A Última Trombeta

Jesus está voltando!

Série: O ANTICRISTO parte 2

Como um prelúdio a essa discussão, gostaria de tomar um momento e retornar à profecia de Daniel, capítulo 11. Você deve lembrar-se que nos versos 21-35, a maioria dos expositores bíblicos veem uma descrição de Antíoco Epífanes e os seus feitos perversos. Além disso, nós afirmamos como Antíoco se transforma ou modifica-se no Anticristo, à medida que o capítulo progride. Então, depois do verso 35, a passagem parece estar falando somente sobre o Anticristo.

JÁ LEU A PARTE 1?

O que eu gostaria de sugerir aqui é que alguns dos versos anteriores, isto é, versos 21-35, poderiam (e provavelmente o fazem) descrever a ambos, Antíoco e o Anticristo. Creio que é muito possível que duas pessoas cumpram as palavras proféticas pronunciadas aqui. Esses versos poderiam muito facilmente aplicar-se ao passado e ao futuro Anticristo. Como prova dessa ideia, consideremos o verso 31. Ali, lemos: “…e tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora [da desolação].”

Os judeus dos tempos de Antíoco se referiram a este evento – no qual ele sacrificou uma porca e ergueu uma imagem no templo – como a “abominação da desolação.” Talvez, mesmo hoje, os judeus ainda creiam ser esse o cumprimento das profecias de Daniel. Com certeza, os judeus dos dias de Jesus apegavam-se a esta crença.

Mas Jesus confundiu a mente deles. Ele abalou o conceito deles, dizendo: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação, de que falou o profeta Daniel, no lugar santo…” (Mt 24:15). Em essência, ele estava dizendo: “Vocês acham que sabem o que era essa abominação. Vocês acham que ela já aconteceu. Mas aquela sobre a qual Daniel falou ainda não aconteceu. Ela ainda ocorrerá no futuro.”

Voltando à nossa discussão, o verso 31, de Daniel 11, é parte da passagem que, historicamente, fala sobre Antíoco. Sabemos, todavia, das palavras de Jesus, que as ações do futuro Anticristo é que serão o verdadeiro e final cumprimento desse verso. Assim, esse verso pode referir-se a ambos os homens.

Portanto, não é tão improvável pensar que alguns dos outros versos dessa trecho também terão um cumprimento duplo, em Antíoco e no Anticristo. Com isso em mente, vamos agora olhar mais de perto o caráter e as atividades do Anticristo.

Muitos crentes estão esperando que o Anticristo seja um político famoso mundial. Eles imaginam alguém agradável, popular, caloroso, incentivador, provavelmente alguém com grande sagacidade política, mas imoral, talvez algo como um Bill Clinton, dirigindo as Nações Unidas. No entanto, essa não é a imagem que a Bíblia retrata.

Para começar, as escrituras chamam o Anticristo de “um pequeno chifre” (Dn 7:8; 8:9). Isso indica que ele é uma figura relativamente insignificante, até que ele ganhe controle. Em contraste a isso, o chifre que representa Alexandre, o Grande, é descrito como “notável” e “grande” (Dn 8.5,8). Ele foi um conquistador forte e capaz. Ele teve fama mundial. Os chifres, representando os quatro generais que sucederam Alexandre, também são denominados “notáveis” (Dn 8:8). Essas foram pessoas bem conhecidas.

Mas, pelo menos no início, o chifre que representa o Anticristo é “pequeno”. Portanto, antes de assumir o poder no cenário mundial, ele será pequeno, um indivíduo desprezado, alguém que ninguém imagina que possa se levantar e tornar-se o que, ao final, se tornará. Esse é um fato importante sobre o qual precisamos estar cientes.

Extraindo dos versos de Daniel, capítulo 11, a respeito de Antíoco/Anticristo, aprendemos ainda mais: Somos levados a crer que ele será um mentiroso (vs. 11:27). Ele agirá “com engano” (vs. 11:23); “por sua astúcia nos seus empreendimentos fará prosperar o engano” (Dn 8:25).

Ele assumirá o poder de maneira desonesta, usando lisonjas e engano (Dn 11:21). Uma das coisas que poderemos usar para identificar o Anticristo será essa sua habilidade para enganar as pessoas mediante suas palavras. Ele corromperá a muitos mediante “lisonjas” (Dn 11:32).

