O DÍZIMO SEGUNDO OS ENSINAMENTOS BÍBLICOS

dizimodosenhor

O tema sobre o dízimo sempre gera polêmica sobre o povo, por causa dos fins que muito das ofertas são destinados. Não é novidade para ninguém quando se diz que grande parte dos dízimos que os fieis entregam como gratidão a D’us, acabam sendo desviado para atender os caprichos de determinados líderes religiosos, ou até mesmo aos caprichos de algumas instituições; mas não podemos generalizar.

Então onde é que estamos errando no quesito dízimos e ofertas? Leia esse texto abaixo escrito por Mário Persona:

Você é zeloso com as coisas que Deus colocou em suas mãos para administrar? Seu dinheiro, por exemplo.

Fala-se muito em ofertarmos a Deus, mas quase nada da necessidade de analisarmos a idoneidade das pessoas que recebem essas ofertas para ver se dão a destinação correta. Temos nas epístolas instruções de ofertas voluntárias destinadas às necessidades de irmãos pobres e dos que trabalham na obra do evangelho. Mas hoje qualquer estelionatário pode abrir uma “igreja” e viajar em jato particular e morar em mansão. Quem paga esse luxo? Aqueles que não foram bons e zelosos mordomos dos bens que o Senhor lhes deu, entregando a estelionatários aquilo que devia ser destinado aos pobres e aos que efetivamente trabalham na obra na simplicidade do exemplo dado por Paulo:

“Não cobicei a prata nem o ouro nem as roupas de ninguém. Vocês mesmos sabem que estas minhas mãos supriram minhas necessidades e as de meus companheiros. Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’ “. At 20:33-35

E tem mais!

O juízo declarado em Malaquias 3 é “…contra aqueles que exploram os trabalhadores em seus salários, que oprimem os órfãos e as viúvas… Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando. E ainda perguntam: ‘Como é que te roubamos? ’ Nos dízimos e nas ofertas.”

Isso tem tudo a ver com a atitude dos malignos filhos de Eli, que roubavam da carne que era trazida pelo povo para ser oferecida ao Senhor:

“Os filhos de Eli eram ímpios; não se importavam com o Senhor nem cumpriam os deveres de sacerdotes para com o povo; sempre que alguém oferecia um sacrifício o auxiliar do sacerdote vinha com um garfo de três dentes, e, enquanto a carne estava cozinhando, ele enfiava o garfo na panela, ou travessa, ou caldeirão, ou caçarola, e o sacerdote pegava para si tudo o que vinha no garfo. Assim faziam com todos os israelitas que iam a Siló. Mas, antes mesmo de queimarem a gordura, vinha o auxiliar do sacerdote e dizia ao homem que estava oferecendo o sacrifício: “Dê um pedaço desta carne para o sacerdote assar; ele não aceitará de você carne cozida, somente crua”. Se o homem lhe dissesse: “Deixe primeiro a gordura se queimar e então pegue o que quiser”, o auxiliar respondia: “Não. Entregue a carne agora. Se não, eu a tomarei à força”. O pecado desses jovens era muito grande à vista do Senhor, pois eles estavam tratando com desprezo a oferta do Senhor.” 1 Samuel 2

Por Mário Persona

Para complemento deixamos aqui para análise dos irmãos (ãs) como eram tratadas a questão dos dízimos e ofertas praticadas pela igreja primitiva e pelos irmãos que abraçavam a fé do evangelho, e também de como D’us se agradava, não por causa dos valores da oferta em si, porque Ele é o dono da prata e do ouro (Ageu 2:8), mas por causa do cumprimento dos dois primeiros mandamentos (Mateus 22:34-40). Para não persuadir ninguém e parecer que estamos querendo criar nenhuma doutrina nova deixamos apenas os textos bíblicos para que os irmãos (ãs) entendam por si só:

