Uma Estranha Santidade

UMA ESTRANHA SANTIDADE
[Por Markus DaSilva, Th.D. (Semeadores da Palavra)]

Vivemos em cavernas. Sim, essa é a acusação que frequentemente recebemos dos inimigos da santidade. Segundo eles, os perdidos não podem ouvir de nós o evangelho porque vivemos separados do mundo. Falam que os descrentes fogem da nossa presença porque somos diferentes. Acreditam que um ministério, para ser eficaz, precisa consistir de pessoas que vivem entre os mundanos, fazendo aquilo que eles fazem. Acreditam que os ímpios precisam se identificar com os cristãos, se sentir à vontade na casa de Deus.

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É exatamente baseado nesta filosofia que cada vez mais se torna impossível distinguir os filhos da luz dos filhos das trevas (Mt 13:24-30). Possuem um linguajar semelhante, um vestuário semelhante; participam dos mesmos entretenimentos, dos mesmos prazeres; seguem em uma mesma direção, sonham os mesmos sonhos (Ef 4:17-18). É pensando assim, que em muitas igrejas, alguém que não está acostumado pode ficar na dúvida se entrou em uma casa de oração ou em um salão de festas.

Mas a quem estes cristãos estão enganando? Certamente que não a Deus! Enganam a si mesmos, mas não é um engano sem malícia, pois, conhecem a Palavra (Jo 9:41). Conhecem, mas não obedecem. Para justificar o amor que têm por este mundo, criaram uma estranha versão de santidade. Falam de santidade, escrevem nas camisetas, choram, levantam as mãos e cantam louvores falando dela, mas não a vivem (Mt 7:21). Defendem uma santidade sem separação: um paradoxo.

Qualquer estudante da bíblia sabe que ser santo significa ser separado, colocado à parte, consagrado (2Co 6:17). Quando se aproximava o dia que Jesus ia nos deixar fisicamente, ele orou ao Pai por mim e por você. Preocupou-se com a nossa situação neste mundo contaminado pelo mal. Gostaria que estivéssemos com ele no céu, mas reconheceu que, assim como ele, o nosso tempo neste mundo deve ser cumprido: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (Jo 17:15). Aí está a cruz do verdadeiro seguidor de Cristo: viver no mundo, sem fazer parte dele (Jo 17:16). Como isso é possível? Como podemos nos manter distantes daquilo que tanto nos atrai? Através da verdade: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17:17). Somos santificados, ou separados do mundo, pela verdade que encontramos na Palavra de Deus; verdade não apenas lida, mas obedecida (Tg 1:22). Quem não está disposto a obedecer à palavra de Cristo não o ama e não conhece a genuína santidade.

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Antes que alguém o diga, deixe-me esclarecer um ponto: sim, Jesus visitou e comeu com os pecadores, mas nunca ensinou os seus discípulos a serem como eles. Os pecadores não eram atraídos a Cristo porque se identificavam com ele, como se Jesus fosse igual a eles, mas sim porque viam nele o caminho da restauração. Procuravam alívio; desejavam descanso. A diferença, e não a semelhança, os fascinava (Mt 7:28-29; Jo 7:46). Espero te ver no céu. —Markus DaSilva.

Florida, USA. January, 2017
© Copyright 2012-2017 US Library of Congress by Markus DaSilva – All rights reserved worldwide.

NATAL: Tempo de evangelizar

Nos últimos dias apresentamos na nossa fanpage do facebook o verdadeiro significados dos símbolos usados no Natal, e pudemos aprender como o paganismo que Deus rejeita hoje é tão assíduo dentro dos lares e das igrejas. Não devemos nos amoldar aos padrões desse mundo, conforme nos ensina a Palavra de Deus. Logo, expurgadas das nossas vidas, e das nossas celebrações, os símbolos e práticas pagãs, penso que, a exemplo da chamada “semana santa” em que as Igrejas sempre souberam aproveitar bem para evangelizar, podemos e devemos aproveitar a semana natalina para realizar cultos evangelísticos genuinamente cristãos, e anunciar ao mundo o verdadeiro sentido do nascimento e  vida de Cristo sobre a terra, que poderá até começar com a manjedoura, mas deverá incluir sempre a história da cruz!
Natal sem a cruz não é o verdadeiro natal de Jesus!
Não há mandamento ou instrução alguma na Bíblia para se celebrar o nascimento de Cristo! Somos orientados sim a lembrar da sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida (I Cor. 11:24-26; Jo. 13:14-17).

