A Última Trombeta

Jesus está voltando!

Série: BABILÔNIA parte 3

PARTE 3: A BABILÔNIA DE HOJE

Aprendemos, a partir do livro de Apocalipse, que a Babilônia antiga não foi a única vez que a prostituta veio à tona. Não foi a única vez que o mundanismo se mostrou. Não foi o único período ou lugar, na história desta Terra, no qual tudo que o mundo tem a oferecer – incluindo entretenimento, sexo e pecado – foi manifesto em plenitude.

De acordo com o nosso texto em Apocalipse, houve outros lugares e ocasiões onde a luxúria e a depravação vieram à tona. Parece ter ocorrido, até hoje, seis manifestações semelhantes dessa prostituta.

Como podemos saber tal coisa? Vamos investigar isso juntos. Foi dito que essa prostituta está montada sobre uma besta que possui sete cabeças. No livro anterior – Anticristo – entendemos que, em profecia bíblica, quando uma besta numa visão tem múltiplas cabeças isso se refere a uma sucessão de governantes ou reinos. Aplicando este princípio, podemos concluir que Babilônia irá chegar ao topo sete vezes na história da humanidade.

Depois, fomos informados que cinco dessas manifestações já tinham vindo e ido na época que João teve tal visão.

Lemos: “Cinco já caíram…” (Ap 17:10). Cinco desses lugares, onde o espírito de Babilônia alcançou proeminência, tinham já chegado ao pico e, então, desaparecido antes que João tivesse essa visão.

Embora não possamos saber exatamente quais impérios passados também estejam incluídos nessa lista, juntamente com a antiga Babilônia, é possível que o antigo Egito, sob alguns dos faraós possa também ter alcançado a condição de excessos que descrevemos no capítulo um.

Possivelmente o império Medo-Persa, ou o reino seguinte – de Alexandre, o Grande – ou mesmo a Assíria antiga poderiam se encaixar em nosso modelo. Exatamente quem eles foram não é crucial ao nosso entendimento. Com certeza foram cinco e já tinham vindo e ido ou “caído”.

Então lemos: “um é”. Quando João teve essa visão, ele estava, na verdade, testemunhando a sexta das tais “corporificações”. Naquela ocasião, o Império Romano estava qualificado a ser um tipo de encarnação da Babilônia.

Certamente esse império foi notado por seus excessos carnais e mundanos, em cada aspecto de sua cultura. Roma era o centro cultural, econômico e político do mundo ocidental daquela época. Era famosa por seus excessos na área do pecado. Embriaguês, orgias, eventos esportivos que incluíam assassinatos, entretenimentos e todos os prazeres que este mundo tem a oferecer eram encontrados lá em abundância.

Sexo, opulência, lazer, luxúria, riquezas e todas as outras coisas que caracterizam o sistema deste mundo eram abundantes ali. Com certeza esse império se qualifica a ser uma das manifestações da prostituta do diabo. Assim, vemos que Roma antiga se encaixa exatamente no modelo que temos descrito. Essa deve ser a “Babilônia” do tempo da visão de João.

Porém, mesmo quando incluímos Roma como aquele que “é”, isso ainda nos deixa com apenas seis “Babilônias”. Ainda falta uma.

Então aprendemos o segredo. A última corporificação de Babilônia está ainda por vir. Ela irá aparecer em algum tempo no futuro. Ele diz: “… e a outro ainda não é vindo” (Ap 17:10).

Aqui entendemos que haverá, no final desta era, uma última manifestação de Babilônia. Será a corporificação final da prostituta, um lugar na Terra que nos últimos dias será um símbolo de todas as atrações e seduções de Satanás.

Haverá nesta Terra, no tempo do fim, uma nação que se tornará extremamente rica e decadente. Este “império” será famoso por seus excessos e extravagâncias. Será uma “reencarnação” do Império Romano e da Babilônia com todos os seus excessos e pecados mundanos.

Iremos ver um lugar que resume todos os prazeres sensuais, materiais e mesmo intelectuais que este mundo tem a oferecer. Esta será a sétima manifestação dessa prostituta maligna. É este lugar, a última Babilônia, que será destruído pelo Anticristo e seus dez reis (Ap 17:16,17).

(Para uma investigação mais detalhada dessa profecia, por favor, veja a nota no final do último capítulo deste livro, na página 91.)

