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Série: A ORIGEM DOS POVOS – Parte 5 – Meseque e o mistério da cidade subterrânea

Em 1963, quando um turco que morava na região da Capadócia derrubou uma parede para reformar a sua casa, surpreendentemente descobriu um túnel escavado na rocha que levava a uma cidade subterrânea. Em nossos estudos sobre as origens das religiões da humanidade vamos conhecer os descendentes de Meseque, neto de Noé, segundo livro de Gênesis, e como eles legaram sua mitologia a Grécia e Roma, e construíram cidade subterrâneas, misteriosas e incríveis.

Na Bíblia as tribos de Meseque, filho de Jafé, aparecem como aliados dos Gregos e Íberos e um comércio com os Fenícios. Diz a Bíblia:

Javã, Tubal e Meseque eram teus mercadores; em troca das tuas mercadorias davam pessoas de homens e objetos de bronze. Ezequiel 27:13 

Esta relação comercial só poderia localizar Meseque na rigião da Anatólia, hoje Turquia. No entanto mais tarde, parece que Meseque foi submisso aos povos de descendentes de seu irmao Magog (os citas), que viviam muito mais ao Norte. A biblia diz:

E dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal; Ezequiel 38:3

Então o povo de Meseque era do norte da Europa ou da Capadócia? Talvez ambas as respostas sejam possíveis.

As montanhas Moschian (Meseque) preservam o nome Meseque numa região montanhosa localizada entre a Geórgia, Armênia e Cólquida, conhecido território dos descendentes de Tubal e parte do Cáucaso. Essas montanhas são o local de origem  da tribo Moschi que fez parte dos primeiros povos da Geórgia pré-histórica. Georgianos, Armênios e os povos do Cáucaso acreditam ter mistura e ancestralidade em Meseque. O haplogrupo G, do DNA Y, é característico dos agricultores neolíticos e também e encontrado nos Bálcas, na região da Anatólia, região de Meseque e seus irmãos. Em geral acredita-se que os agricultores do Haplogrupo G migraram para os Bálcas, enquanto outros foram para o Mediterrâneo. Isso pode indicar como os descendentes de Tubal e Meseque se separaram a partir da Anatólia. Dos Bálcas os Meseque podem ter se associado aos filhos de seu irmão Magog, na costa do Mar Negro, e ter dado motivo da origem da ideia de que Meseque está associado com Mosch e com o nome Moscou.

Sabemos que em um período mais tardio povos Vikings dominaram sobre os povos da Região de Kiév ate Moscou, que pode ser a descrição profética de Ezequiel falando de Gogue como dominador sobre Meseque e Tubal.

Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele. Ezequiel 38:2

Gogue seria então o descendente de Magogue representado nesses Vikings Verengs, enquanto Meseque seria o representante dos primeiros Moscovitas. Todas as tribos dos Bálcas e Anatólia tiveram uma enorme quantidade de DNA R1b e do DNA G (Haplogrupos). Todas as tribos dos Bálcas e Anatólia tiveram enorme quantidade do DNA R1b e do DNA G; haplogrupo R1b pode indicar que as tribos dos Bálcas foram assimiladas pelos invasores R1b que adentraram mais tarde nos Bálcas e em toda Europa. As invasões podem ter pressionado os Meseque a retornarem para a região da Anatólia.

O Dicionário Wilson Bible (?) Faz parte dessa linha de interpretação que Meseque e os Moscovis de Moscou e os Moschi tiveram alguma relação entre si. Os Moschi seriam um povo que vivia nas montanhas Moschianas do Mar Negro e o  Mar Cáspio, mas durante o domínio babilônico e persa foram dispersos e parece provavel que migraram para as estepes. Os orientalista luterano alemão William Gerlach Gesenius sugeriu que Moschi era uma família de Meseque. O historiador judeu Flávio Josefo os identifica com uma tribo da Capadócia. Os Moschi e sua capital Mázaca (hoje Kayseri) foi habitada desde 3000 a.C., conhecida na época como Mázaca, assim chamada pelos Hititas, foi a residência dos reis capadócios e mudou de nome muitas vezes sendo dominada por diversos povos ao logo da história. Josefo menciona que os Moschi foram denominados capadócios pelos invasores persas. Mas como os capadócios e os bálcãs se conectam?