Jesus disse: “E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus.” (Mateus 15:6). Tenhamos zelo na observância da Palavra de Deus! Não olhemos para trás, mas como bons atalaias anunciemos ao mundo que Cristo em breve vem, e os olhos e esperança do mundo devem estar fitos nos céus, com uma vida rendida ao evangelho da salvação, e não para a terra e seus prazeres passageiros e maus.

A seguir apresentamos dois videos sobre o assunto! Assista!

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)

 

Para ouvir uma mensagem mais abrangente sobre o Natal, acesse o video abaixo.

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1.14)

Você realmente espera no Senhor?

33-1210498515t3lnO Professor Walter Mischel decidiu expor crianças de quatro anos a um difícil dilema. Elas precisavam escolher entre duas formas de recompensa:

1) Ganhar apenas um cookie, a qualquer momento desejado.
2) Ganhar dois cookies depois de esperar, necessariamente, por 15 minutos.

Essa espera, entretanto, era influenciada por determinadas tentações. As crianças precisavam aguardar sozinhas em uma sala, olhando para uma mesa com dois objetos: um cookie e uma campainha acionável para receber o cookie. Não havia qualquer brinquedo, livro, quadro ou ponto de distração dentro da sala.

Todo esse experimento foi acompanhado através de um vidro com visibilidade de fora para dentro,
mas não de dentro para fora. Cerca de metade das crianças topou esperar os 15 minutos, em troca dos cookies dobrados. Elas foram apelidadas de “resistentes”.

A conclusão mais importante não está aí, mas sim nos 10 a 15 anos de intervalo após a pesquisa ter sido concluída. Aquelas crianças resistentes transformaram-se em adultos pouquíssimo propensos ao uso de drogas e com notas elevadas em exames escolares de proficiência.

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Usando como exemplo o experimento acima, faço-vos uma pergunta? Você realmente espera com paciência no Senhor? Seja sincero!

Nesse mundo tecnológico, online, apressado, com tantas coisas para desviar nossa atenção e minar nossa paciência por esperar por qualquer coisa cotidiana, como é possível que um cristão possa ESPERAR COM PACIÊNCIA NO SENHOR?

Esse é o grande dilema atual na vida de muitos, pois até mesmo as promessas santas e fiéis de Deus parecem demorar demais pra acontecer, e até que aconteçam, desfalecemos na fé, dormimos no sono do entretenimento, da distração fácil, onde a confiança é deteriorada por nossa carnalidade do imediatismo.

Mas saibam pois que, Deus é eterno, o tempo dele não é o nosso, e nossa espera Nele é como um tratamento espiritual para que estejamos prontos para receber a benção prometida! O salmista afirma que ELE OUVIU O CLAMOR, mas de quem? De quem esperou NELE.

Há duas coisas, diz o salmista, que podem nos aliviar de nossa impaciência, em atitude de espera no Senhor. A primeira é crer que, segundo a Sua palavra, Ele sempre se inclina para nós. Ele se inclinou para nós na manjedoura. E, também, na dureza da cruz. E, paternalmente, no envio do consolador. A segunda coisa é crer que Ele já “ouviu o meu clamor”.

Mat_24:13 Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.

Espere confiantemente no Senhor, nas suas santas promessas e no seu grande e eterno amor. Você não vai ganhar dois cookies, você ganhará uma vida eterna!

Shalom!

HÁ ALGUM PARALELO ENTRE EZEQUIEL 16 E APOCALIPSE 17?

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“Eis que todo o que usa de provérbios usará contra ti este provérbio, dizendo: Tal mãe, tal filha” Ezequiel 16:44

Antes de iniciarmos, peço que os irmãos (ãs) coloquem agora diante do altar de Adonai as vossas vidas e peça a Ele que abra os seus olhos para que consigam enxergar o próprio erro, ao invés de terceiriza-lo a outrem; porque cada um comparecerá individualmente ante o tribunal de Cristo um dia para receber segundo a suas próprias ações. Então façamos diante do que É 3x santo a mesma oração que fez Davi: “Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão” Salmos 19:12-13.