Na verdade, uma das características mais notáveis do Anticristo é a sua boca. Exatamente no meio desse pequeno chifre está uma grande boca. É mostrada “uma boca que proferia arrogância e blasfêmias” (Ap 13:5). Em Daniel também lemos a respeito de “uma boca que falava com insolência” (Dn 7:20). E, ainda, “neste chifre havia olhos, como os de um homem, e uma boca que falava com insolência” (Dn 7:8). Esse chifre tem olhos proeminentes e fala com orgulho.

Surpreendentemente, a popularidade do Anticristo não é grande, uma vez que ele “se tornará forte com pouca gente” (11:23). Ele é considerado por muitos como sendo “um homem vil” (vs. 21). Nenhuma multidão entusiasmada o coroa rei. Eles não dão a ele “a dignidade real” (vs. 21).

Portanto, nós não devemos estar à procura de alguém que é querido e popular. Esse é um erro que muitos cometem. Inicialmente, o Anticristo não será uma figura admirável no cenário mundial. Na verdade, ele será impopular para muitos. O vindouro homem do pecado será, no início, mais uma pessoa desconhecida e, talvez, preterida, que gosta de se gabar do que fará.

UM ASCETA RADICAL

Muitos supõem que, uma vez que a Besta é denominada “o homem do pecado”, ela será notavelmente imoral, um tipo de pessoa mundana. Não há nada nas escrituras que apoiam isso. Enquanto outros líderes mundiais e pessoas famosas se tornaram célebres por sua exploração sexual, por terem amantes, ou diferentes esposas etc., nada desse tipo é dito a respeito do Anticristo. O pecado dele é a sua rejeição a Deus e ao Filho de Deus, Jesus Cristo.

Mais do que isso ainda, ele começa a acreditar que ele é Deus. Ele “…se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (2 Ts 2:4).

O Anticristo não será um mulherengo ou uma pessoa imoral, a partir de uma perspectiva de impureza sexual. Na verdade, é possível que ele pregue o seu próprio tipo de moralidade. Nós lemos que ele não terá respeito “ao desejo de mulheres” (Dn 11:37). É possível que ele seja um asceta radical, que prega uma extrema auto-abnegação na área das relações sexuais.

Esse fato não descarta a possibilidade de que ele seja casado, mas pode indicar que ele chega a um estágio no qual dá pouca importância para sua esposa ou esposas. Seja qual for o caso, é possível que a religião que ele finalmente cria envolverá uma posição extremamente forte de auto-abnegação com relação ao envolvimento do homem com a mulher.

Os estudiosos bíblicos diferem amplamente na interpretação dessa frase “o desejo de mulheres.” Muitas e variadas opiniões têm sido apresentadas. Alguns veem a rejeição da adoração a diversas deusas. Outros sintetizam como sendo uma negação de Cristo, achando que “o desejo de mulheres” é Jesus. Outros ainda postulam que esse “desejo de mulheres” é ter filhos, e que o Anticristo será contra isso. No entanto, nenhuma dessas coisas soa como verdadeira.

Agora que temos claramente identificado a área do mundo de onde virá o Anticristo, não é difícil imaginar que ele defenderá certa forma de ascetismo. É possível que ele esteja envolvido, ou seja o líder, no atual movimento de auto-abnegação religiosa radical, entre os muçulmanos. Pode ser que a atitude dele seja severa e repressiva, em relação às mulheres e seus desejos humanos e naturais por expressão e satisfação.

Esse grupo radical já esboça hoje uma reação violenta em relação às mulheres e qualquer tipo de interação entre o homem e a mulher. As mulheres são freqüentemente tratadas como sub-humanas. Os desejos das mulheres, incluindo o desejo de serem atrativas, de estudarem e ocupar posições de importância e responsabilidade na sociedade, são repudiados com o mais alto grau de agressividade pelos islâmicos radicais.

A idéia de que essa frase se refere a tal tendência religiosa extremista recebe muito apoio, quando nos lembramos de que é o Anticristo e as suas dez nações que destroem a Babilônia. Eles a odeiam por causa de sua imoralidade, sensualidade e autossatisfação desenfreadas (Ap 17:16,17). Nós exploraremos essas coisas detalhadamente mais tarde, mas, por hora, creio ser uma boa dica dizer que ele será um líder proeminente de um movimento anticristão radical. Essa religião, provavelmente, será uma forma do Islã.