Muschi

Os Moschi foram mencionados pelos assírios como Muschi, nas campanhas militares de Tiglath-pileser I em 1.100. Os Assírios chamaram os Frígios de Musch porque esses povos estavam unidos na época no seculo VII a.C. Sargão II menciona o rei Mita de Musch, associando-o com Midas, da Frígia. Então não apenas pode ter existido um Midas real, que deu origem a lenda do Rei Midas, que transformava tudo em ouro, como encontramos a identidade clássica dos descendentes de Meseque, ou seja, eles originaram o reino dos Frígios. Possivelmente os Frígios não eram uma raça pura, e sim uma mescla com os descendentes de Jafé, pois Josefo os menciona como descendentes de Tubal, e não Meseque, e os assirios os mencionam como Tabali. Isso não é estranho, pois na bíblia eles sempre são reinos-irmãos, mencionados juntos. É justamente pelo fato de Assírios identificarem Frígios como a tribo de Meseque que encontramos a conexão perfeita entre os Bálcãs, sua associação com as tribos européias e o retorno deles até a Anatólia. Os frígios falavam uma língua indo-européia, trazida de fora da Anatólia, portavam o DNA R1b das estepes entre a Europa e a Ásia. A sua semelhanca no culto da deusa Cibele os liga a Anatólia pré-histórica.

O próximo desdobramento do nosso mistério vem do relato dos gregos. Muschi seria os ancestrais de Brigi, que segundo Heródoto vieram dos Bálcãs para Anatólia entre 1200 à 800 a.C. e geraram os brígios que por sua vez geraram os frígios. Embora Heródoto associe o Rei Midas com a Macedônia, talvez Midas tenha sido um título, e sabemos que mais de um rei s chamou assim.

brigios

Estrabão, que viveu durante o Império Romano agrupa os frígios em: migdones, mísios, bebryces e bitínios, todos migrando entre eles, Anatólia e Bálcãs.

Herman Buller em 1844 sugeriu que o nome Briges estava ligado aos temos Berg (do alemão montanha)…

Para saber mais sobre os Meseque assista ao vídeo completo produzido pelo canal Observatório 7.

Meseque e o mistério da cidade subterrânea (Observatório7)

Você pode encontrar os posts anteriores desta série aqui no Blog.

Os Créditos dos Vídeos reservados a:
Youtube:  Observatório7

Para saber mais sobre a origem das civilizações, veja:
Perspectivas Genéticas da Evolução Humana, com Dr. Wellington Silva, geneticista
Arqueologia e a Origem da Civilização Humana, 1
Arqueologia e a Origem da Civilização Humana, 2
Evidências, Quem escreveu a Bíblia?

 

Outras fontes de pesquisa textual: 
Bíblia Sagrada: http://www.bibliaonline.com.br/
https://www.eupedia.com/europe/Haplogroup_I2_Y-DNA.shtml

👉 Você pode acessar o canal Observatório7  no Youtube para conferir outros estudos relacionados ao tema para enriquecer seu conhecimento. Se inscreva no canal e não esqueça de curtir os vídeos.

 

A paz do SENHOR seja com todos. JESUS VEM!

Equipe  A Última Trombeta

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- Muitos pastores que ajudaram a eleger Donald Trump nos Estados Unidos, em 2016, estão vendo com entusiasmo a possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) ser eleito presidente do Brasil. Um dos pontos que atraem os líderes que fazem parte do Conselho Executivo Evangélico da Casa Branca está na política de Bolsonaro em relação à Israel. “Entendo que se Jair Bolsonaro ganhar a eleição, como presidente ele vai tomar essa decisão de transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém”, disse o pastor americano Mario Bramnick, de Miami, em entrevista por telefone ao jornal Valor Econômico. O senador Magno Malta, um dos aliados da campanha de Bolsonaro, revelou em entrevista ao Guiame que o candidato do PSL pretende reconhecer Jerusalém como capital de Israel e transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para a cidade, assim que for eleito. O movimento que reconhece a soberania de Jerusalém foi iniciado por Trump no fim de 2017, quando os EUA passavam a reconhecer a cidade como capital israelense. Em maio, a transferência da Embaixada americana foi concluída. A medida foi criticada na ONU por 128 países, incluindo o Brasil, porque os palestinos reivindicam parte de Jerusalém como capital de seu futuro Estado. Por outro lado, Trump recebeu um forte apoio das igrejas evangélicas americanas. Para o pastor, além do caráter religioso, essa iniciativa teria um efeito diplomático. “Obviamente, o presidente Trump está olhando que países estão seguindo o exemplo dos EUA na transferência da Embaixada. Isso vai ser um ponto que ajudará nas relações entre EUA e Brasil e, claro, entre Brasil e Israel.” Continue lendo: guiame.com.br #portalguiame - #regrann @Regran_ed from @guiame_oficial
Nem precisa legenda... mas já nos emsinava no princípio, o SENHOR — "Não ande como #mexeriqueiro no meio do seu povo, nem #atente #contra a vida do seu próximo. Eu sou o Senhor." Levítico 19:16 #Fofoca é igual #AtentadoContraVida
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