Meus amados (as) é uma verdade inquestionável de que não gostamos de ouvir sobre os nossos próprios pecados, mas é imprescindível tratarmos desse assunto enquanto há fôlego de vida em nossas narinas, porque depois que não houver mais vida física em nós, ou depois que Cristo voltar não será mais possível tratarmos desse assunto novamente, ao contrário como diz as sagradas escrituras, após dormirmos aguardaremos o julgamento para receber segundo as suas ações em vida: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” Daniel 12:2. “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” Hebreus 9:27.

Da mesma forma os que estiverem vivos na volta do glorioso Messias, aguardarão para serem julgados segundo as suas obras, segundo o que está escrito nos livros e o julgamento será tanto para os vivos, quanto para os que já morreram ou morrerão (Daniel 12:1; Malaquias 3:16-18; 2 Coríntios 5:10 e Apocalipse 20:11-15) e isso não é uma doutrina nova ou uma doutrina da antiga aliança (Antigo testamento), mas é uma doutrina, ou melhor, uma verdade eterna dita pelo El Olam (Deus Eterno).

Então meus queridos (as) irmãos (ãs) não se desespere quanto a essa questão, porque antes de transmitir essa mensagem para vocês, o próprio D-us tratou primeiramente com o mensageiro, no entanto quando reconhecemos o nosso próprio erro e pecado por obra do Espírito Santo (João 16:8) e nos arrependemos por causa de nossas transgressões, então nos é revelado um pouco mais da virtude e da essência do nosso Pai e Senhor; e em resposta a isso Ele nos dá o escape e o conselho para sermos salvos. Continuar lendo

Até que a morte os separe? Ou até que minha vontade nos separe?

A “bomba” midiática: A SEPARAÇÃO DO CASAL WILLIAM BONNER E FÁTIMA BERNARDES, depois de uma relação que durou 26 anos e lhes rendeu três filhos. No Twitter, os comentários revelavam a estupefação dos seguidores dos jornalistas. Vários diziam não mais acreditar no amor e no casamento.2481644425_5f9ba80250_z

Ironicamente, no programa “Encontro comFátima Bernardes”, na manhã de ontem, o tema foi como manter um casamento duradouro. Os entrevistados destacaram coisas importantes como paixão, respeito, companheirismo, tolerância. Mas ninguém falou do principal “ingrediente” para um casamento feliz e longevo: DEUS. Sim, Aquele que é invocado no altar, quando são pronunciadas as palavras “O QUE DEUS UNIU NÃO O SEPARE O HOMEM ”. Porque é Deus que habilita a ter e manter estas coisas…

O grande problema é que o casamento vem perdendo sua aura de santidade. A destruição gradativa da cosmovisão criacionista e a descrença nos primeiros capítulos da Bíblia – quando não nela toda – têm transformado o matrimônio em uma simples experiência de viver juntos, sem grandes responsabilidades; uma relação descartável baseada na conveniência. Quando se tem noção de que algo é santo, há respeito. Quando não, resta a desconsideração e, às vezes, até o desprezo.

Não vou julgar o casal global, até porque não tenho esse direito nem conheço os detalhes que envolvem a separação deles. Apenas quero aproveitar o “gancho” para refletir sobre um problema que vem assolando muitas famílias, inclusive as que se dizem cristãs: o drama da separação. É verdade que há casais que permanecem casados por toda a vida, numa relação de fidelidade e amor. Emocionam as histórias de idosos que perdem o cônjuge e, em seguida, se entregam à morte. Alguns morrem de mãos dadas. Ainda nesta semana comoveu o mundo a história do casal canadense octogenário que chorou desconsoladamente ao saber que cada um teria que viver em uma casa de repouso diferente. As pessoas se emocionam com esse tipo de história pois, no fundo do coração, é com isso que sonham. Querem um amor para a vida toda. Alguém que sinta a ausência do ser amado como se faltasse uma parte de si mesmo. A despeito desse anseio, mais da metade dos casamentos termina em divórcio. E no rastro dessas rupturas, frequentemente ficam crianças com os sentimentos destruídos, esmagados.

O que está faltando para os casais? Os programas de TV seculares, quando tratam do tema, geralmente enfatizam o aspecto sexual. Sem “novidades”, não há casamento que dure. Sem paixão, a graça da relação acaba. Mas um dia a idade impõe certos limites; o corpo já não é mais aquele de 20, 30 anos atrás. E aí, quando esse tempo chega, o que sobra?

