A Última Trombeta

Jesus está voltando!

O QUE JEREMIAS 2 TRAZ DE ENSINAMENTO PARA ESSA GERAÇÃO?

“Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o Senhor. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas” Jeremias 2:12-13

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Nessa passagem de Jeremias 2 o Espírito de D’us contesta contra o seu povo (Israel naquela ocasião), por causa deles haverem agido de maneira tão pérfida contra à Sua bondade. D’us começa o capítulo dizendo assim: “Lembro-me de ti, da piedade da tua mocidade, e do amor do teu noivado, quando me seguias no deserto, numa terra que não se semeava. Então Israel era santidade para o Senhor, e as primícias da sua novidade” (Jeremias 2:2-3).

D’us estava trazendo à memória do seu povo a época em que eles eram motivo de contentamento, o tempo em que andavam no primeiro amor, e o tempo em que o povo de Israel caminhava pelo deserto. Tempo pelo qual, o seu povo se tornara mais dependente dEle, onde não tinham riquezas (apesar de estarem levando um grande espólio do Egito, porém nenhum ouro ou prata eram proveitoso ante as adversidades do deserto), esperança, recursos ou qualquer outro meio do qual os fizessem orgulhar-se diante do Eterno. A única coisa que tinham era a fé e a dependência total no D’us dos seus antepassados. Porém o tempo foi passando e Israel foi se estabelecendo na terra em que D’us havia prometido a eles, haviam conhecido novos vizinhos nas nações que eram circunvizinhas, começou a conhecer novas culturas e métodos e daí o primeiro amor, a fidelidade à Adonai e a dependência total dEle foram sendo deixados de lado. D’us, o Seu cuidado e a Sua bondade já não eram mais suficientes para eles; eles haviam se esquecido do AMOR DO NOIVADO, do compromisso que havia sido feito com eles por parte de D’us através do maravilhoso sinal e do pacto da aliança de sangue, estabelecido no Pesach (Páscoa) e na aliança sacerdotal com a casa de Arão e a tribo de Levi. Agora, aproximadamente 1250 anos após da aliança do sangue para a libertação do Egito e para a instituição da aliança levítica, D’us levanta um protesto contra o seu povo por intermédio do profeta Jeremias. E o motivo do descontentamento de D’us é por causa da apostasia de seu povo, e o maior motivo de desgosto do Eterno foi porque após Ele mesmo haver estabelecido Israel em sua terra e cumprido a aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó; e após haver cercado o povo com todo o bem prometido, haver aniquilado seus inimigos e haver se tornado pessoalmente o Seu marido (Isaías 54:5), Israel havia se apostatado de Seu legítimo marido e se prostituído com outros (Oséias 2 e Ezequiel 23).

O ápice da repulsa do Eterno se dá na seguinte parte: “Os sacerdotes não disseram: Onde está Adonai? E os que tratavam da lei não me conheciam, e os pastores prevaricavam contra mim, e os profetas profetizavam por Baal, e andaram após o que é de nenhum proveito” (Jeremias 2:8)

Por isso Adonai exclama e chama os céus como sua testemunha e mostra a eles as duas grandes maldades de seu povo – deixar o manancial das águas vivas e cavar cisternas rotas – isso era algo totalmente inaceitável diante dos olhos de D’us.

Ao olharmos a primeira das maldades עָזַב – azab (deixar) nós encontramos nessa mesma palavra o significado de afastar-se, negligenciar ou apostatar-se. Dessa mesma palavra deriva-se a palavra עִזָּבוֹן – ‘izzabown, que significa deixar por um preço, vender-se, mercadejar. 

A segunda das maldades חָצַב – chatsab ou chatseb (cavar) também encontramos o significado de dividir, extrair pedra, ser cortado. Dessa mesma palavra deriva-se a palavra חָצָה – chatsah que significa ao meio ou viver pela metade.

Essas haviam sido as duas grandes maldades de seu pelo qual havia feito com que o Eterno os chamassem a pleito:

  1. Israel havia negligenciado toda a Lei e esquecido-se do compromisso com o verdadeiro Noivo. Eles haviam O deixado por um preço indigno que os seus amantes (outros deuses, idolatria, nações vizinhas, padrões humanos, riquezas, etc.) haviam proposto para deixa-Lo.
  2. Israel havia diversas vezes tentado extrair A Rocha (Salmos 78:34-36), ou ainda queriam viver um relacionamento pela metade, ora fieis a D’us, ora O traindo com outros que não eram deuses. Mesmo Adonai, que é a Rocha Eterna, sempre os ter lembrado de que Ele era a verdadeira Rocha, e que Sua bondade e fidelidade continuava fiel e imutável para com eles (Isaías 51).

Tudo isso fez o povo de Israel, e esse era o grande protesto do Eterno para com eles. Porém se passaram aproximadamente 1900 anos e Yeshua Há’Mashiach foi apresentado à toda a humanidade, e uma nova aliança foi feita para todas as demais nações; uma nova aliança com toda a terra, através do sangue do Perfeito Cordeiro de D’us (Mateus 26:28; João 1:29), e assim uma Pesach (Páscoa) foi apresentada aos gentios, a segunda aliança (1 Coríntios 5:7-8) e também foi estabelecido no meio dos gentios um sacerdócio por meio de Yeshua (1 Pedro 2:5; 1 Pedro 2:9-10; Apocalipse 1:6; Apocalipse 5:9-10).