  1. “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha. Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé(que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre, possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos.” Atos 4:32-34
  2. “Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos. Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e morreu. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram. E, levantando-se os moços, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram. E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que havia acontecido. E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse: Sim, por tanto. Então Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti. E logo caiu aos seus pés, e morreu. E, entrando os moços, acharam-na morta, e a sepultaram junto de seu marido. E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas. Atos 5:1-11
  3. “E havia em Cesaréia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte chamada italiana, piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus. Este, quase à hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se dirigia para ele e dizia: Cornélio. O qual, fixando os olhos nele, e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus Atos 10:1-4

Nessas três passagens podemos confirmar que D’us leva a sério essa questão e julga e julgará os bons e os maus intentos do coração de cada um. Portanto não ousem a distorcer as sagradas escrituras para o beneficiamento próprio, e se querem dar atenção a algo, atente para a orientação do apóstolo Paulo: Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.” 1 Timóteo 6:9-12

Agora veja a explicação sobre a questão do dízimo por um rabino judeu sobre o que está instituído por Deus na Torah (Bíblia Judaica):

https://www.youtube.com/watch?v=-bcItFbin2M

Vamos voltar a essência do evangelho genuíno.

Shalom!!!!

3 comentários em “O DÍZIMO SEGUNDO OS ENSINAMENTOS BÍBLICOS

  1. O dízimo já era uma prática e talvez até um costume antes de se tornar uma exigência da lei mosaica, da mesma forma a guarda do sábado, que foram expressos na criação antes de se tornar um estatuto perpétuo da Lei de Moisés. Os dízimos nunca se referem a dinheiro no antigo testamento, mais a dez por cento das colheitas, dos grãos, dos frutos das arvores, e dos animais que nasciam em um determinado período. Eram alimentos destinados a suprir as necessidades dos levitas que não tinham herança na terra prometida. Em Dt 14:24-27 nos ensina que se fosse longe o lugar que o senhor ordenou que o dizimo fosse entregue, o dizimista deveria vender o seu dizimo e levar ao lugar determinado. Se dizimo fosse dez por cento do nosso dinheiro, o senhor não iria mandar vender o que já era espécie. Por tanto, o dizimo não era dinheiro, mais dez por cento da produtividade para suprir as necessidades dos levitas e também dos estrangeiros Dt 14:29. Fica bem claro o entendimento de que o ato de dizimar era de caráter caridoso, e não pra manutenção do tabernáculo ou templo, e dificilmente vemos nos dias de hoje o mesmo sendo utilizado para esse fim.
    Mas a grande questão é a seguinte: os cristãos devem obedecer a lei mosaica do dízimo? Essa prática da lei de Moisés deve ser passada para os cristãos? Porque só a lei do dizimo e não a lei toda? Pois o raciocínio que Tiago nos ensina no capitulo 2 versículo 10 é que aquele que obedece a lei deve obedece-la de forma imparcial. Porque não guardar o sábado, ou circuncidar, ou se abster de alimentos impuros? Porque é mais conveniente ensinar e pior, obrigar a lei do dízimo ao invés de influenciar os cristãos a ofertar por amor (2Co 9:7). O dizimo é uma lei do velho pacto que não deveria ser ensinado e muito menos ser obrigado, e isso veremos a seguir.

    Muitos erram por não saber interpretar a bíblia de modo que não conseguem distinguir que existe uma grande diferença entre a velha (antiquada) e a nova aliança ou velho e novo testamento (Hb 8:13). Não conseguem entender que a velha aliança durou até a morte de Jesus (inclusive no seu ministério), pois ele disse em (Mt 5:17) ” Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir.” Ele veio pra cumprir a lei! Isso quer dizer que a velha aliança que compreendemos ser a Lei de Moisés, exigia que fosse cumprida a sentença da pena de morte aos pecadores que somos nós, e essa sentença foi cumprido em Jesus que em momento algum pecou. Por isso Jesus veio para cumprir a Lei, e cumpriu morrendo em nosso lugar, ele foi plenamente obediente a Lei porque também era seu dever, mais morreu em nosso lugar, a isso chamamos graça de Deus ou evangelho de Cristo. Quando o véu do templo (Mt 27:50-51) se rasgou de cima a baixo, em duas partes, e a terra tremeu, e as rochas se fenderam, as exigências da velha aliança foi cumprida, Cristo crucificado, e Deus exerceu a justiça em Cristo que tinha sido adiada por causa da misericórdia. Um testamento só pode ser lido e deixar de ser útil depois que uma pessoa morre, quando Cristo morreu, o velho testamento foi cumprido, junto com ele suas Leis e ordenanças inclusive o dízimo.