E quanto aos defeitos morais, psicológicos, emocionais do cônjuge? Existe alguém perfeito? Separação vai resolver o problema? Um eventual novo relacionamento também não vai acabar revelando problemas diferentes – às vezes iguais – no caráter do “novo amor”? Evidentemente que há situações em que a manutenção de um relacionamento se torna inviável. É o caso da violência ou mesmo da infidelidade contumaz. Mas que tem havido cada vez menos coragem e disposição para lutar pelo casamento, isso tem. Homens têm se recusado a assumir seu papel de protetor, sacerdotes da família capazes de dar a vida pela esposa e pelos filhos. É verdade que até existem aqueles que dizem ser capazes de dar a vida, mas não se esforçam sequer por dar um pouco de tempo, de atenção, de carinho. Dizem que, se preciso, morreriam pela pessoa amada, mas não conseguem ou não querem sequer viver por ela.

Talvez contaminados pelo feminismo, ou pelo hedonismo, ou ainda pelo consumismo (que, aplicado aos relacionamentos, faz com que as pessoas sejam vistas como meros objetos para consumo), alguns homens não mais se preocupem com detalhes cavalheirescos como abrir a porta para a esposa ou dar-lhe uma flor ou um presentinho fora de hora. Vejo com tristeza situações reveladoras como um marido se levantar num ônibus e sair na frente, deixando a esposa para trás. Vejo indignado maridos não valorizarem a missão da mãe ou a beleza da mulher com que escolheram dividir o teto… Por que casar com alguém a quem não se quer fazer feliz? Está faltando varonilidade neste mundo. Homens que sejam homens de verdade, segundo o plano de Deus… Que sintam a alegria de protegê-la e demonstrar seu amor por ela.

Os homens, por sua vez, gostam de ser respeitados e valorizados. Será que as esposas têm feito isso? Será que elas têm se esforçado para reconhecer as boas qualidade do marido, ou tudo o que fazem é criticá-lo por causa de defeitos periféricos, deixando de reconhecer as virtudes e potencialidades do rapaz com quem escolheram se casar? É em casa, principalmente, que o homem recarrega suas baterias a fim de enfrentar o mundo hostil. Se, para a esposa, ele é o Super-Homem, não haverá obstá-lo capaz de impedi-lo.

Essas pequenas atitudes constroem os relacionamentos. Que tal pedir ajuda a Deus? Que tal ler (ou reler) bons livros sobre relacionamento conjugal e procurar colocar em prática os conselhos aprendidos (ou recordados)? Nos esforçamos para tantas coisas… Procuramos ler sobre o carro novo que queremos comprar; sobre o celular objeto de consumo; sobre o time do coração… Gastamos tempo com o mestrado, com os desafios do trabalho, etc. Dedicamos o melhor do nosso tempo e dos nossos esforços com coisas que um dia passarão. E a família?

Casamento é um invenção de Deus, criada e celebrada por Ele lá no Éden. Por isso, dificilmente funciona bem quando os cônjuges deixam seu Criador de lado. Casamento é uma bênção para a vida toda, quando convidamos o Deus da vida para permanecer conosco até a morte. É Ele quem abranda nossa impaciência e intolerância (quando pedimos, é claro). É Ele quem nos mostra os erros que nossos pais cometeram em relação a nós (muitas vezes sem querer), a fim de que não os repitamos em nosso lar. É Ele quem nos enche de amor desinteressado, pois Ele é a fonte de todo amor – Ele é amor. É Ele quem nos dá sabedoria para educar os filhos no caminho do bem e da verdade, a fim de que as bênçãos de que desfrutaram em nosso lar possam ser estendidas ao futuro lar deles, e dali para muitos outros lugares, numa relação em cadeia maravilhosa e bendita.

Casamento sem Deus é um risco; uma roleta-russa capaz de fazer muito estrago, causar muita tristeza. Casamento com Deus, quando Ele não fica apenas no altar e nas boas intenções, é uma escolha, uma decisão que tem consequências eternas.

O Salmo 127:1 diz: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.” Se Deus não fizer parte do seu casamento, do seu lar, tudo será vão. Que tal dedicar tempo para orar juntos? Que tal começar hoje a separar um momento para o culto em família? É disso que precisamos!

