A Última Trombeta

Jesus está voltando!

Série: BABILÔNIA parte 2

PARTE 2: O SANGUE DOS MÁRTIRES

Outra marca dessa prostituta é que ela também está muito embriagada. Mas ela está embriagada com uma substância diferente. Ela está intoxicada com o sangue dos santos e mártires de Jesus (Ap 17:6).

Embora isso possa parecer um pouco estranho, na verdade é bem bíblico. 1 João 3:13 nos alerta: “Irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia.” Também lemos: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim” (Jo 15:18).

Você sabe, aquelas pessoas que estão se entregando ao reino deste mundo irão sempre odiar os que não estão. Até mesmo a presença dos que não estão cometendo adultério com a prostituta é uma condenação silenciosa aos que estão.

Esse testemunho da justiça e do amor a Deus causa uma reação naqueles que amam o mundo. Eles não podem ajudar a si mesmos. Eles começam a odiar os que não são como eles. Eles têm outro pai, o diabo (Jo 8:44); e outra paixão, as coisas e prazeres deste mundo. Por isso, as pessoas do mundo não podem suportar as que não são como elas.

Com o passar do tempo, esse ódio culmina num desejo de matar os santos. A fim de se livrar deles, de eliminar o efeito negativo que pessoas justas têm sobre suas consciências culpadas, elas acabam matando os santos.

Foi isso que induziu as pessoas do tempo de Jesus a matá-Lo. É isso que tem precipitado a morte de todos os mártires desde aquela época. Fiquem atentos, esse mesmo ódio ainda está em vigor hoje.

RELIGIÃO TAMBÉM É MUNDANA

Embora muitos não percebam isto – talvez simplesmente não tenham pensado a respeito – toda e qualquer religião é também mundana. É um produto e parte do sistema deste mundo. É parte do reino do diabo.

É claro que as religiões que os cristãos consideram errôneas não têm sua origem em Deus, mas neste mundo. Por exemplo, podemos estar certos de que o único e verdadeiro Deus não estabeleceu o Budismo, o Hinduísmo, o Islamismo e uma grande variedade de outras religiões. Assim, sabemos que elas têm outra fonte.

Embora alguns dos seguidores de tais religiões exibam um tipo de “piedade” em jejuns, autonegação, etc., o fato é que tais exercícios não são santidade genuína, mas uma imitação humana (e por isso terrena) do divino. Tais coisas também são parte do sistema deste mundo. Elas são tão injustas e rebeldes como outros pecados, tais como embriaguês, sexo fora do casamento, assassinato, etc.

Embora seja óbvio que excesso de sensualidade, de busca de fama e de poder, etc., são parte das ofertas da prostituta do diabo, talvez seja menos evidente que ela também tem alguns segmentos para aqueles que gostam de pensar bem de si mesmos.

O diabo também tem espaço em seu reino para o presunçoso, para o orgulhoso, para o que desdenha dos outros, para o autoconfiante e para o que é justo a seus próprios olhos. Há espaço para aqueles que têm grande força de vontade e gostam de demonstrar isso através da autoprivação, austeridade e abnegação.

Para alguns desses, a religião é um veículo perfeito para expressar sua superioridade. Através da adesão a algum conjunto de padrões religiosos, eles podem demonstrar sua habilidade em controlar suas paixões naturais e em seguir um conjunto de práticas autoimpostas e, assim, demonstrar quão melhores são que outras pessoas “menos capazes” ao redor.

Também é possível para tais pessoas usar o Cristianismo para alcançar seus objetivos. Elas se tornam muito religiosas usando a Bíblia. Tanto cristãos como judeus podem usar as escrituras de uma forma que não tenham sua fonte em Deus.

O ser humano natural, usando o seu intelecto, pode produzir um tipo de filosofia religiosa – um código de comportamento aparentemente bíblico e ético a ser seguido, produzindo um “justo” de aparência – sem muito (se algum) relacionamento com o próprio Deus.

Isso também é humano e terreno. Também é parte do sistema deste mundo. É parte do reino do diabo.

Os fariseus da época de Jesus foram um grande exemplo disso. Eles eram extremamente religiosos. Eles não apenas tentavam rigorosamente seguir a lei de Moisés como a extrapolavam, a fim de incluir uma quantidade enorme de pequenas regras e regulamentos.

Para eles, esse comportamento religioso era de máxima importância. Seguir essas regras dava-os um falso senso de segurança e de auto-importância. Eles se sentiam superiores a todos os demais que não tinham a força de vontade para aderir ao seu código de comportamento.

Assim, quando Jesus veio e demonstrou a verdadeira santidade, que não era baseada num conjunto de regras, mas num relacionamento com o próprio Deus, eles ficaram ofendidos. Ficaram zangados.

