparáveis.

O salmista ensina que o serviço deveria ser com “alegria” e o apresentar-se diante do Senhor com “cântico”. A vida com Deus não deve ser encarada como um fardo pesado a ser carregado. Há pessoas que parecem mais estar num funeral do que num culto. O que deve ser buscado é o culto em que expressamos nossa mais profunda alegria de estarmos na presença do Senhor, apesar de todas as vicissitudes da vida. Não só o momento do culto deve ser expresso com alegria, mas as mínimas coisas que fazemos para Deus: o evangelismo pessoal, a visitação aos doentes, desviados, presos, o mutirão na igreja, o estudo bíblico, a reunião administrativa, a sessão administrativa, enfim tudo o que fizermos, deve ser feito com alegria. Nossas vidas serão transformadas quando fizermos tudo com alegria, louvando a Deus.

Salmo 100.3,5. Como posso ter alegria no serviço cristão? Parte da resposta está em conhecer a razão por que se deve servir ao Senhor.  Vamos alistar abaixo algumas razões por que se deve servir ao Senhor:

1) Ele é Deus. Só esta razão já seria suficiente: “Sabei que o Senhor é Deus!” É o imperativo número um para que sejamos motivados para o serviço. Não servimos a um ideal abstrato, mas ao Deus verdadeiro e real.

2) Ele nos criou. Ele, em santo amor, nos criou para sermos a coroa da sua criação. Fomos dotados de capacidade para responder ao seu amor e por isso podemos servi-lo com alegria. Somos os únicos seres capazes de manter comunhão com ele. Devemos reconhecer a sublimidade da forma como fomos criados. Só esse reconhecimento já nos daria muita motivação para servir ao Senhor.

3) Nós pertencemos a ele. Não somos de nós mesmos, mas somos do Senhor e a ele devemos prestar contas de tudo. O apóstolo Paulo se chamava constantemente de “servo de Jesus Cristo”. O termo servo significa em grego escravo. Com isso, ele dizia que era propriedade de Cristo. Fomos comprados por bom preço, o alto preço do sacrifício de Jesus.

4) Somos o seu povo. A igreja é o povo de Deus, escolhida para cumprir a missão da proclamação do evangelho. Ela é o corpo de Cristo presente entre os homens e tem a tarefa de servir e cultuar ao Senhor. A leitura de 1Pedro 2.9,10 nos dá a exata idéia de como somos um povo muito especial para Deus.

5) Somos objeto de seu cuidado especial. “Somos (…) ovelhas do seu pasto” (v. 3). Não somos ovelhas desgarradas, mas sim, do “seu pasto”. Somos alimentados pelo Senhor, pelo seu Espírito Santo que habita em nós, com o alimento da Palavra, da oração e da comunhão com os crentes.

6) Ele é bom, a sua bondade não tem fim. O Senhor sempre tem uma disposição graciosa para com o seu povo. O Antigo Testamento está repleto da ação de Deus em favor de seu povo, motivado por sua misericórdia e não pelos merecimentos dos homens. Israel não foi escolhido porque era numeroso ou forte, mas porque Deus o amou e teve misericórdia dele (cf. Dt 7.6-8).

7) Ele não esquece de nenhuma de suas promessas, pois ele é fiel. A fidelidade de Deus não muda, mesmo passando muitas gerações (cf.Dt 7.9). Se ele prometeu bênçãos aos que permanecem fiéis, ele certamente há de cumprir. Os privilégios exigem responsabilidades. Deus é fiel a tudo o que disse, por isso podemos ter a certeza de seu cumprimento. A fidelidade do Senhor deve ser um grande estímulo ao serviço e ao culto.

Salmo 100.4. Outra resposta para aqueles que perguntam como podem ter felicidade no serviço é ter o objetivo certo naquilo que fazem na vida cristã.

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O salmista diz: “Entrai pelas suas portas com ação de graças, e em seus átrios com louvor; dai-lhe graças e bendizei o seu nome” (v. 4). Tudo para a glória de Deus! Esse deve ser o objetivo de tudo o que fazemos na vida cristã (cf. Cl 3.17 e 1Co 10.31).

“Ação de graças” é uma expressão para designar a volta do crente para agradecer o que recebeu de Deus. É o reconhecimento de que o que se realizou não foi por esforço próprio, mas foi Deus quem deu as condições. A glória é dele e não nossa.

Se as mínimas coisas, como comer ou beber, devem ser feitas para glória de Deus, imagine o serviço e o culto cristão. É nesse sentido que Pedro ensina: “Se alguém fala, fale como entregando oráculos de Deus; se alguém ministra, ministre segundo a força que Deus concede; para que em tudo Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o domínio para todo o sempre. Amém” (1Pe 4.11).

Pr Jonas Celestino Ribeiro

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