Vimos como a prostituta que a Bíblia descreve é, na verdade, o sistema deste mundo. É a “mulher” que o diabo usa para seduzir os corações dos homens para longe de Deus. E também vimos que essa “mulher” teria uma manifestação física no mundo durante os últimos dias.

Então, se estivermos no fim da presente era, onde está a Babilônia de hoje? Há neste momento um lugar que cumpre essa profecia? Há um lugar que pareça se encaixar em tudo o que temos descrito? Vamos examinar a Bíblia juntos e ver como essas coisas podem se encaixar em nosso cenário mundial atual.

A GRANDE “CIDADE”

Ao lermos esses capítulos, procurando pela identidade de Babilônia, duas coisas são bem evidentes. Primeiro que se trata de uma “grande cidade” (Ap 17:18). E, também, que essa cidade será destruída pelo fogo (Ap 17:16). Assim, podemos concluir que ela (tal cidade) de fato é um lugar real e físico, e não meramente um tipo de entidade “espiritual”.

Embora – como já estudamos – há um aspecto espiritual da Babilônia, é claro que há também um local definido e físico, que representa o espírito de Babilônia, que será destruído pelo fogo.

E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra. (Gênesis 11:6-9)

No Velho Testamento havia uma cidade real de Babilônia. Era a capital de um império que também era chamado de Babilônia. A cidade era o centro de tudo e, portanto, era o símbolo de todo o império.

Por isso, pode ser que essa “cidade” do Novo Testamento seja mais do que simplesmente uma cidade, mas sim uma nação inteira que é tipificada pela cidade. Dessa forma, aquilo que estudaremos sobre a cidade de Babilônia provavelmente se aplica a toda uma nação e sua cultura.

Embora haja aqui alguma especulação, a evidência disso se tornará mais clara à medida que prosseguirmos.

O MERCADO MUNDIAL

Em nossa busca pela identidade de Babilônia, começaremos com as partes mais claras da revelação bíblica. Uma coisa que é muito evidente sobre a leitura desses dois capítulos é que a última Babilônia é o mercado do mundo.

Esse fato é muito importante! Aqui é confirmado que ela não é meramente uma entidade espiritual. Babilônia é o centro do comércio. É um lugar onde todos no mundo que têm algo para vender fazem comércio.

Esse mercado compra tanto, que os mercadores de toda a terra ficaram ricos através da abundância de sua riqueza (Ap 18:3). Assim, se quisermos identificar esta mulher (Babilônia), devemos olhar para algum lugar real sobre a Terra que se encaixa à descrição.

Temos uma grande lista de bens luxuosos que têm sido comprados por Babilônia. O versículo 12 diz: “…comércio de ouro e prata, pedras preciosas e pérolas, linho fino e púrpura, seda e escarlata, toda espécie de madeira odorífera, todo objeto de marfim, de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro, de mármore; canela, especiarias, perfume, mirra e incenso, vinho e azeite, flor de farinha e trigo, e gado, ovelhas, cavalos e carruagens, escravos e até almas de homens.”

É uma lista completa. Ela inclui todo tipo de item que era considerado de alto valor, atrativo e desejado nos dias em que essa revelação foi dada. Representa o melhor de todas as coisas que o mundo tem pra oferecer.

Uma vez que quase 2000 anos já se passaram desde a escrita dessa lista, algumas coisas mudaram. Temos concluído que a Babilônia que será destruída não é aquela antiga, mas uma entidade de nossos dias, consequentemente, não estaríamos extrapolando o sentido das escrituras, se afirmássemos que essa lista poderia incluir outros itens.

Talvez atualmente a lista possa ser: joias, roupas (linho, púrpura, seda, escarlata), automóveis (carruagens), mobílias (madeira preciosíssima), granito e mármore (usados nas cozinhas e banheiros atuais), todos os tipos de comidas importadas, frutas e vegetais, perfumes, especiarias e todos os tipos de animais domésticos e até mesmo empregados que são explorados por não serem cidadãos natos.

Em resumo, Babilônia importa tudo aquilo que é fabricado e produzido no mundo e que é desejável, a fim de satisfazer sua cobiça e luxúria. Portanto, para que possamos identificar Babilônia hoje, devemos encontrar uma cidade/nação que tem um insaciável desejo por todo tipo de item que seja belo e ornamental.

A GRANDE “IMPORTADORA”

É interessante que essa “cidade” demonstra que ela mesma não fabrica muito. Muitos dos artigos que ela consome são importados. Assim, podemos concluir que ela é primariamente uma nação importadora e consumista, e não produtora.