Não olhe para os casais “perfeitos” que fracassaram. Não desanime! Olhe para Jesus e tenha a certeza de que Ele quer abençoar seu casamento e sua família. Deus nunca mudou de planos. O casamento continua sendo uma bênção. Depende de você aceitar e valorizar o presente. Todos os dias. (Michelson Borges)

O REINO DOS CÉUS SEGUNDO A LEI DA SEMEADURA E DA COLHEITA

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O Reino dos céus está intrinsecamente ligado à lei da Colheita e à apresentação do fruto dos justos a Adonai, no grande dia em que Seu Filho aparecerá na nuvem dos céus. Todo o evangelho está contido nesses princípios, princípios que foram revelados como mistério ao povo hebreu em Êxodo 23, e para muitos (de todas as nações permanecem oculto, porque se fizeram tardios e duros para entender os mistérios celestes). Em Êxodo 23 está contido o mistério da salvação de toda a humanidade e de todas as eras, desde que Adonai revelou o Seu plano no 3° dia da criação [ver Gênesis 1:11-13] e depois somente no 6º dia foi criado o homem [ver Gênesis 1:26-31]. Porém o que se deve atentar é que as sementes só foram brotar depois do homem haver sido criado [ver Gênesis 2:2-9], então o que o Criador poderia estar nos ensinando com isso? É que as árvores e as plantas foram criadas, além de produzir alimentos, para ensinar o ser humano a lição de que, assim como Elohim criou as árvores para que o ser humano se alimentassem através da apresentação dos seus frutos (e tem sido assim desde a criação, pois o Criador mantém a Sua parte enviando chuva sobre a terra para que as árvores apresentem os seus renovos); assim também espera o Amado Filho de D’us o dia em que sua noiva O apresentará os frutos que um dia Ele plantou aqui neste mundo [ver Cantares 7:10-13].

E quais são os frutos que Ele espera encontrar? Falaremos disso um pouco mais tarde. Mas a princípio é importante entendermos sobre a videira de quem ela trata, e esse é um assunto muito complexo e contém mistérios celestes profundos.

A videira é o próprio Filho de Deus (João 15:1) onde o caráter e os princípios do Pai estão guardados, e essa mesma possui na sua essência o vinho (o Espírito Santo de Deus), por isso Ele teve que ser moído e esmagado [ver Isaías 53:5] para trazer para a humanidade o perfeito vinho, tal como o fruto da vinha é esmagado para trazer o vinho. Continuar lendo

MALDIÇÃO HEREDITÁRIA – PARTE 2

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O Brasil na década de 90 foi invadida por uma onda de livros com os temas de batalhas espirituais, que colocava o diabo em igualdade com Deus; comparando assim o mal com o bem como tendo o mesmo poder, o que faz com que as pessoas esqueçam que somente Deus é Onipotente e que satanás e seus anjos como qualquer outra criatura que Deus criou são limitados e agem de acordo com a permissão de Deus. Mas o que na verdade quero dizer foi que com a explosão desses temas voltados à batalha espiritual, também veio uma enxurrada de doutrinas loucas envolvendo o mundo espiritual e um deles é esse tópico de maldição hereditária que se alastrou no meio das igrejas (principalmente nas pentecostais e neo-pentecostais). Mas se formos ver a luz das escrituras, em toda a narrativa nunca houve nenhum caso em que os filhos herdaram maldições espirituais por causa do erro dos pais, o que a bíblia relata é as consequências do pecado de alguns, como no caso de Davi por causa do pecado do adultério e assassinato que ocasionou um grande desastre na família de Davi; mas não por causa de um espírito e sim por causa do coração dos próprios filhos de Davi. Porque se fosse seguir o padrão de “maldição hereditária” não haveria diferença entre Absalão, Amnon e Salomão por exemplo. Continuar lendo

Maldição  Hereditária 

Se você está em busca de algum artigo sobre esse tema provavelmente você ou alguém próximo frequenta uma igreja que prega essa heresia.

Essa doutrina passou a ser muito difundida no Brasil pelas igrejas que fazem parte dos seguintes movimento: G12, M12, R12 e MDA. Infelizmente a maioria das igrejas evangélicas tem aberto as portas para algumas bizarrices, como essa que iremos estudar agora. Vamos analisar uma das passagens que são usadas pelos defensores dessa doutrina:

“Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos”. (Êxodo 20:5,6)

Vamos analisar esse versículo, as igrejas que pregam isso ensinam que as pessoas que são viciadas em álcool, adultério, prostituição, etc… tem um espírito que acompanha de geração em geração. São chamados de espírito do alcoolismo, espírito do adultério e espírito da prostituição, estes são somente alguns exemplos, mas devemos fazer a seguinte pergunta sobre esse texto:

1 – O texto está falando sobre o que?