Porém agora, um pouco mais de 2.000 anos dessa aliança, o Espírito de D’us protesta:

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” 1 Timóteo 4:1-2

El Olam (O Eterno D’us) cercou as nações da terra com Sua bondade, instituiu um povo no meio de todas as tribos, línguas, raças e nações. Mostrou a Rocha Eterna (1 Coríntios 10:4; 2 Pedro 2:3-4). Porém, o seu povo (do qual Ele também escolheu no meio dos gentios) estão se esquecendo-se de seu Noivo (Mateus 9:15; João 3:27-29; 2 Coríntios 11: 2; Apocalipse 19:7), estão abandonando o manancial das águas vivas (João 7:37-40; João 4:10-14; João 19:33-37), estão se vendendo a outros deuses, estão O deixando por um preço proposto por seus amantes, estão negligenciando a bondade de D’us e a Sua salvação, estão se deixando mercadejar, como diz as sagradas escrituras: “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” 2 Pedro 2:1-3.

Eles estão indo atrás de cisternas rotas, estão abandonando a fé (apostatando-se) que uma vez foi dada aos santos (Judas 1:3). Como em Jeremias 2:8, os sacerdotes já não procuram mais por Adonai, os que tratam da Lei não O conhecem, os pastores cometem abuso de poder, faltam ao cumprimento do dever por interesse ou má fé, provocam injustiças e causam prejuízos (todos esses significados foram tirados do dicionário sobre a palavra prevaricar). E ainda, os profetas profetizavam por Baal e se tornam fúteis.
Essas cisternas rotas, não são apenas cisternas rotas. São como diz as sagradas escrituras: “… nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte […] Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações” Judas 1:12-13. Elas não apenas não retêm águas como a sua sobra são escumações (espumas ou babas provenientes do restolho de imundices). Como também diz Pedro em sua segunda carta: “Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva” 2 Pedro 2:17.

Assim o Soberano de Abraão, Isaque e Jacó chama os céus como testemunha para que pasmem ao ver novamente o que seu povo está fazendo sobre a face da terra novamente, porque após D’us os haver liberto do julgo da escravidão do pecado, eles voltam-se contra D’us e tem saudades do que os tornava escravo (Números 11). Assim como Israel foi ingrato com relação ao maná (מָ‏ן – man) e desejava os “banquetes de carne” que o Egito oferecia, pois julgavam que o maná (o pão do céu) não era suficiente para eles, assim também, estes tem julgado que o pão do céu (João 6:31-35) não é suficiente para eles. Eles querem algo mais, querem carne e os banquetes que o Egito espiritual proporcionava a eles. Querem abrir mão da liberdade que o Eterno ofereceu a eles quanto ao pecado, para voltar a se tornarem escravos de suas próprias concupiscências.

Por essa razão se torna verdadeiro o que Pedro diz, inspirado pelo Espírito de D’us: “Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo. Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado” 2 Pedro 2:19-21.

Acaso eu estou aqui baseando em coincidências? Não, estou expondo o poder das escrituras e os mansos de coração entenderão sobre o que o Espírito de D’us está reivindicando aqui. Os que verdadeiramente teme ao Eterno D’us saberão o quão sério é esse preito do Altíssimo. Não há coincidências, e como diz Salomão: “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois” Eclesiastes 1:9-11.

“Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra. Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto? ” Jeremias 5:30-31

Texto: Sandro L. Oliveira

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Publicado às 30 de janeiro de 2017 por em Aplicação Bíblica, Estudos e mensagens e marcado , , , .

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#MudeoBrasilpelaBiblia  #ensino #autoridade #orepelobrasil🇧🇷 A CRIANÇA DA ESPANHA TEM O MESMO VALOR QUE A SÍRIA.😢 #MudeoBrasilpelaBiblia #ameOProximo 09) Fruto do Espírito: *TEMPERANÇA* 
É possuir o controle ou domínio sobre os próprios desejos e paixões, inclusive, na fidelidade aos votos conjugais. É a virtude que modera os apetites. É o domínio próprio. Esta é uma das virtudes mais esperadas por todos os que nos cercam, após termos reconhecido o Senhor Jesus Cristo, como nosso Salvador. Isto se dá pelo fato, de que somos transformados pelo poder e a virtude do Espírito Santo, que passou a gerar em nós o seu fruto, isto é, o resultado visível da mudança que O mesmo, operou em nós. ✎ “Mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante;” (Tito 1:8)
✎ “Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.” (Provérbios 25:28) 08) Fruto do Espírito: *MANSIDÃO* 
É a moderação que se associa à força e a coragem; são qualidades de alguém que pode irar-se com equidade, quando for necessário, e também, humildemente submeter-se quando for preciso. ✎ “Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,”(1 Pedro 3:15)
✎ “Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.” (1 Timóteo 6:11)
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