Isso é muito claro nos versículos que já lemos sobre os “mercadores da terra”, que vendem a ela tudo o que a mesma deseja. Também, no versículo 15 do mesmo capítulo, quando Babilônia é destruída, lemos que: “Os mercadores dessas coisas, que se tornaram ricos com ela, irão ficar ao longe por causa do medo do seu tormento, chorando e lamentando.”

Isso nos mostra que eles e suas mercadorias sobreviveram ao julgamento, indicando que eles não viviam ou produziam em Babilônia.

Não apenas isso, mas a Palavra de Deus nos diz como essas mercadorias chegavam a Babilônia. Isso nos dá uma importante pista a fim de que possamos identificá-la. Por favor, preste bastante atenção ao seguinte: Essas mercadorias chegavam de navio.

E não faz referência apenas a uns poucos navios, mas parece que o apetite da prostituta exige os serviços de quase todos que são donos de navios e neles trabalham, no mundo inteiro.

Os versos 17 e 18 dizem: “Todo piloto, e todo que navega para qualquer porto, marinheiros, e todos os que trabalham no mar se puseram de longe, e, contemplando a fumaça dela, clamavam.” E novamente no verso 19 esse fato se repete, os marinheiros e todos os donos de navios choravam e lamentavam, dizendo: “Ai! Ai! Da grande cidade, na qual todos os armadores se enriqueceram em razão da sua opulência!”

(A antiga cidade de Babilônia, que Saddam Hussein tentou reconstruir, não poderia ser o cumprimento dessa profecia. A Babilônia do Iraque fica centenas de quilômetros do mar, subindo o rio Eufrates, o qual não é navegável por navios).

Assim, podemos entender que Babilônia é um lugar que produz pouco e importa muito. Boa parte do que ela importa chega pelo mar. Ela mais consome do que produz. Possivelmente, sua balança comercial esteja bastante desequilibrada. Isso pode significar que a economia de Babilônia está voltada mais para o setor de serviços do que para a produção de mercadorias.

O grande volume de comércio que é feito com Babilônia suporta a ideia de que ela não é meramente uma cidade, mas uma cidade que representa uma nação. Nenhuma cidade, não importa quão grande seja, jamais poderia consumir tanto, a ponto de exigir os serviços de virtualmente todos os armadores do mundo, a fim de satisfazer os seus desejos.

Além disso, podemos seguramente concluir, a partir dessas escrituras, que a Babilônia atual, deve ter acesso por mar. De fato, deve ser bem acessível. Ela é um lugar que demanda muitas mercadorias que são importadas através de navios.

Portanto, Babilônia deve ter muitos, muitos portos, para permitir o acesso a todos os “pilotos” (Ap 18:17) do mundo, a fim de servi-la. Nenhuma cidade no mundo possui tão grande espaço portuário para acomodar tantas dezenas de milhares de navios.

Babilônia é excessivamente rica. Portanto, ela deve ser uma das nações mais ricas do mundo, ou até mesmo a mais rica. Essa é uma conclusão muito razoável a que poderíamos chegar, uma vez que, a fim de poder comprar tantos dos bens mais valiosos do mundo, ela deve ter uma grande abundância de dinheiro.

Em Apocalipse 18:19 está claro que: “…todos os donos de navios se tornaram ricos com sua opulência.” Assim, quando procuramos identificar a Babilônia moderna, devemos certamente olhar para um lugar do mundo que é conhecido por sua notável gastança e abundante riqueza. Sua população em geral possui uma renda elevada, que é gasta para satisfazê-la.

Quando falamos sobre a Babilônia física, naturalmente estamos nos referindo às características gerais de sua população. É o povo que vive em Babilônia que age de uma determinada forma, que dá a ela certa fama internacional.

Naturalmente que há exceções. Entre os habitantes da Babilônia de hoje deve existir, assim como existia nos dias de Ló em Sodoma, pelo menos uma pessoa justa.

De fato, podemos estar certos disso uma vez que Deus fala para o Seu povo que ali vive para que saiam dela (Ap 18:4). Mas, em geral, entendemos que embora haja pessoas justas vivendo nesse lugar, a principal característica de sua população é a que está descrita em Apocalipse.

BABILÔNIA ADORA O LUXO

Outra importante característica de Babilônia, uma que irá nos ajudar a identificá-la, é que ela adora o luxo (Ap 18:7,9). Na verdade, ela é viciada nisso. Ela se delicia com cada compra imaginável, com a qual ela pode satisfazer a sua alma.