Respondendo essa pergunta, o texto está falando sobre o pecado de idolatria da nação de Israel. Essa resposta é obvia, mas passa desapercebida por quem prega que existe esta maldição.

2 – Esse texto fala sobre alguma coisa de espírito de alcoolismo, prostituição, etc?

Em nenhum lugar! Quem ensina essas coisas querem na verdade forçar o texto a dizer algo que ele não diz, como acabamos de ver.

Mas então o que essa passagem diz?

Simples, essa passagem diz que o pecado tem consequências, para quem pratica e para os outros também. Os filhos que pecam pelo exemplo que seus pais deram, demonstram que não amam a Deus, mas de forma alguma Deus irá amaldiçoar o filho dos idolatras somente por serem seus filhos, mas sim se eles houvessem se tornado idolatras como seus pais. Da mesma forma acontece com os fieis, Deus não vai abençoar os filhos dos fieis somente por serem seus filhos, mas somente se eles também forem fieis!

Quando a Bíblia fala das maldições no Antigo Testamento, somente são amaldiçoadas pessoas que não tinham comunhão com Deus, como está escrito em Deuteronômio e Malaquias:

“E Moisés deu ordem naquele dia ao povo, dizendo: Quando houverdes passado o Jordão, estes estarão sobre o monte Gerizim, para abençoarem o povo: Simeão, e Levi, e Judá, e Issacar, e José, e Benjamim; E estes estarão sobre o monte Ebal para amaldiçoar: Rúben, Gade, e Aser, e Zebulom, Dã e Naftali. E os levitas testificarão a todo o povo de Israel em alta voz, e dirão: Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao Senhor, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo, respondendo, dirá: Amém. Maldito aquele que desprezar a seu pai ou a sua mãe. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que remover os limites do seu próximo. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que fizer que o cego erre de caminho. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que se deitar com a mulher de seu pai, porquanto descobriu a nudez de seu pai. E todo o povo dirá: Amém.Maldito aquele que se deitar com algum animal. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que se deitar com sua irmã, filha de seu pai, ou filha de sua mãe. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que se deitar com sua sogra. E todo o povo dirá: Amém. Maldito aquele que ferir ao seu próximo em oculto. E todo o povo dirá: Amém.Maldito aquele que aceitar suborno para ferir uma pessoa inocente. E todo o povo dirá: Amém”. Deuteronômio 27:11-25

“Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos Exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração”. Malaquias 2:2

A Bíblia também diz que aqueles que são fiéis são abençoados, conforme lemos nas seguintes passagens:

Velho Testamento

“Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? E como denunciarei, quando o Senhor não denuncia?”
Números 23:8

“Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; neste tempo se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem realizado!” Números 23:23

“A maldição do Senhor habita na casa do ímpio, mas a habitação dos justos abençoará”.
Provérbios 3:33

“Como ao pássaro o vaguear, como à andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá”.
Provérbios 26:2

Novo Testamento

“Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós”. Romanos 8:33,34

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca”. 1 João 5:18

Todos nós nascemos pecadores (pecado original) , porem nós somos responsáveis pelo próprio pecado e prestará contas a Deus sobre esses atos, como está escrito:

Antigo Testamento

“Naqueles dias nunca mais dirão: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram. Mas cada um morrerá pela sua iniqüidade; de todo o homem que comer as uvas verdes os dentes se embotarão”. Jeremias 31:29,30

A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele. Ezequiel 18:20

Novo Testamento

“Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado”. Romanos 6:6,7

“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”. 1 Coríntios 5:7

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”; Gálatas 3:13

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo”. Colossenses 2:14,15

Como acabamos de ver não encontramos em nenhum lugar na Bíblia apoiando essa doutrina, portanto podemos seguramente classifica-la como heresia.

Chegamos ao final desse estudo e pudemos concluir baseado em tantos textos Bíblicos, que em nenhum momento a Bíblia apóia essa doutrina. Fiquemos em alerta, pois há várias crenças que estão entrando na igreja e quase passam despercebidas como essa doutrina conhecida como maldição hereditária. Deixo esse verso no final para nossa reflexão e alerta:

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição”. 2 Pedro 2:1

 

Por Lauro César B. Serrano – Evangelho Inegociável