Essa manifestação de justiça genuína, cuja fonte era a vida de Deus, mostrou que o sistema dos fariseus estava errado, era humano e terreno. Revelou-se ser simplesmente uma religião natural e carnal, que ficou sem o poder para mudar a feiura da natureza humana caída. Era, na verdade, um segmento do reino do diabo.

Por essa razão, Jesus podia justamente dizer a eles: “Vós sois filhos do diabo” (Jo 8:44). Eles aparentavam seguir a lei de Moisés, mas, na verdade, simplesmente expressavam uma parte do reino das trevas. Eles estavam no segmento religioso do sistema mundano, a prostituta.

Quando Jesus expôs o sistema religioso mundano daqueles fariseus, isso inflamou um ódio no coração deles. Mais tarde, o ódio os levou ao assassinato.

As coisas não são diferentes hoje. A religião ainda é a mesma. Pessoas religiosas sentem e agem da mesma maneira. Uma vez que sua “santidade” não é produto de seu relacionamento com o próprio Deus, elas odeiam, perseguem e até matam as pessoas cujas vidas são verdadeiramente santas.

Esta doença não está limitada somente aos fariseus. Ela também opera naqueles que chamam a si próprios de cristãos. Até mesmo entre alguns que são “nascidos de novo” é realmente a carne – a natureza humana caída – que está ativa em suas vidas religiosas.

Para muitos, seguir um conjunto de regras – sejam elas as leis do Velho Testamento ou os princípios do Novo Testamento – é a fonte de sua segurança e “justiça”. Infelizmente, o Cristianismo de muitos é simplesmente o homem natural tentando viver alguns padrões, crer em algumas doutrinas e seguir algumas práticas prescritas.

Assim como os fariseus, tais cristãos também podem tornar-se muito religiosos. Embora eles acreditem estar seguindo a Jesus, por conformarem a si próprios a alguns padrões bíblicos, em muitos casos, é simplesmente a sua carne adaptando-se a um novo código de ética e de comportamento.

Como no caso dos budistas, hindus ou muçulmanos, a carne também pode fazer uma bela demonstração de religião no Cristianismo. Quando as mudanças feitas em nossas vidas não são fruto de intimidade com Cristo – que produz uma transformação genuína e espontânea – então, é apenas a carne tornando-se mais religiosa. É possível a alguns que afirmam ser cristãos fazer um bom espetáculo de sua religião. Talvez eles parem de fumar, de beber. Talvez mudem seus modos de vestir. Possivelmente comecem a carregar uma Bíblia e alterem seus padrões de fala. Podem tornar-se zelosos, participantes fiéis de algum grupo cristão.

Porém, muito disso pode não significar transformação genuína. Pode muito facilmente ser a carne se tornando religiosa.

Talvez o exército seja uma boa analogia sobre isso. Lá todos são conformados ao mesmo padrão. Suas roupas, palavras e ações são todas programadas e reguladas. Eles aprendem a marchar no mesmo passo. São ensinados a como se dirigir aos seus superiores. São todos treinados no mesmo padrão. Porém, tudo isso é simplesmente algo feito pela energia da carne, pelo homem natural. Muito do Cristianismo hoje também se encaixa nesse modelo.

Quando o nosso Cristianismo é religioso, em vez de real, ele irá se manifestar de várias maneiras. Uma delas é o ódio pelas pessoas que não concordam conosco. Irá se manifestar numa antipatia pelas pessoas que têm uma vida de intimidade com Jesus, que expõe a nossa verdadeira condição.

O Cristianismo religioso é revelado em nossa falta de amor pelas pessoas, incluindo os nossos inimigos. Esse tipo de Cristianismo é evidente numa pessoa que pensa principalmente em si mesma, que é facilmente irascível, ambiciosa por posição, que ama o dinheiro e as coisas do mundo, que usa as pessoas para o seu próprio benefício, que pega emprestado e não devolve, que promete e não cumpre aquilo que falou, e muitas outras coisas semelhantes.

Embora seguir um conjunto de regras e princípios possa produzir uma aparência superficial de piedade, nossa vida diária irá sempre revelar aquilo que realmente está em nossos corações.

É por isso que Jesus insistiu que alguns na igreja de Filadélfia eram, na verdade, parte da “sinagoga de Satanás” (Ap 3:9). Aquelas pessoas professavam ser “Judeus”, povo de Deus. Elas estavam, obviamente, praticando algum tipo de religião que consideravam bíblica e, provavelmente, participavam na igreja.

Contudo, a vida delas era uma mentira (vs. 9). Era apenas a carne caída se tornando religiosa e, consequentemente, era uma manifestação do reino do diabo. O Cristianismo delas era simplesmente a “sinagoga de Satanás”.

Por isso, fica muito claro que ser seduzido pela religião, mesmo que tenha uma “forma de piedade” (2 Tm 3:5) ou de Cristianismo, não é diferente de ser seduzido pelo sexo, drogas, álcool, fama, riqueza ou poder.