Talvez suas casas estejam cheias de todo tipo de ornamento e decoração. Podemos imaginar que seus “carros” sejam bem polidos e novos. Não há dúvida de que a sua atenção está voltada constantemente para si mesma, procurando satisfazer cada vez mais a sua sede por mais conforto e prazer.

Isso, provavelmente, inclui todo tipo de compras, mais e mais roupas, mais e mais joias (Ap 17:4) e uma busca infindável pelas comidas e bebidas mais finas. Podemos dizer que ela desperdiça muito do seu tempo em compras, restaurantes e cafés.

O entretenimento também ocupa uma boa parte do seu tempo. Todo tipo de cinema, eventos esportivos, teatros e festas são o foco de sua atenção. Pode até mesmo ser verdade que carros novos, equipamentos de esporte, barcos, motor homes, jet skis e muitas outras coisas, consumam uma fatia considerável da sua renda disponível.

É provável que as pessoas da classe média da Babilônia final tenham um padrão de vida que, até muito recentemente, apenas reis e nobres podiam ter. Pode ser que suas casas estejam cheias de todo tipo de conveniência, luxo e até extravagância.

Suas televisões são grandes e seus sofás confortáveis. Seus closets nunca são grandes o suficiente para acomodar todas as roupas que eles lá empilham. Eles têm os seus “servos” eletrônicos para lavar as roupas e os pratos. E cada vez mais, em vez de prepararem suas próprias refeições, eles almoçam e jantam em restaurantes.

Se eles sentissem falta de alguma coisa, simplesmente pegariam seus “carros” e, dentro de alguns minutos, seus desejos seriam satisfeitos. Eles vivem como reis, em todos os aspectos.

Talvez você ache que estou exagerando em minhas postulações sobre Babilônia. Mas a Bíblia nos diz claramente que Babilônia vive “luxuosamente” (Ap 18:7). No mundo de hoje, viver dessa maneira deve ser viver exatamente como descrevemos. Ela é a meca do consumismo.

Babilônia acumula para si tudo o que possa conseguir. Sua economia parece ser muito dependente do consumismo. Ela ama o mundo e todas as coisas que há no mundo. Seu coração está completamente devotado em buscar tudo aquilo que este presente mundo tem para oferecer. Todos os prazeres sensuais, entretenimentos, bens e confortos disponíveis são sua constante procura.

Verdadeiramente, “…ela se glorificou a si mesma e vive em ostentação” (Ap 18:7). Em nenhum lugar, nunca, na história do mundo houve uma nação como Babilônia.

A DOMINAÇÃO MUNDIAL

Outra característica de Babilônia que nos ajudará a identificá-la é que ela detém uma composição de domínio no cenário mundial. A palavra de Deus nos diz que: “…a mulher que vistes é a grande cidade que reina sobre os reis da terra” (Ap 17:18). Isso é incrível! Babilônia é algum tipo de cidade/nação que está dominando o cenário mundial. Ela é tão poderosa e influente que podemos dizer que ela “reina” sobre outros governantes da terra. Isso nos diz que devemos olhar para um lugar que é uma espécie de superpotência, talvez a superpotência.

Babilônia deve ser obviamente um local muito proeminente. Embora ela provavelmente não governe o mundo de forma direta, ela domina os outros governantes e nações. Ela encontra maneiras para influenciar os outros países, fazendo com que façam a sua vontade. Nós não podemos afirmar, a partir das escrituras, se isso é feito de forma diplomática, militar ou por meio de pressão econômica, mas é claro que o seu poder e influência são tremendos.

Sem dúvida alguma, devido a sua posição dominante, Babilônia está orgulhosa. Seu coração está exaltado por causa de sua posição e poder. Ela está totalmente voltada para si mesma e acha que é a melhor, em todos os aspectos.

Alguns dos mercadores de Babilônia (e talvez corporações) são mundialmente famosos. A influência financeira deles domina. Talvez alguns desses mercadores têm se tornado bilionários, e os seus nomes são conhecidos por quase toda parte. Lemos: “Porque seus mercadores eram os grandes homens da terra” (Ap 18:23).

A final manifestação dessa prostituta está totalmente confiante em sua força e invencibilidade. Provavelmente, ela fica numa localização que está isolada do resto do mundo e, assim, sente-se muito segura. Ela imagina que ninguém poderia derrubá-la. “Ela diz em seu coração, ‘Estou assentada como uma rainha, e não sou viúva, e não verei o pranto’ ” (Ap 18:7).

