Porque Sodoma e Gomorra foram destruídas?

A cidade de Sodoma é citada por nome em quase 50 versículos bíblicos, quase sempre com destaque na sua maldade. Destruída por Deus quase 2.000 anos antes da vinda de Jesus, Sodoma se tornou um provérbio em Israel e um sinônimo de alguns dos mais perversos pecados em diversos idiomas.

Sodoma e outras cidades da planície do Jordão foram destruídas por suas abominações diante de Deus. Uma região anteriormente fértil e conhecida por suas ricas pastagens se tornou uma terra deserta e morta. Muitos acreditam que o local dessas cidades seja atualmente o lugar do mar Morto, tão salgado que nem peixe vive nas suas águas.

No uso comum da palavra Sodoma e suas derivadas, o significado dos pecados de Sodoma tem sido perdido ou expandido. Ao longo da história, a palavra sodomia passou a identificar, até nas leis de alguns países, atos que nem sequer são mencionados nos relatos bíblicos sobre a cidade. Por outro lado, muitos seguem tendências de reescrever a Bíblia para justificar erros claramente condenados nas Escrituras, e assim desviam os olhos das realidades que levaram à destruição de Sodoma.

Deus condenou e destruiu Sodoma. Ele mesmo disse: “Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito” (Gênesis 18:20). Se não observarmos os motivos que ele nos comunicou nas Escrituras, correremos real risco de imitar seus erros e receber a mesma condenação divina. Os pecados de Sodoma foram vários. Erramos em omitir qualquer dos avisos divinos baseados no mau exemplo dessa cidade antiga. Não devemos nos preocupar tanto com os sentidos modernos das palavras relacionadas a Sodoma, e sim com as advertências e orientações divinas sobre o perigo de imitar seus erros fatais.08_10_2015__17_05_46946044e520e2225fe85e1573d5d3eb73db003_640x480

Sodoma foi conhecida por seu orgulho, prosperidade e tranquilidade (Ezequiel 16:49). Prosperidade e tranquilidade podem ser até bênçãos de Deus, mas quando acompanhadas por soberba e falta de preocupação com os outros, se tornam sintomas da depravação de um povo. Deus disse no mesmo versículo, que Sodoma: “nunca amparou o pobre e o necessitado”.

Sem dúvida, o crime mais notável em Sodoma foi a sua imoralidade sexual. O registro de Gênesis 18 e 19 frisa claramente esse comportamento. Quando o Senhor mandou dois anjos, em forma de homens, à cidade, “Mas, antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa, os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; e chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles” (Gênesis 19:4-5). Apesar das tentativas mais recentes de redefinir o pecado de Sodoma, o contexto do capítulo e outras referências bíblicas mostram que um aspecto do erro foi a procura de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Um dos autores do Novo Testamento disse: “como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição” (Judas 7). Em outro texto, o apóstolo Paulo escreveu: “Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Romanos 1:26-27).

Homens podem fazer leis diferentes, e qualquer um pode exercer a liberdade de rejeitar a Bíblia como a palavra de Deus, mas o estudo honesto das Escrituras nos leva à conclusão de que não são autorizadas relações sexuais fora do padrão definido quando Deus criou homem e mulher e instituiu o casamento. O próprio Jesus apoiou o plano original do casamento (Mateus 19:4-6), e Paulo reforçou esse ensinamento quando escreveu: “cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Coríntios 7:2). Não foi o único, mas um dos pecados de Sodoma foi a rejeição desse plano.

Gênesis 13:13
“Mas os homens de Sodoma eram extremamente perversos e pecadores contra o Senhor”

Apesar de Ló ter visto foi uma terra excessivamente fértil, o que o Senhor viu foi um corações excessivamente sujos. Como ele diz em Gênesis 18:20:

Gênesis 18:20
“Porque o clamor contra Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, porquanto o seu pecado é muito grave”

No final, depois que o Senhor salvou Ló, Ele destruiu Sodoma e Gomorra. Quando Ló estava deixando Sodoma, o conselho do Senhor era o exatamente o oposto do que ele havia feito no início:

Gênesis 19:17
“Então sucedeu que, quando eles os trouxeram paea fora, ele [o anjo do Senhor] disse:” Fuja pela sua vida! Não olhe para trás … “

Quando Ló escolheu Sodoma como sua morada, ele fez a sua escolha depois que ele “levantou os olhos e viu”. Agora ele estava a fugir e não deveria “nunca olhar para trás”. Depois da saída de Ló, o Senhor destruiu a área.