Alguns podem argumentar que o Islã não é anticristão. Bem, nós certamente podemos concordar que ele não é pró-cristão. Sou informado de que dentro de cada mesquita há uma placa, em lugar bem visível, que diz: “Deus não tem filho.” Isso só pode ser considerado anticristão, uma vez que o fundamento da igreja cristã é a profissão de que Deus, de fato, tem um Filho.

Não estou aqui ensinando qualquer tipo de ódio contra os muçulmanos. Com certeza, a atitude de Deus, e também a nossa, deve ser a atitude de amor para com cada ser humano. No entanto, é óbvio que os pilares básicos do Maometismo e do Cristianismo verdadeiro estão em franca oposição. Não há como reconciliá-los.

Embora os muçulmanos reconheçam que Jesus foi um profeta, eles negam o fato de que Ele era o Filho unigênito de Deus. Isso, então, coloca- os firmemente numa posição de serem contra a verdade do Novo Testamento, que é a de que Jesus foi muito mais do que um profeta. Ele era o Filho de Deus.

O conflito do Islã com o povo de Deus – tanto os judeus, quanto os cristãos – é de longa data. O Islã é certamente o substituto religioso para a verdadeira adoração ao verdadeiro Deus. Não deve ser surpresa descobrir que esta falsa religião possa ocupar um papel proeminente no aparecimento e reinado do Anticristo que há de vir.

O “DEUS DAS FORTALEZAS”

Em Daniel 11, verso 38, nós encontramos um detalhe interessante sobre o Anticristo. Ele irá: “… honrar o deus das fortalezas; a um deus que seus pais não conheceram honrará….”

Não é difícil imaginar alguém, talvez como Osama Bin Laden, que venha a conhecer este novo deus. Ele é um fugitivo da comunidade internacional. Ele passa meses, e mesmo anos, escondendo-se em cavernas. Ele é um asceta. Ele jejua com frequência – a ponto de tornar-se muito magrinho, o que leva muitos a especular que ele deve sofrer de algum tipo de doença. Esse homem tem pouco contato com outras pessoas e o mundo externo. Ele ora muito, mas não ao Deus verdadeiro.

Durante esse tempo de oração, jejum e isolamento é possível que ele comece a ter consciência de uma presente “divindade”. Ele pode ter entrado em contato com uma força que comece a guiá-lo e, até mesmo, a falar com ele. Essa força poderia tornar-se a protetora dele.

É esse espírito que está impedindo que ele seja achado e morto, mesmo que milhares de soldados do exército, forças especiais, equipamentos aéreos, satélites e outros aparelhos estejam rastreando áreas em busca dele. Ele encontrou um novo deus que o guia e protege de todas as formas. É o seu “deus das fortalezas.” Esse deus torna-se o refúgio dele.

Essa palavra “fortaleza”, no Hebraico, significa “lugar ou meios de segurança, proteção, refúgio.” Ela é usada muitas vezes na Bíblia, mais de 37 vezes, na verdade, referindo-se ao relacionamento do crente com Deus. Por exemplo, nós lemos que Deus é nosso refúgio e nossa fortaleza (Sl 46.1).

Mas o Anticristo achou um novo refúgio ou fortaleza. Ele entra em contato com o espírito que o protege e, assim, este torna-se o seu deus. Esse seu protetor se torna mais e mais real para ele e começa a guiar suas palavras, pensamentos e caminhos. O Anticristo, devido à sua localização geográfica, referir-se-á a esse novo deus como Alá. Ele provavelmente insistirá no fato de que esse é o “verdadeiro” Alá, e que ele próprio é um certo tipo de reencarnação do “Profeta.”

Mas a verdade é que esse seu novo deus é o próprio Satanás. O diabo se torna o deus do Anticristo. Nós podemos confirmar isso a partir de Apocalipse 13:2, onde lemos que o dragão (que, neste caso, é Satanás) “…deu-lhe [ao Anticristo] o seu poder, o seu trono e grande autoridade.”

Já que o Anticristo adora esse deus, ele logo insistirá que todos o façam também. Nós lemos: “E [as pessoas do mundo] adoraram o dragão [Satanás] porque deu autoridade à besta…” (Ap 13:4). Esse é o deus que se torna real para o homem do pecado, protege-o e lhe dá poder. Evidentemente, Satanás vê esse homem como alguém a quem ele pode usar no futuro para fazer a sua vontade na terra.