Talvez ela até acredite que sua posição e riqueza são frutos da benção de Deus. Essa atitude de orgulho, dominação do mundo e senso de grande segurança são características que podemos usar, a fim de identificar a Babilônia moderna.

ENFATIZANDO O SEXO

Um dos atributos mais óbvios que usamos para identificar uma prostituta é a promiscuidade. Babilônia não é apenas uma prostituta, mas a “grande” prostituta (Ap 17:1). Portanto, o que podemos esperar ver é que a sociedade de Babilônia está obcecada por sexo. Ela está obstinada por isso.

Talvez a mídia dessa localidade esteja impregnada por todos os tipos de fotografias sugestivas, artigos sórdidos e filmes indecentes. Ela está provavelmente sempre procurando cada vez mais estímulo na área do sexo. Portanto, nudez e imoralidade de todo tipo e descrição devem ser muito comuns em suas fronteiras.

Podemos esperar que aqueles que têm influência nas indústrias do entretenimento, tais como cinema, música e imprensa, estejam constantemente tentando se superar, para ver quanto de imoralidade podem promover.

Antes de chegar o seu julgamento, Babilônia provavelmente estará igual ou pior do que Sodoma e Gomorra. Estará tão perversa quanto os habitantes da terra, nos dias de Noé. Seu apetite pelo luxo estará no mesmo patamar que a sua concupiscência pelo sexo de todo tipo.

Sabemos, por exemplo, da história de Ló e da sua fuga de Sodoma, que os cidadãos daquela cidade se ajuntaram à sua porta, exigindo que ele lhes entregasse os dois varões. Eles queriam abusar deles sexualmente, à vista de todos.

Podemos imaginar que Babilônia também, antes de vir o seu julgamento, abandone qualquer vestígio de consciência ou pudor. Ela irá mergulhar em todo tipo de sexo.

SEXO LIVRE GERA VIOLÊNCIA

Não sei por que, mas estas duas coisas – sexo livre e violência – andam de mãos dadas. Nos dias de Noé, não apenas havia imoralidade de toda sorte, mas “a terra ficou cheia de violência” (Gn 6:11). Assim, podemos esperar que, antes do final desta era, iremos ver não apenas uma ênfase cada vez maior sobre a nudez e sexo, mas também um aumento da violência.

Até que, finalmente, Babilônia se torne tão cheia de imoralidade, perversão e concupiscência irrestrita, que uma legião de demônios e espíritos imundos são atraídos a ela. Quando a sua depravação atinge o ápice, ela então se torna “…uma habitação de demônios, e guarida de todo espírito imundo e de toda ave imunda e detestável” (Ap 18:2).

Sem dúvida alguma, esses espíritos malignos proliferam lá, como moscas sobre carcaças mortas, a fim de poderem participar do ato e de estimular mais e mais os apetites impuros de seus habitantes.

Por muitos anos, quando lia essa passagem, achava que a condição de Babilônia de estar saturada por demônios era algo que aconteceria após a sua destruição. Mas hoje, uma leitura cuidadosa mostra algo diferente.

Vemos que essa é a sua condição antes de ser julgada. É o seu estado decadente e caído que atrai todo tipo de espíritos malignos e demônios. Essa infestação de demônios aparentemente acelera sua queda moral, levando-a, assim, ao julgamento.

Nenhum de nós sabe a quanto tempo estamos do fim desta era. Qualquer um que afirme saber isso está enganado e não deve ser ouvido. Portanto, devemos presumir que, embora Babilônia, no fim irá chegar ao extremo do egoísmo, sexo livre e violência, ela provavelmente ainda não alcançou esse nível. De fato, ainda não há no momento, nenhum lugar no mundo, que poderia cumprir completamente essa descrição.

Consequentemente, devemos concluir que Babilônia ainda não chegou a essa condição, mas que está a caminho. Lemos em Apocalipse 18:2 que “Caiu, caiu a grande Babilônia.” Aqui vemos que Babilônia não começou nesse estado moral caído.

Evidentemente ela um dia já esteve melhor do que isso, mas caiu cada vez mais até ficar duas vezes caída. Assim, quando procurarmos identificar a Babilônia de hoje, devemos olhar para uma cidade/nação rica e consumista, que esteja num processo evidente de declínio moral.

