A Última Trombeta

Jesus está voltando!

Estudo sobre o livro de MIQUÉIAS

MIQUÉIAS

(quem é como o Senhor!) – profeta do Antigo Testamento e autor do Livro de Miquéias. Era natural de Moresete-Gate (Mq 1.1, 14), cidade no sul de Judá, e foi contemporâneo de Isaías, embora mais jovem que ele. Sua profecia revela suas origens camponesas, pois ele usa muitas imagens tiradas da vida no campo. (Mq 7.1).

Miquéias condenou com veemência  os que afirmavam ser profetas do Senhor, mas usavam sua posição para conduzir o povo de Judá a falsas esperanças e erros cada vez maiores: “Pôr-se-á o sol sobre os profetas, e sobre eles se enegrecerá o dia” (Mq 3.6). O amor de Miquéias por Deus não lhe permitia dar falsas esperanças aos que tinham sido sentenciados pelo juízo divino.

Pouco mais se sabe sobre este corajoso arauto do Senhor. Ele nos diz em seu livro que profetizou durante os períodos de reinado de três reis de Judá: Jotão, Acaz e Ezequias (Mq 1.1). isto situa a época de seu ministério entre 750 e 687 a.C., aproximadamente.

LIVRO DE MIQUÉIAS

Pequeno livro profético do Antigo Testamento que se caracteriza pela condenação dos ricos por explorarem os pobres.  Miquéias também prevê claramente o nascimento do Messias em Belem, muitos séculos antes que Jesus nascesse naquele humilde povoado. O titulo do livro e tirado do nome de seu autor, o profeta Miquéias, cujo significado é: “Quem é como o Senhor?”

ESTRUTURA. Miquéias é um livro curto, de apenas sete capítulos, mas é um exemplo de clássico de obra que os profetas do Antigo Testamento foram chamados a realizar. Miquéias repete incansavelmente o tema do juízo de Deus contra sua terra natal, Judá, e contra a nação irmã, Israel, por  causa da depravação moral. Miquéias viu os assírios se fortalecerem e marcharem contra as nações do mundo antigo. Estava claro para ele que aquela nação pagã seria instrumento de juízo de Deus, a menos que Judá e Israel se arrependessem e voltassem para Deus.

Miquéias também é conhecido como o defensor dos oprimidos. Ele condena os ricos latifundiários por tirarem a terra dos pobres (2.2). Também ataca os comerciantes desonestos por usarem balanças fraudulentas, subornarem  os juízes e cobrarem juros extorsivos. Até mesmo os sacerdotes e profetas tinham-se deixado levar pela onda de ganância e desonestidade que varria o país. Miquéias fala de forma extremamente dura com aquele povo, que está mais preocupado em seguir rituais do que viver retamente: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?”  (6.8). Esta é uma das passagens mais importantes do Antigo Testamento, pois expressa o princípio imutável de que a autêntica adoração consiste em fazer a vontade de Deus e tratar os outros com justiça.

Além do tema do juízo, Miquéias também ressalta a realidade do amor de Deus. Praticamente todas as passagens sobre a ira de Deus são contrabalançadas com uma promessa de bênção. A maior promessa do livro  é uma profecia sobre o nascimento do Messias: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (5.2). A precisão deste versículo messiânico é impressionante, pois fornece o nome da cidade onde o Messias iria nascer – a pequena cidade de Belém, no território da tribo de Judá. Essa profecia se cumpriu cerca de 700 anos depois da época de Miquéias, com o nascimento de Jesus, em Belém.

Os dois capítulos finais do Livro de Miquéias são apresentados na forma de um debate entre Deus e o seu povo. Deus convida o povo das nações de Israel e Judá a arrazoar com Ele sobre sua conduta. Deus os convence de que seu pecado é grave e repugnante, mas lhes assegura que sua misericórdia não cessou, apesar do povo não ter merecimento algum.