É interessante observar que esse não é “o deus [ou deuses] dos seus [do Anticristo] pais” (Dn 11:37). É “um deus [ou deuses] que os seus pais não conheceram” (Dn 11:38). Novamente, tomando Osama Bin Laden como nosso exemplo aqui, o pai dele foi provavelmente um muçulmano. Talvez ele adorasse Alá, da mesma forma que muitos que se auto-denominam cristãos adoram a Deus hoje. Eles são apenas devotos de uma certa deidade a quem eles, realmente, não conhecem e que não é real para eles.

Não é muito provável que o pai de Osama tenha sido um adorador do diabo. Ele, muito provavelmente, não esteve, da forma como o Anticristo que há de vir estará, em comunhão com o próprio Satanás. Esse protetor, esse “deus das fortalezas” era desconhecido para ele.

Alguns podem argumentar que Alá é apenas um outro nome para o diabo. Outros acham que os Maometanos o usam como um nome para o Deus verdadeiro, mas que eles incorrem no erro quanto ao que eles acreditam sobre Ele. Essas questões estão além do escopo do nosso presente estudo.

Gostaria apenas de salientar que, a certa altura, Osama rejeitou os caminhos do seu pai. Ele adotou uma forma radical de religião que não se harmonizava com a idéia que seus pais tinham a respeito de quem Deus é e quais são os seus caminhos. Ele fez uma ruptura radical com a religião de seu pai e, indubitavelmente, com o conceito que seu pai tinha a respeito de Deus.

A propósito, alguns tem tomado a frase “deus de seus pais” e insistido que o futuro Anticristo deve ser um judeu que rejeita Deus. Outros o veem como um cristão apóstata. Não há nada no texto que exige essa interpretação. A palavra para “deus” aqui é “elohim”, que pode ser, mas nem sempre é, uma referência ao Deus da Bíblia. É um tipo de palavra hebraica genérica para “Deus”.

Ela pode também ser traduzida por “deus” ou até mesmo por “deuses”, uma vez que é uma palavra no plural. Portanto, ela pode se referir a qualquer tipo de deidade ou deidades, mesmo sendo deuses pagãos.

Se a palavra “Jeová” (Yahweh), ou “Senhor” (Adonai), tivesse sido usada nessa passagem, isso teria sido uma certa identificação do verdadeiro Deus. Mas, desde que “elohim” é usada, isso, de forma alguma, exige a interpretação de que o Anticristo seja um judeu ou cristão. (A tradução “deuses” tem levantado a possibilidade de que o “deus ou deuses de seus pais” se refira aos antigos deuses da Babilônia e Assíria, aos quais o Anticristo não adorará).

Ao invés da adoração ao “deus [ou deuses] de seus pais”, essa pessoa perversa promoverá a adoração do seu novo deus, que é, na realidade, o diabo. Acho muito improvável que ele utilize o nome “Satanás” ou “diabo” para descrever o seu deus. Ele provavelmente usará o título “Alá”, ocultando, assim, quem esse deus realmente é.

Mas a verdade é que o deus a quem ele promoverá é a antiga serpente, Satanás. Ele tornará popular esse deus com quem ele está em comunhão e defenderá o culto a ele. Em Daniel, é citado que o Anticristo honrará esse “deus das fortalezas”, “fará com que ele seja reconhecido” e “propagará a glória dele” (Dn 11:38, 39).

O ANTICRISTO EXIGIRÁ ADORAÇÃO

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Mas a ação do Anticristo não para meramente com a adoração de um “novo” deus. À medida que o seu poder e influência crescem, sua cabeça também incha proporcionalmente. O seu orgulho e ego começam a se expandir de uma forma jamais vista. Ele começa a imaginar que ele é muitíssimo bom. Ele chega ao ponto de desejar ser adorado também. Parece que, à medida que a unção do mal se torna mais forte na vida dele, esse poder lhe sobe à cabeça. Experimentar a autoridade de Satanás, e mesmo sentar-se no seu “trono”, dá-lhe uma ideia altamente presunçosa a respeito de quem ele é.