O VINHO DE SUA FORNICAÇÃO

Na mão da grande prostituta está um cálice de ouro, o qual está cheio de alguma coisa. Essa alguma coisa é a “abominação e a imundície de sua prostituição” (Ap 17:4). Esse cálice contém uma mistura da sua concupiscência desenfreada por riquezas, conforto, prazeres e sexo, incluindo perversão de todo tipo.

Seu cálice está cheio – isto é, seu pecado alcançou o ponto de saturação. Mas está ela arrependida? Está ela procurando perdão e libertação de sua situação degradante? Não! Em vez disso, ela está ocupada, tentando seduzir outros a beberem do mesmo cálice. Usando todo o seu poder, ela está levando outros ao mesmo estado vergonhoso em que se encontra. E ela está sendo bem sucedida.

A Bíblia diz que os “…habitantes da terra se embriagaram com o vinho de sua fornicação” (Ap 17.2). Não apenas ela “reina” sobre as nações, manipulando-as para que façam a sua vontade, mas ela também usa a sua proeminência para espalhar a sua sujeira e costumes imorais sobre todo o globo.

Mas como ela consegue fazer isso? As escrituras não mostram, mas podemos deduzir um pouco. Pode ser que através da mídia: dos produtores de filmes, dos editores de revistas e da indústria da música, Babilônia esteja publicamente desempenhando o seu papel de prostituta e seduzindo as pessoas a agirem do mesmo modo que ela.

Poderia ser que o cinema e os espetáculos de televisão que ela produz estejam cheios de todo tipo de piadas sujas, imoralidade sexual, um aumento da nudez e uma ênfase na perversão. É possível que os artistas e cantores de Babilônia glorifiquem, através de suas formas artísticas, todo tipo de concupiscência satânica, impureza sexual e rebelião contra as leis de Deus.

É bem possível que, em vez de ficar envergonhada, ela ainda glorifique a sua imoralidade e concupiscência desenfreada pelo prazer, numa tentativa de atrair a outros.

O triste é que ela está obtendo êxito. Ao redor do mundo, as pessoas estão bebendo desse vinho. Eles estão escutando, lendo e vendo – através de muitas fontes – sobre o comportamento vergonhoso da prostituta. Em vez de ficarem chocados, eles ainda correm cegamente atrás dela.

Sim, as nações estão embriagadas com o vinho de sua fornicação. Elas estão fazendo de tudo para ficar parecidas com ela. Há um lugar no mundo hoje em dia que as nações invejam e ambicionam imitar. Quando identificarmos esse lugar, então também identificaremos a Babilônia física de hoje.

Por toda parte que você vá, em muitas nações, homens e mulheres estão intoxicados com uma única ideia: ser próspero e bem sucedido, assim como Babilônia. Eles admiram sua infraestrutura integrada. Eles gostam da maneira como a sociedade de Babilônia parece funcionar. Eles desejam alcançar o mesmo padrão de vida. Eles têm inveja do aparente senso de segurança e do padrão de vida que ela exibe.

Todo aquele luxo, prazer, riqueza e imoralidade parecem ser muito atraentes para a maior parte dos habitantes da terra. Eles estão profundamente entorpecidos com a ideia de ser exatamente igual a ela.

Sem nenhuma dúvida, algumas nações têm inveja, mas fingem que não, porém lá dentro todas desejam ter aquilo que Babilônia tem. Elas querem ser tão ricas, poderosas, confortáveis e pecadoras quanto a prostituta. É dessa forma que Babilônia está dando à luz as suas filhas. Ela está se reproduzindo em todo o mundo. Assim, ela se torna conhecida como “…a mãe das prostitutas e das abominações da terra” (Ap 17:5).

Esse é o nome que Deus dá a ela. Ela está fazendo o máximo para trazer todos que puder ao seu nível, para que bebam e rolem na sujeira com ela. Você conhece algum lugar parecido com isso? Se você nunca viajou para outros países, talvez nunca tenha observado essa intoxicação nas outras nações em querer ser igual à Babilônia. Mas quando você visitar outras partes do mundo, logo irá perceber que há um lugar, apenas uma nação, com quem todas as outras querem ser parecidas, ou para onde as pessoas querem se mudar. Isso é os Estados Unidos da América.

Muitos irão insistir que a desprezam, mas em seus corações eles querem ser como ela. Verdadeiramente as nações estão embriagadas com o vinho de sua fornicação.

Este estudo é parte integrante do livro Babilônia. Baixe gratuitamente.

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Publicado às 15 de fevereiro de 2020 por em Anticristo e marcado , , , , , , , , , , .

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