No entanto, qual foi o pecado de Sodoma? Ezequiel 16:49-50 nos diz o que o Senhor viu:

Ezequiel 16:49-50
“Olha, esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: ela e sua filha tinha orgulho, plenitude de alimentos, e abundância de ociosidade, não fortaleceu a mão do pobre e do necessitado além do mais se ensoberbeceram e cometeram abominação diante de mim; pelo que ao ver isso as rirei de seu lugar “

Com informações de  Dennis Allan

Dias de Ló: mais um passo rumo ao cumprimento profético

10996962_1618596348425454_5611334784262548819_nA suprema corte dos Estados Unidos acabou de aprovar o casamento de pessoas do mesmo sexo em todos os cinquenta estados americanos. A prática já era aceita na maioria dos estados, porém, treze estados (onde há mais evangélicos conservadores) ainda proibiam a prática. Agora, com a decisão da suprema corte, todos os cinquenta estados americanos são obrigados a aceitar o casamento de pessoas do mesmo sexo.

Essa sem dúvida é uma decisão emblemática, tratando-se do país mais “evangélico” do mundo. Se lembrarmos que há apenas dez anos, a grande maioria dos estados americanos repudiava o casamento de pessoas do mesmo sexo, a comemoração dos ativistas pró LGBT diante da suprema corte americana mostra que a virada de jogo foi mesmo surpreendente.

Meu ponto aqui não é tratar de “direitos civis”. É preciso reconhecer que, perante a Lei, todas as pessoas têm os mesmos direitos. E que, se alguém pretende “casar-se” com quem quer que seja, em tese, essa pessoa tem o “direito” de fazer isso, desde que não prejudique outra pessoa no caso. Ao mesmo tempo, e isso ainda parece ser realidade nos Estados Unidos, as pessoas e instituições religiosas que discordam continuam tendo o direito de discordar, e, provavelmente, as igrejas não serão obrigadas a realizarem esse tipo de casamento tão cedo.

Porém, o que me chama atenção nesse caso é justamente a rápida mudança no pensamento mundial acerca desse assunto, e a consolidação disso na maior democracia cristã do mundo. Quando a maioria da população em uma democracia é favorável a uma prática, a tendência é que essa prática venha a ser institucionalizada. Foi o caso aqui. E isso mostra que os poderosos ventos de mudança que começaram a soprar mais fortemente no mundo desde o final do século 20, com a queda do muro de Berlim por exemplo, estão se intensificando cada vez, removendo com facilidade marcos antigos, em prol de uma unificação do paganismo na terra. A era cristã está terminando. E, tudo isso parece ter sido minuciosamente planejado.

Talvez seja exatamente isso o que as pessoas estejam comemorando diante da suprema corte americana. Um cartaz no meio da multidão dizia: “a constituição é nosso escudo contra a Bíblia da intolerância e preconceito”. Esse é o ponto mais crucial me parece. Aqui está o verdadeiro motivo da disputa, o qual subjaz por detrás de todos os demais discursos.

Mas o que, como cristãos, podemos dizer disso tudo? Reclamar e exclamar horrorizados expressões como: “é o fim dos tempos”? Talvez seja mesmo, e nesse caso, não deveríamos estar horrorizados, mas com a certeza indirimível de que tudo está acontecendo como tinha que ser. Sim, a era cristã precisa terminar, pois se ela não terminar, Jesus não voltará. O Apóstolo Paulo disse que antes que Cristo volte “primeiro” precisa “vir” a apostasia (2Ts 2.3). E o próprio Cristo disse que os dias que antecederiam sua volta recapitulariam dois importantes momentos da história bíblica. Um dos exemplos evocados por Cristo foi justamente os “dias de Noé”, quando as pessoas “comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento” (Lc 17.26-27). Questões em relação ao casamento, portanto, estariam no centro da agenda do mundo mais uma vez, antes da volta de Cristo. Em Gênesis 6 temos a descrição de padrões de casamento inaceitáveis por Deus, e isso resultou diretamente no dilúvio. É interessante que o arco-íris que estaria nas nuvens como prova da aliança divina, agora esteja numa bandeira que contraria aquilo que o próprio Deus ordenou, porém institucionalizado na forma da lei. Mas, talvez isso faça Deus se lembrar mais uma vez… Mas, o segundo momento evocado por Cristo é ainda mais emblemático: “O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar” (Lc 17.28-30). Em Sodoma e Gomorra, um dos maiores pecados, que resultou na destruição das cidades, foi o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo!

Tudo isso aponta para uma inquietante realidade e, ao final, para uma surpreendente esperança. Todas as ações malignas no mundo, e que estão a todo vapor como podemos ver, trabalhando para a implantação do paganismo como sistema, apesar disso, estão debaixo dos desígnios daquele que anunciou o fim desde o começo. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Rm 8.28). Fica, entretanto, o alerta do Senhor: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24.13).

Fonte: Leandro Lima