Assim, o Anticristo começará a exigir adoração à sua própria pessoa. Nós lemos que o homem do pecado “…se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto”, até finalmente “…assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (2 Ts 2:4). Não há dúvida de que essa auto-exaltação está relacionada com a “…boca que proferia arrogâncias e blasfêmias” (Ap 13:5) e “…que falava com insolência” (Dn 7:8).

O Anticristo, com o passar do tempo, será completamente levado pelos seus atos de sucesso e pelo fato de que muitos o seguirão. Ao final, a sua opinião a respeito de si mesmo se elevará ao ponto de blasfemar contra o Altíssimo Deus, denegrindo-O e desafiando Sua autoridade. O Anticristo “…proferirá palavras contra o Altíssimo” (Dn 7:25). E: “…abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu” (Ap 13:6). Isso se revelará um grande erro.

A RELIGIÃO DO ISLÃ

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Nós temos falado um pouco sobre o Islã e como ele atuará na vinda do Anticristo. Para entender isso, precisamos saber que o Islã hoje não é um movimento unificado. Essa religião está dividida em várias diferentes seitas. Cada uma tem as suas próprias ênfases, crenças e líderes.

Através dos séculos, desde o seu estabelecimento, o Islã tem sido moldado muitas vezes, por muitos líderes carismáticos, para adequar-se aos seus propósitos pessoais, fazendo surgir, assim, várias facções e credos.

Num desses casos, uma seita do Islã transformou-se, na verdade, noutra religião completamente diferente, como foi o caso da chamada Fé Bahái ou Bahaísmo. Portanto, a possibilidade do Anticristo modificar e moldar o Islã, para adequá-lo à sua própria agenda, não é muito remota. Isso não seria nada novo.

A minha sugestão é que a besta usará a religião islâmica como um trampolim para ganhar seguidores, mas, depois que ela assumir a posição de grande autoridade e controle, ela a modificará para incluir a si mesmo e o seu real protetor (Satanás) como objetos de adoração. Sua religião será, provavelmente, um tipo mutante da religião muçulmana.

De fato, algumas seitas do Islã estão ativamente esperando que um tipo de “salvador” apareça e os leve de volta àquela antiga unidade e glória. Há milhões de muçulmanos hoje, ansiosamente esperando pela chegada de um líder ou sacerdote ungido, quase supranatural.

O Dr. Javeed Akhten, que é o diretor executivo de estratégia e política do Instituto de Chicago, Illinois, no seu artigo intitulado “Cismas e Heterodoxia entre os Muçulmanos”, afirma: “A filosofia xiita é…esperar pelo retorno do oculto sacerdote.” Mais adiante, ele escreve: “O ‘Hizb ut Tahrir’ (Partido da Libertação – nota do tradutor) é um grupo relativamente novo que tem como seu principal objetivo o estabelecimento do Califa, que será o salvador dos muçulmanos.”

Sem dúvida, o Anticristo ficará feliz em assumir essa posição entre eles. É muito provável que o Anticristo apareça para a comunidade muçulmana como um salvador e unificador. É provável que muitos lhe deem boas-vindas como o cumpridor do papel messiânico que estão esperando. Mais tarde, ele moldará essa religião, a fim de adequá-la aos seus próprios intentos.

O FALSO PROFETA

Para ajudá-lo a assumir o poder e a “deidade”, o Anticristo parece possuir um tipo de ajudante ou profeta. Essa figura age, talvez, como um tipo de vice-presidente. É possível que a Besta mesma se mantenha por detrás da cena e permita que esse falso profeta seja o seu “testa-de-ferro”, especialmente com respeito a reivindicar a deidade. Nós lemos que essa figura “…faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta” (Ap 13:12).

Para reforçar a proclamação desse profeta de que a besta é divina, há os seus milagres. Ele recebe a permissão de Deus e o poder de Satanás para realizar milagres incríveis.

Essa segunda besta “…também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu” (Ap 13:13,14).

Talvez você tenha pensado com frequência nesta segunda besta ou falso profeta como um indivíduo. Mas, biblicamente, ele precisa ser muito mais do que isso. Ele deve ser o governante de alguma nação. Isso nos é mostrado pelo fato de que ele é chamado uma “besta”. Na profecia bíblica, tanto em Daniel quanto em Apocalipse, toda besta que aparece é sempre o líder de um reino.