AUTORIA E DATA

Este livro foi escrito pelo profeta Miquéias, natural da cidade de Moresete (1.1), no sul de Judá, perto da cidade filistéia de Gate. Como Miquéias defendia os direitos dos pobres, é provável que ele fosse um agricultor ou pastor humilde, embora demonstre conhecer muito bem Jerusalém e Samaria, as capitais das nações de Judá e Israel, respectivamente. Miquéias também revela que profetizou “nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” (Mq 1.1). Os períodos de reinado desses três reis se estenderam desce cerca de 750 a.C até 687 a.C. Portanto, seu livro deve ter sido escrito durante este período.

CONTEXTO HISTÓRICO 

O livro de Miquéias cobre o período turbulento em que os assírios empreenderam suas campanhas militares pela conquista da supremacia em todo o mundo antigo. Miquéias provavelmente viu o cumprimento de sua profecia de juízo contra Israel, já que os assírios conquistaram a nação em 722 a.C. A queda de Israel deve ter deixado os cidadãos de Judá atordoados. Tudo parecia indicar que eles seriam os próximos a cair diante dos exércitos conquistadores daquela nação pagã. Porém, os líderes religiosos achavam que estavam perfeitamente seguros e que nenhum mal lhes sobreviria porque o Templo estava situado em sua capital, Jerusalém (3.11). Miquéias advertiu-os de que não havia nenhum poder mágico de salvação no Templo ou em seus rituais (3.12). Eles precisavam reconhecer que Deus era sua fonte de força e poder.

CONTRIBUIÇÃO TEOLÓGICA

A mistura de condenações e promessas que encontramos no livro de Miquéias é uma característica marcante dos profetas do Antigo Testamento. O Contraste entre essas passagens ajuda a compreender o caráter de Deus. Mesmo em sua ira, Ele mostra misericórdia, e não retém sua ira para sempre. Juízo com amor é uma característica paradoxal, mas essencial, da operação do Senhor.  Na hora mais negra, em que o juízo era iminente sobre Israel e Judá, havia sempre a possibilidade de que um remanescente fosse poupado. Deus estava determinado a conservar sua santidade e por isso enviava juízo sobre aqueles que que violavam a aliança. Porém, estava igualmente determinado a cumprir as promessas que havia feito a Abraão, muitos séculos atras. Isto o levou a mostrar o cumprimento da aliança no reino vindouro.

A maior contribuição do livro de Miquéias talvez seja a clara previsão sobre a vinda do Salvador. Alguns livros proféticos do Antigo Testamento fazem referências indiretas à vinda do Messias, mas o livro de Miquéias o menciona explicitamente.

Esta profecia sobre o nascimento do Messias é notável, principalmente quando pensamos nas circunstâncias necessárias para garantir seu cumprimento. Embora morassem em Nazaré, Maria e José estavam em Belém no momento certo em que o Messias iria nascer, conforme previsto por Miquéias, cerca de 700 anos antes. Esta é uma lição preciosa sobre a providência de Deus. Ele sempre faz com que a vontade se cumpra, através de uma combinação singular de forças e eventos.

CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS

Miquéias começa seu discurso de condenação fazendo convocações para que o povo venha à corte. Deus é, ao mesmo tempo, o promotor, a testemunha de acusação e o juiz. Deus é testemunha contra seu povo (1.2); Ele exige justiça (3.1); Ele até convoca os elementos da criação para serem suas testemunhas, pois tem uma disputa contra o seu povo (61-2). Este tipo de linguagem também é encontrado no livro de Isaías (Is 1.2) E provável que Isaías e Miquéias tenham extraído sua terminologia do livro de Deuteronômio (Dt 31.28) A implicação é que Deus tem o direito de responsabilizar por seu comportamento.

Deus insiste em que seu povo cumpra sua parte na aliança. Mas mesmo fazendo exigências, Ele mantém disponíveis a graça e o perdão. Por isso, o Povo Eleito declara “Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniqüidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar. Darás a Jacó a fidelidade, e a Abraão a benignidade, que juraste a nossos pais desde os dias antigos.” (Mq 7.19-20)

Fonte: Dicionário ilustrado da Bíblia
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