    Quando ele ressuscitou surgiu um novo testamento, uma nova aliança, (Hb 12:24) e Cristo se tornou o nosso novo e único sumo sacerdote (Hb 7:17), segundo a ordem de Melquisedeque que abençoou Abrão de quem Levi é descendente,” o maior abençoa o menor” (Hb 5:6; Hb 7:1) mediador de uma nova e superior aliança com Deus, que agora nos deu uma NOVA LEI (Hb 7:12).
    *Hebreus 10:9,10 – Jesus removeu o primeiro testamento para que ele pudesse estabelecer o segundo (veja Hebreus 8:6-9; 7:22; 2 Coríntios 3:6).
    * Romanos 7:4 – Fomos libertados da lei para que pudéssemos nos unir a Cristo.
    * Gálatas 3:24-27 – Não estamos debaixo do aio (a velha lei), porque a fé do evangelho chegou.
    * Colossenses 2:14 – Ele cancelou as primeiras ordenanças, encravando-as em sua cruz.
    * Efésios 2:13-16 – Ele aboliu a velha lei através do seu sangue, derramado na cruz (v. 13,16).
    * Mateus 28:18-20 – Jesus possui toda a autoridade, então devemos obedecer a todos os seus mandamentos.
    * 1 Coríntios 9:20,21 – Paulo não estava debaixo da lei dos judeus, mas sob a lei de Cristo.
    * Tiago 1:18,25 O evangelho é a lei perfeita da liberdade, pela qual seremos julgados (João 12:48; 1 Pedro 1:22-25; Romanos 6:17,18; Atos 3:20-23; Isaías 2:1-4).
    Deus não removeu a velha lei para que pudéssemos ficar sem lei, mas para que pudéssemos servi-lo nas condições da sua nova aliança conosco através de Jesus.
    Porque obrigar e ensinar uma lei do antigo testamento como o dízimo na nova aliança que Deus estabeleceu conosco através de Jesus?
    Os apóstolos ou Jesus nos ordenou dar o dizimo?
    Não ha espaço para o velho no novo. Os odres velhos não podem conter o vinho novo, nem a veste velha ser remendada com pano novo. O antigo termi­nou, abandonado por Deus, e precisa ser abandonado pelos cristãos. Pregar a velha aliança é mutilar o evangelho de Cristo, é colocar novamente o fardo pesado sobre as ovelhas de Cristo, é escravizar os que buscam a liberdade. Não foi apenas a Lei cerimonial que foi abolida, mais toda a lei de Moisés, pois eram as condições da antiga aliança porém observe que o espírito da lei de Moisés permanece na segunda aliança com Deus em Cristo, “AMAR A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS E O PRÓXIMO COMO A TI MESMO”. Devemos ser influenciados a ofertar por amor porque esse amor perfeito é o dever de todo o cristão Rm 13:8 e quem ama ao próximo tem cumprido a Lei.

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    • Eu concordo com isso….há um peso sobre isso. Mas o Deus de Israel tem aberto os olhos do seu povo para ver a verdade sobre o dizimo e contudo amar o próximo como nós mesmos…. Jesus esta voltando!! Que sejamos como atalaias para não sermos confundidos até sua volta.

      Abraços

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  2. A igreja de hj não é a de ontem, o sistema q aí está está corrompido, desde um determinado momento na história… A verdadeira noiva de Cristo sofre com isso. O dizimo não era dinheiro, era ordenado daqueles q possuíam uma renda, não salário, e tbm de um determinado povo ou tribo. Muitos erram por não conhecer as Escrituras, a Palavra de Deus. A igreja faz parte de uma nova aliança em Cristo.. Aleluia.

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