Em todas as outras visões, uma besta é o representante tanto do reino quanto do seu governante. Portanto, é inconsistente com o restante das escrituras que o falso profeta, ou a segunda besta, seja um simples indivíduo, sem que haja uma nação por detrás dele. O falso Profeta tem que ser o governante de algum país. Esse é um sinal importante.

A segunda besta não é apenas um líder nacional, mas parece que ela também compartilha o governo com outra pessoa. Nós lemos que essa segunda besta tem “dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão” (Ap 13:11).

Se você se lembrar da nossa prévia discussão sobre o significado dos chifres na profecia bíblica, você se recordará do fato de que os dois chifres numa besta representam dois governantes simultâneos. Portanto, para que haja consistência, essa segunda besta tem que ser algum tipo de governante adjunto (ou co-governante) de uma nação.

Embora isso possa lhe parecer um pouco estranho, nós podemos encontrar algo semelhante a isso no mundo hoje. O Irã, por exemplo, parece ter um sistema de governo duplo, com dois governantes. Ele tem um governo religioso com o seu Aiatolá, ou líder espiritual, juntamente com um governo secular, com seu governante ou presidente. Isso nos daria dois “chifres”.

Talvez as escrituras estejam indicando esse exato tipo de composição. Portanto, nós devemos ser sábios e manter os nossos olhos na situação que se desenvolve no Irã, tanto na liderança, quanto no programa de desenvolvimento nuclear. Com o passar do tempo, essas coisas se tornarão mais claras.

Pode ser que a nação liderada pelo falso profeta seja parte das dez que o Anticristo, ao final, reunirá. Todavia, isso não seria biblicamente necessário.

É apenas importante que este país exista e que um de seus governantes se torne um participante muito ativo no domínio do Anticristo. Parece bastante provável que esta será uma nação que é dominada pelos muçulmanos radicais. Talvez, eles verão o Anticristo como alguém que poderá levar adiante os interesses deles.

A RESSURREIÇÃO DO ANTICRISTO

Um outro fator ainda, que promove a adoração da besta, é o que alguns têm chamado de uma “falsa ressurreição”. Evidentemente, o Anticristo não será bem quisto por todos. Em algum momento da sua história, alguém tentará matá-lo.

Por um momento, o Anticristo será invulnerável. Devido à sua proteção sobrenatural, ninguém será capaz de apanhá-lo. Todavia, ao final, alguém conseguirá ferí-lo, talvez fatalmente. Parece que isso será uma ferida na cabeça.

Nós lemos: “Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte.”

Mas isso não significa o seu fim ou o fim do seu reino. De alguma forma, essa “ferida mortal será curada.” O resultado do retorno desta morte é que “…toda a terra se maravilhará, seguindo a besta” (Ap 13:3).

É muito possível que essa cura milagrosa seja um resultado do poder do diabo. Provavelmente, Satanás é aquele que curará essa Besta. Certamente, tal magnificente revificação dos mortos fará com que as pessoas – especialmente os muçulmanos que estão à procura de tais coisas – fiquem maravilhadas.

Esse fato aumentaria a estima do Anticristo aos olhos dessas pessoas e serviria para desfazer quaisquer dúvidas que elas pudessem ter. Essa “ressurreição” dos mortos – não importa como ela aconteça – contribuirá grandemente para fortalecer a Besta. Isso lhe dará um tipo de supranatural auréola de poder e invencibilidade.

Isso levanta um outro pensamento: Depois que o Anticristo for ferido é possível que o próprio diabo entre em seu corpo, levando a efeito, assim, certo tipo de cura. Isso pode coincidir, possivelmente, com o tempo em que Satanás será, finalmente, lançado do céu à terra (Ap 12:9,13). Essa pode ser a forma, então, como essa falsa ressurreição será realizada.

Outra possibilidade é que, neste tempo, o espírito de Antíoco Epífanes será retirado de qualquer lugar onde esteja e passará a habitar esse corpo (veja Ap 17:8). Seja lá o que, de fato, venha ocorrer, essa ferida e a sua cura servirão somente para promover a popularidade da Besta.

Continua na parte 3…

Este estudo é parte integrante do livro Anticristo. Baixe gratuitamente.

Um comentário em “Série: O ANTICRISTO parte 2

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Publicado às 14 de abril de 2019 por em Anticristo e marcado , .

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