Essa sedutora força religiosa também é parte de um aspecto do reino do diabo. É parte de Babilônia, a prostituta. É simplesmente outro método que Satanás usa para desviar os corações dos homens e mulheres de uma genuína intimidade com Deus e capturá-los com um falso, embora sutil, substituto.

O SANGUE DOS MÁRTIRES

Com isso em mente, podemos discutir com mais clareza como a prostituta, Babilônia, que é revelada no livro de Apocalipse, pode estar embriagada com o sangue dos mártires.

Está claro que muitas pessoas mundanas, movidas por um ódio crescente contra aqueles que não compartilham seu estilo de vida, têm matado muitos santos de Deus ao longo dos anos.

Isso foi verdade na igreja primitiva, durante o Império Romano. Muitos cristãos foram mortos por esporte nas arenas. Desde aquele tempo, incontáveis números de cristãos têm sido assassinados por vários governantes e outras pessoas mundanas, por causa de seus testemunhos.

O que confunde alguns cristãos é quando algo chamado de “Igreja” também começa a matar cristãos. Por alguma razão, eles não conseguem ver que isso é meramente outro segmento do reino mundano de Satanás. Desde que tenha uma aparência religiosa, ou mesmo “cristã”, eles falham em discernir que tal segmento não difere do resto do reino do diabo.

Em anos recentes, muitos têm tentado imaginar, por exemplo, que o Cristianismo religioso – principalmente na forma da Igreja Católica – tem sido a fonte primária de perseguição aos cristãos durante os séculos anteriores. Mas isso não é verdade.

Embora tenham sido os líderes nesta perseguição, por um período chamado de “a Idade das Trevas”, muitos outros governantes, grupos e pessoas também foram responsáveis pela morte de milhões de cristãos em outras épocas.

Os vários impérios muçulmanos mataram incontáveis cristãos. A União Soviética também matou. Hoje, milhares de cristãos são presos, torturados e martirizados na África, China e em muitas outras partes do mundo. A Igreja Católica não pode ser culpada por tudo isso. Entretanto, vemos que a Prostituta é uma entidade multifacetada, a corporificação de todas as ofertas mundanas do diabo.

Essa prostituta, em Apocalipse, não é só culpada pelo sangue dos mártires. Seu pecado é muito maior que isso! Ela é realmente culpada pelo sangue de “… todos os que foram mortos na terra” (Ap 18:24). Isso parece indicar que todo assassinato e até mesmo toda morte por guerra podem ser lançados aos pés dessa prostituta.

Como pode ser isso? É porque o reino do diabo tem trabalhado desde a criação. Caim matou Abel por causa de inveja. Outros, desde então, têm se matado uns aos outros por causa da inveja, do ódio, da ganância, do medo, da luxúria, do poder e de todas as outras coisas que são marcas da mulher de Satanás.

O VERDADEIRO CARÁTER DE BABILÔNIA

Precisa ficar claro a qualquer leitor honesto, a partir dessa discussão que, apesar de muitos insistirem, a Igreja Católica não pode ser considerada como a soma do significado pretendido pela palavra “Babilônia” no livro de Apocalipse.

Essa prostituta que o diabo usa para seduzir o mundo é muito mais do que mera religião. Ela é a corporificação de tudo que este mundo tem a oferecer para seduzir os corações de homens e mulheres e, assim, mantê-los longe de uma intimidade com Deus. Babilônia representa uma vasta variedade de atrações que é parte do reino de Satanás.

A prostituta Babilônia está tendo muito êxito. Ela está sendo bem sucedida em seduzir muitos homens e mulheres, tanto no mundo quanto na igreja. Ela também está encontrando prazer na matança de homens e mulheres, os quais são feitos à imagem de Deus, quando e onde ela pode conseguir isso.

O reino deste mundo, a prostituta do diabo, é responsável por todo derramamento de sangue que tem acontecido na terra desde o princípio até hoje.

O sedutor reino do diabo existe desde o princípio deste mundo. Satanás certamente teve êxito em seduzir Eva a comer o fruto proibido, mostrando a ela que este era atraente, delicioso e a tornaria sábia e autorrealizada.

Através de toda a história da humanidade, o diabo e a prostituta também têm prevalecido em capturar os corações de muitos – até mesmo de homens e mulheres de Deus. Lemos: “Porque a muitos feridos derribou; e são muitíssimos os que por ela foram mortos” (Pv 7:26).

Ainda no final do Novo Testamento, João registra uma visão dessa prostituta com uma nova forma. Tal visão contém muitos aspectos a serem também entendidos. Iremos examiná-los no próximo capítulo.

Este estudo é parte integrante do livro Babilônia. Baixe gratuitamente.

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Publicado às 14 de fevereiro de 2020 por em Sem categoria e marcado , , , , , , , .

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